<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2962307044608780517</id><updated>2012-01-29T18:14:05.103-08:00</updated><category term='blerg'/><category term='introdução'/><category term='crônica'/><category term='paródia'/><title type='text'>Devaneios inúteis de uma mente nada brilhante</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Társio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02355260389268722078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>74</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2962307044608780517.post-7943084516188122014</id><published>2012-01-29T18:05:00.000-08:00</published><updated>2012-01-29T18:14:05.118-08:00</updated><title type='text'>As escolhas que fazemos</title><content type='html'>Somos frutos das nossas escolhas? Ou frutos do acaso? Ou ainda, frutos de uma cadeia pré-programada? Se for o caso do terceiro, não podemos comprovar, seria impossível perceber a nossa programação, então vamos ignorá-la por enquanto, porque até mesmo ao ignorá-la estaremos fazendo o que a nossa programação quer. Fiquemos com as duas primeiras perguntas, é possível controlar o mundo ou somos controlados por ele? Em outras palavras, a sua vida é uma merda por causa das suas decisões, ou de uma série de fatores além da sua vontade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que, na verdade, são duas explicações não excludentes, fazemos escolhas, mas digamos que não escolhemos “essas escolhas”. Você não pode controlar a vida, coisas acontecem independente do que queira. Porém, uma vez que acontecem, você pode fazer uma escolha. Se você nasce pobre é muito pouco provável que você tenha direito a uma boa educação, a ser ator de novela e sair na rua sem ser vítima de preconceito. Mas você pode escolher entre as melhores escolas públicas que há por perto e de repente há cotas que podem te ajudar em escolas particulares e em faculdades públicas (apesar de muitos acharem isso horrível, “dar mais escolhas a uma pessoa? que ideia! ele sabe se virar sem faculdade”). Você pode fazer escolhas íntegras, você pode até usar camisinha para poder desfrutar de um bom sexo sem transtornos futuros (sério, camisinha funciona muito melhor do que tomar banho depois do sexo, já testei!) Ou pode ter filho, é seu direito, cara, não fica puto comigo. Só saiba o que está fazendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da mesma forma, a nossa sociedade não é algo natural, suas mazelas e benefícios são resultados das escolhas de seus integrantes em determinadas situações que acontecem além de qualquer controle. O ser humano não é natural, não completamente. Nós questionamos o natural, e precisamos de um sentido, seja de fato encontrando um ou criando um. Nossa sociedade não é natural e precisamos questioná-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvimos agora um monte de jornalistas e políticos esbravejando sobre uma droga chamada crack, subproduto da cocaína. Falam eles, “É preciso acabar com essa doença chamada crack” “Que triste decadência é o crack” Se eu for eleito, acabarei com o crack” “Como alguém pode tomar crack? É nojento.Essa pessoa está perdida, são zumbis”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses nossos queridos amigos tão preocupados falam como se esta fosse uma situação nova, fruto desses loucos tempos modernos, algo nunca visto. A questão não é tratada como o processo de uma exclusão que ocorre desde que algum português gritou Terra à vista! em algum ponto do Atlântico. O crack não é uma droga nova, pessoas que vivem completamente à margem não é um fato novo. E por que o crack é tão mais preocupante que as outras drogas? Parece até que o consumidor de crack não tem aquele requinte de quem toma pedra comprada em pacotinho de veludo com traficante cheio de cultura (e isso sem tocar em antidepressivos e outros drogas aprovados por lei).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que existe é exclusão, e não há nada pior do que exclusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos sabem, todos já sentiram como é ser excluído.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No colégio é sempre assim, não é? De repente alguém age de uma forma diferente e passa a ser excluído. Param de falar com essa pessoa. O distanciamento a torna mais desagradável, falam mal dela. Outros de fora do grupo, ao ver o colega sendo excluído, automaticamente concluem que algo ele deve ter de errado e passam a excluí-lo também. O excluído por sua vez, com mágoa, sofrendo com as dores de não poder participar da vida social de sua sala, passa em autodefesa a se excluir também, “eles são idiotas”ou “eu sou um merda, melhor ficar longe, não quero me foder”. A exclusão é alimentada sistematicamente e passa a ser aceita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podem se lembrar da sua infância e adolescência e vão perceber que já foram excluídos e também já excluíram. Não me venham com papo de pobre coitado, de nerds e valentões. Em geral, todo mundo experimenta os dois lados, a diferença: alguns são mais “bem-sucedidos” num lado do que no outro. Agora, lembre-se do quanto era ruim. Lembre-se da sensação de querer falar com alguém, mas ter vergonha pois estaria falando com alguém excluído. Lembre-se como era horrível ver a vida acontecer e não fazer parte. Lembre-se como era horrível excluir alguém e de repente perceber o quão mal a pessoa se sentia, e como isso te fez se sentir um monstro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, acontece até hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivemos isso todo dia. Dentro da própria sociedade há regras que dependem da exclusão. Nós temos que fazer de tudo para ir para o melhor colégio, melhor faculdade, termos os melhores corpos, sermos simpáticos e limpos, antenados com todas as modas – temos de fazer isso tudo para não sermos excluídos. E, depois de ter filhos, ainda nos preocupamos se eles também vão ser excluídos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E vamos falar a verdade: É uma barra, né não? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E vai ficando mais difícil com o tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dá até medo de questionar tudo isso, pois pode significar que fizemos alguma merda no caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a todo momento o modelo de exclusão está sendo perpetrado. A exclusão gera o outro, o cracudo, o deficiente, o velho desatualizado e inútil, o antissocial, o gay. Eu pergunto: Como alguém pode se sentir bem com uma sociedade que não o quer? Isolar alguém só aumenta o descrédito no outro e no sistema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mesmo assim vemos casos como a ação da polícia no Pinheirinho em São Paulo (ver mais sobre aqui). Uma comunidade de pessoas que foram expulsas de um outro lugar e que acabam de ser – adivinha! – expulsas novamente. Uma ótima solução, né? Com certeza vai funcionar. E, pra quem não percebeu, estou sendo irônico, estou até com uma sobrancelha franzida enquanto escrevo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim vai, e assim continua, em cracolândias, no Pinheirinho, em famílias de classes pobres, médias e ricas, no trabalho e em tudo quanto é canto. Isolar é sempre a solução procurada, mas não integrar. Até quanto tempo vamos continuar assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente podemos continuar até a raça humana se extinguir, mas pra que vivermos nessa situação de medo, se pudermos fazer algo. E podemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é fácil, é difícil pra caralho, mas vale ocupar a sua cabecinha. É a evolução da humanidade, entende? Será que é tão bobo pensar num mundo melhor? Você prefere aguentar a situação descrita nas linhas anteriores?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos dias a seguir, pretendo me voluntariar em orfanatos e outras instituições. Também pretendo me inscrever num projeto de Contador de Histórias. Por que não tentamos todos fazer isso e ver no que vai dar, quem sabe esbarramos com uma utopia no meio do caminho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo aqui o meu manifesto, pois todo pensamento é o ponto de partida de uma ação, de uma manifestação. É hora de tomarmos as rédeas de nossas escolhas. Ouço tanto falar o quão máximo é essa nova geração, a tal geração Y, a que gera rios de dinheiro com sua maravilhosa criatividade. Talvez essa geração possa gerar felicidade também, principalmente se colaborar mais com outras gerações, descobrir novas formas de se conviver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só a convivência diminui o preconceito, tudo é sobre aprendermos a conviver. É o que mostra que apesar de um detalhe ou outro não somos tão diferentes assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E lembre-se: dentro de você está Einstein e Hitler, está Jesus e o Diabo, Reis e camponeses, a poesia e o garrancho, loucura e sanidade, está o início e o fim, a capacidade de pensar e agir, que nenhum outro animal – nem ninguém mais nesse planeta ou nesse pequeno sistema solar – tem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faça bom uso. É o que peço a mim sempre e a todos que lerem esse texto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa sorte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2962307044608780517-7943084516188122014?l=tdsupimpis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/feeds/7943084516188122014/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2962307044608780517&amp;postID=7943084516188122014&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/7943084516188122014'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/7943084516188122014'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/2012/01/as-escolhas-que-fazemos.html' title='As escolhas que fazemos'/><author><name>Társio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02355260389268722078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2962307044608780517.post-8020453633563659957</id><published>2011-08-07T18:16:00.000-07:00</published><updated>2011-08-08T17:38:50.434-07:00</updated><title type='text'>Ai que me cais: haicais</title><content type='html'>1. &lt;br /&gt;Prazer fugaz.&lt;br /&gt;Em um segundo,&lt;br /&gt;acaba meu gás&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;2. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Tudo que não mata&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;machuca&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;pra caralho &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;3. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Porra,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;para a zorra&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;corra!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;4.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;telefone chamando&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;tu... ... tu... ... tu... ...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;meu coração&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;tum tum tum&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;se ela atender&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;tuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;5.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Na dança, pisei no teu pé&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;No papo, enchi teu saco&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;No sexo, errei o buraco&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;E ainda assim tu ficou do meu lado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;6.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Eis que me fodo,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;quando atrás de ti&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;corro&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;e você nem ouve!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;meu pedido de&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&amp;nbsp;socorro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;7. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;A vida toda&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;vivi à toda&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;à toa&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;8. &lt;b&gt;Falta de visão&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;O cego pede: Avisa quando for o ponto?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;eu fecho os olhos&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;pra não ajudar&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;ponto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;9.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Computador ligado&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;cheiro de queimado&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;no prazo estourado&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;10.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Procastinação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;É a minha sina&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;pensar sem ação&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2962307044608780517-8020453633563659957?l=tdsupimpis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/feeds/8020453633563659957/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2962307044608780517&amp;postID=8020453633563659957&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/8020453633563659957'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/8020453633563659957'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/2011/08/ai-que-me-cais-haicais.html' title='Ai que me cais: haicais'/><author><name>Társio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02355260389268722078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2962307044608780517.post-6792357258630331376</id><published>2011-04-27T15:48:00.001-07:00</published><updated>2011-08-07T18:59:15.600-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;Pinote suspirava pelos 4 cantos da sala. Distraído, deixou escapar a última gota de ar. Tentou colher o oxigênio de volta, levando a mão à boca, querendo encher seu vazio. Mas era tarde. O ar já havia ido embora, buscar outras atmosferas mais festivas. &amp;nbsp;Morreu com o corpo murcho no chão frio de um dia nublado.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2962307044608780517-6792357258630331376?l=tdsupimpis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/feeds/6792357258630331376/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2962307044608780517&amp;postID=6792357258630331376&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/6792357258630331376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/6792357258630331376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/2011/04/normal-0-21-microsoftinternetexplorer4.html' title=''/><author><name>Társio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02355260389268722078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2962307044608780517.post-9194939341905255306</id><published>2011-04-24T16:19:00.000-07:00</published><updated>2011-04-24T17:34:18.800-07:00</updated><title type='text'>Páscoa: poder, ovos e trapaças</title><content type='html'>Juntar ovos de Páscoa e pacotinhos de São Cosme e Damião é o mais perto de acumulação de capital que uma criança pode chegar. Eu mesmo, na época das estantes de proporções everestiana e das calças ocasionalmente molhadas de xixi, me interessava mais em guardar doces do que comê-los. Na barriga, não podiam causar inveja nos primos e amigos. Era necessário ostentá-los em suas embalagens coloridas e chamativas, enfileiradas na porta da geladeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inocente cobiça capaz de se tornar selvageria nas condições de pressão e temperatura apropriadas. Basta os adultos esconderem ovos pela casa numa inocente brincadeira de caça ao tesouro; distração para os pequenos enquanto as cervejas são esvaziadas. Em sua ingenuidade, mal percebem a insensatez da estratégia: incitar a ambição de crianças ligeiramente alteradas por altas taxas de açúcar no sangue. É só a tia dizer - podem procurar - e todo mundo desaparece, deixando para trás apenas nuvenzinhas de poeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoas são empurradas, vasos são quebrados, a gaveta das lingeries sexys da titia quarentona é violada. Tudo vale para ser o novo Barão do Cacau. Morder, bater, roubar, chorar, espionar. Sim, espionar. Pois há sempre os olhinhos que ficaram seguindo as pernas dos adultos na hora de esconder os doces. São as crianças que andam calmamente em meio à gritaria dantesca, se abaixando perto do ralo do banheiro e dizendo “Olha só, encontrei mais outro.” Os pais, claro, sempre se arrependem tarde demais: antes de estarem bêbados o bastante para ignorar os choros e brigas dos filhotes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ovos encontrados, acabada a festa, danos contabilizados. Hora do grande vencedor, senhor de bilhões de calorias achocolatadas, finalmente descansar alegre em cima de seu sucesso adocicado. Flawless victory. Tudo terminado... certo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois apenas começou. Com a cabecinha no travesseiro, você se lembra de todas aquelas carinhas contorcidas pela inveja e&amp;nbsp; pelo começo da abstinência de açúcar. Vai pensar em como é fácil alguém ir, na ponta dos pés, abrir a geladeira; em como as embalagens podem ser desveladas por qualquer um capaz de dizer –Gugudada. Impossível dormir. Cada minuto será dedicado a conferir seu estoque; a pesar cada ovo a procura de 1 grama, 1 centigrama, 1 miligrama que seja, perdido. Sua riqueza tornada maldição. Irá jurar doar suas reservas aos seus colegas para logo em seguida abandonar essa ideia e comprar cadeados, só por precaução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, um belo dia, você vai à escola. Antes, claro, deixa uma série de ordens com papai e mamãe e dá uma última olhada maternal ao seu tesouro em seu banco gelado. Com certa relutância - deve-se dizer - você fecha, lacra e finalmente parte apenas para retornar, hora depois, a uma geladeira vazia. Vazia não, pois ainda estarão lá as verduras; sempre há verduras. Danem-se as verduras! No chão, embalagens de bombons te guiam até a sala, onde vê dois pés enfiados em chinelas de borracha, que dão para duas pernas, que vão levar a sua mãe sentada no sofá, sorrindo para você com uma mancha brilhante marrom-bombom no canto da boca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Oi, filho, como foi a aula?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atrás, o barulhinho de plástico sendo desembrulhado denuncia o seu papai que estende a mão para lhe oferecer metade do seu próprio ovo da Páscoa, conquistado a duras explorações das áreas mais sinistras da casa. Duro capitalismo selvagem, há sempre alguém acima de você.&lt;br /&gt;Lição: acumule dinheiro, depois roube o chocolate do seu filho. Ou: Marx não gostava de chocolate.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2962307044608780517-9194939341905255306?l=tdsupimpis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/feeds/9194939341905255306/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2962307044608780517&amp;postID=9194939341905255306&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/9194939341905255306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/9194939341905255306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/2011/04/pascoa-poder-ovos-e-trapacas.html' title='Páscoa: poder, ovos e trapaças'/><author><name>Társio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02355260389268722078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2962307044608780517.post-4698971725273002074</id><published>2011-04-20T06:50:00.000-07:00</published><updated>2011-04-24T15:21:33.358-07:00</updated><title type='text'>Tecnologias do futuro 2</title><content type='html'>Aquela barriguinha não te deixa mais ir à praia? Você tem preguiça de levantar a sua bunda gorda para fazer ginástica? E além de tudo não consegue parar de comer? Você está precisando do Diet-Hole, a última palavra em estética corporal. O Diet-Hole é o único modo de emagrecer sem trabalho, enquanto devora alguns kilos de hamburgueres gordurosos e suculentos.&lt;br /&gt;O seu método é simples: nanomáquinas ingeridas num gole d'água criam uma dobra hiperespacial dentro do seu estômago,&amp;nbsp; conectando seu sistema digestivo ao buraco negro mais próximo de sua galáxia. É isso mesmo que você ouviu! Você come e a comida desaparece na gravidade exorbitante do buraco negro, indo parar em algum lugar do universo, noutra dimensão ou até, devido a raros acidentes temporais, na barriga de um camponês faminto do século XIV &lt;br /&gt;A expressão parece que tenho um buraco negro no estômago nunca foi tão verdadeira!&lt;br /&gt;Não perca mais tempo! Ganhe aquele corpinho de supermodelo que sempre quis ter. Veja o depoimento de alguns consumidores do Diet-Hole!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jenoveva , 35 anos:&lt;br /&gt;Nossa, eu pesava 120 quilos, meu marido havia me abandonado, perdi o emprego, minha vida estava por um fio. Até que alguém me disse, por que você não usa o Diet-Hole? Eu ri, não sabia porquê. Me explicaram sobre física quântica, teoria M e essas coisas. Não resisti e comprei. Os resultados foram na hora. Um verdadeiro big bang ao contrário dentro da barriga. Você realmente sente aquela dor das gorduras sendo sugadas; não é que nem esses outras bobagens de nutricionistas, que você não vê nenhum efeito. Funciona mesmo! Em um dia, já pesava 10 kilos e era carregada num barbante, igual a um balão, por um novo marido. A melhor parte: eu como mais do que antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afrânio Parafina, 26 anos &lt;br /&gt;Antes de usar Diet-Hole, eu era alvo de zoações constantes por causa do meu peso. Meus amigos diziam: você nunca vai atrevessar a velocidade da luz com essa massa, Afrânio. É até provável que nem consiga ultrapassar a velocidade de uma lesma, adicionavam às gargalhadas. Aí tomei Diet-Hole e em 1 dia podia quebrar a barreira do som. Hoje viajo na velocidade da luz e sou capa da reviste "Grande Homens e Alienígenas" e sou melhor do que todos eles. Agora, com licença, preciso terminar o meu cooper em torno da galáxia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que está esperando?!! Compre Diet-Hole e mude você também a sua vida!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2962307044608780517-4698971725273002074?l=tdsupimpis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/feeds/4698971725273002074/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2962307044608780517&amp;postID=4698971725273002074&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/4698971725273002074'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/4698971725273002074'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/2011/04/tecnologia-do-futuro-2.html' title='Tecnologias do futuro 2'/><author><name>Társio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02355260389268722078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2962307044608780517.post-3174496811688928268</id><published>2011-04-18T06:14:00.000-07:00</published><updated>2011-04-20T06:51:12.350-07:00</updated><title type='text'>Teconlogias do futuro 1</title><content type='html'>Cansado daquela coisa incômoda chamada realidade, que sempre está presente para atrapalhar o som do seu mp3? Com o MP-BARRIER você finalmente estará isolado do mundo através de um campo de força positrônico, capaz de eletrocutar qualquer interlocutor itinerante e de bloquear qualquer som externo, do trânsito caótico ao cantar dos pássaros. É a tecnologia das guerras atômicas ao seu dispor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compre o seu MP-BARRIER agora e se tranque ao som da sua banda favorita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mais 20 reais, você leva Fones Sensormáticos Prostráticos.&amp;nbsp; Enfiados nos ouvidos, no ânus e na boca; os Fones Sensormáticos Prostráticos emitem uma descargar de partículas de emoção capaz de recriar as sensações do eu-lírico da música em tempo real. Sinta de verdade aquela dor de cotovelo sincopada!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2962307044608780517-3174496811688928268?l=tdsupimpis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/feeds/3174496811688928268/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2962307044608780517&amp;postID=3174496811688928268&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/3174496811688928268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/3174496811688928268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/2011/04/teconlogias-do-futuro-1.html' title='Teconlogias do futuro 1'/><author><name>Társio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02355260389268722078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2962307044608780517.post-3099038577928582557</id><published>2011-04-17T17:31:00.001-07:00</published><updated>2011-04-17T17:58:13.621-07:00</updated><title type='text'>Pirulitando.</title><content type='html'>Eu e o meu pênis certamente não nos damos bem juntos. Devíamos pedir divórcio. Sinto pena dele nas raras vezes em que o vejo livre nos seus passeios pelo banheiro, sempre pra baixo. &lt;br /&gt;As minhas calças são um monastério. &lt;br /&gt;Pobre condenado...&lt;br /&gt;Um dia simplesmente acordou junto comigo, dentro da barriga de alguém.&lt;br /&gt;Como foi parar lá?&lt;br /&gt;Já pensou em fugir. Muita vezes aponta pro céu, firme, usando toda sua força a procura de furar sua prisão de roupas íntimas, inutilmente. A verdade, a ironia, é que eu posso viver sem ele, mas ele não pode viver sem mim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2962307044608780517-3099038577928582557?l=tdsupimpis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/feeds/3099038577928582557/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2962307044608780517&amp;postID=3099038577928582557&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/3099038577928582557'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/3099038577928582557'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/2011/04/pirulitando.html' title='Pirulitando.'/><author><name>Társio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02355260389268722078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2962307044608780517.post-8092406523214505150</id><published>2011-04-17T04:40:00.001-07:00</published><updated>2011-04-18T18:00:27.641-07:00</updated><title type='text'>Domingo de Sol</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;Quente quente quente. Difícil ser criativo num calor assim. O ponto de ebulição das idéias é baixo, logo evaporam. Nunca ouvi falar de livro sendo escrito em prisão do Rio de Janeiro, já em prisão da Sibéria é outra história. Ah! queria ter um czar pra dar um tapa na cara dele, pedir pra que me chamasse de revolucionário sujo e me exilasse. Vai, me coloca na Sibéria, vai! Por favor! É a minha fantasia erótica do dia.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2962307044608780517-8092406523214505150?l=tdsupimpis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/feeds/8092406523214505150/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2962307044608780517&amp;postID=8092406523214505150&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/8092406523214505150'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/8092406523214505150'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/2011/04/domingo-de-sol.html' title='Domingo de Sol'/><author><name>Társio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02355260389268722078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2962307044608780517.post-8059947460829635575</id><published>2011-04-07T17:58:00.000-07:00</published><updated>2011-04-09T14:31:46.184-07:00</updated><title type='text'>12</title><content type='html'>12 crianças morreram e ainda vai rolar bate-boca no trânsito congestionado; brigas vão acontecer porque alguém olhou para outro com uma cara estranha; conflitos serão travados por causa de limites de propriedade; novas e elaboradas maneiras de ferrar com os outros serão criadas por equipes de marketing. E, principalmente, existirão armas de fogo.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Armas. Uma boa idéia não? Muito prudente: torna a guerra mais rápido , nos protege melhor. Só que elas podem matar né; muito mais rápido, muito mais pessoas. Isso não é perigoso? pergunta o inocente.  Não se ela for usada pelas mãos certas, dirão os especialista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quais seriam elas, as mãos de Jesus? Afinal não conheço um ser humano que em algum momento não perca as estribeiras, aliás conheço até muitos que não encontrariam suas estribeiras nem se estivessem na sua cara, dizendo “oi!”. O nosso mundo é criado para nos fazer perder a calma. Nós somos pagos para produzir a todo momento e precisamos de dinheiro para existir, um ciclo sem fim. A única coisa que evita boa parte dos nossos bons cidadãos de não sair metralhando as pessoas a sua volta numa fila de banco é o medo de que, se levantar a voz, irá levar uma porrada. Dê a eles um revólver e os potenciais são infinitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Malucos sempre existiram, armas nem sempre. Quanto de coragem alguém teria para matar com uma faca doméstica com aquelas serrinhas que exigem trabalho duro até para fatiar o bife da mamãe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem arma de fogo, quem defenderia uma boca de fumo?&lt;br /&gt;Sem arma de fogo, quem conseguiria matar 12 pessoas em tão pouco tempo?&lt;br /&gt;Que governo corrupto duraria sem armas de fogo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo assim elas estão aí, ao montes, pra quem quiser; pelo visto, falta gente com as mãos certas. Devemos procurar uma manicure talvez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, acima de tudo, além de qualquer problema, a única forma de responder a isso, é mostrar o nosso melhor lado. Não ser um babaca é o novo mandamento. Eu sei, é difícil, eu sei. Mas acredite, nós podemos amar. Se lembra? Os hippies disseram isso nos anos 60. Mas eles não tomavam banho, eram sujos e drogados. Nós estamos muito melhor: temos carros, celulares, pagamos nossas contas, usamos roupas limpas; é o futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu caro, a única coisa que não se vive sem é o amor. Sem amor a pessoa pode andar por aí, mas é vazia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperam que você fique com raiva, que fique em depressão e compre remédios, que tenha cada vez mais medo do seu vizinho; preconceitos aumentam, o medo leva, afinal, ao lado negro da força. E não foi um hippie que disse isso, foi mestre Yoda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única coisa que ninguém espera de você, que os corruptos nunca iriam compreender, que alguém que mata a sangue frio se esquece: é o amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criemos mais formas de amar. Será nossa mais avançada tecnologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevemos uma versão ampliada do Kama Sutra, uma nova página a cada novo dia. Amemos animais, gays, árvores, objetos inanimados, pobres, ricos, hippies, quadrados e até apresentadores de televisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Armas; já trabalhamos de mais nelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só existe 1 melhoria a fazer no revólver e em seus parentes para se tornarem armas perfeitas: colocar um tampão de metal na boca do cano e soldar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2962307044608780517-8059947460829635575?l=tdsupimpis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/feeds/8059947460829635575/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2962307044608780517&amp;postID=8059947460829635575&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/8059947460829635575'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/8059947460829635575'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/2011/04/12.html' title='12'/><author><name>Társio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02355260389268722078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2962307044608780517.post-7877394326171589529</id><published>2011-04-03T15:30:00.000-07:00</published><updated>2011-04-08T17:16:37.337-07:00</updated><title type='text'>Onde está o código de barras do seu bebê?</title><content type='html'>Enquanto eu passava pelos corredores do supermercado um dia desses, era difícil não reparar no número de crianças indo de um lado para o outro, no colo dos pais e, principalmente, dentro dos carrinhos de compra. Comecei a cogitar que deveria haver alguma prateleira cheia de crianças em promoção, estocadas por sexo, cor e forma. Mas depois repensei: criança não é o tipo de coisa que se compra, por não ter garantia. Se estiver quebrada, além de não poder devolver, você terá de arcar com o conserto. Sem falar que vender 5 crianças por 1 real perde seus atrativos quando se gasta muito mais em operações cirúrgicas para exatamente não ter 5 filhos.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A explicação mais racional talvez fosse o horário e o fato de já ter começado os preparativos da Páscoa, com aqueles passagens cobertas por ovos de páscoa, como um túnel direto para a maravilhosa terra da diabetes. Independente das razões, aquilo me fez ver a mim mesmo sentado dentro de um carrinho de compras, como o capitão de um navio, ordenando a minha mãe:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Biscoitos a Estibordo! A toda velocidade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas raramente era obedecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não! Não o corredor dos detergentes de novo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos poucos o barco começava a encher de produtos e o espaço a ficar apertado, o que fazia me perguntar se iria acabar soterrado e esquecido de baixo de comida congelada. Antes de me afogar em consumo, era sempre retirado do carrinho vivo, porém um tanto decepcionado. Em geral, ir ao supermercado sempre foi uma experiência interessante. Você vê pessoas de todo tipo dividindo o mesmo espaço. As senhoras gordas, os adolescentes procurando por bebida alcoólica, o tio de cabelos grisalhos ao lado dos adolescentes checando uma marca de vinho que lhe faça parecer sofisticado sem ser muito cara; e até homens sem camisa, que devem passar no supermercado na pausa do churrasco ou do futebol.&lt;br /&gt;A única coisa da qual nunca gostei é a parte de pagar. Como gastar dinheiro já não fosse ruim o suficiente, ainda tem que ficar ali, de pé numa fila, que às vezes nem é lá grande,  somente para ouvir que o caixa não tem troco. E o sofrimento continua após o pagamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por quê? Porque antes de carregar suas compras todo feliz para a casa, é necessário ensacá-las e aprontá-las para o transporte. A minha estratégia sempre foi sair tacando uma coisa em cima da outra de qualquer forma, o mais rápido possível. O problema é que isso é considerado uma ofensa, e em certos casos uma declaração de guerra, a qualquer mãe desse mundo, do ocidente ao oriente. Você não pode de jeito nenhum misturar frios e quentes. Você não pode colocar tomate debaixo da garrafa de 2 litros de refrigerante. E, acima de tudo, pelo mais sagrado, mantenha o material de limpeza separado. Afinal, você é maluco? Está drogado? Vamos, mostre as drogas! Mostre! Não, mamãe eu juro que parei!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, é uma tarefa excruciante e estressante. Tão pior quanto mais você demorar, pois terá de desviar dos olhares dos que estão a espera de você liberar o caixa. Diga-se de passagem, frutas mais delicadas já viajaram no banco da frente do carro, comigo tendo de dividir o porta-malas com outras compras. Nessa parte eu me sentia mais como escravo do que capitão do navio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, tenho quase certeza: o Tetris foi inventado numa ida ao supermercado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2962307044608780517-7877394326171589529?l=tdsupimpis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/feeds/7877394326171589529/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2962307044608780517&amp;postID=7877394326171589529&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/7877394326171589529'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/7877394326171589529'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/2011/04/onde-esta-o-codigo-de-barras-do-seu.html' title='Onde está o código de barras do seu bebê?'/><author><name>Társio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02355260389268722078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2962307044608780517.post-4594128927165964825</id><published>2011-03-24T10:30:00.000-07:00</published><updated>2011-03-28T18:32:54.143-07:00</updated><title type='text'>Como encaminhar uma alma para outro mundo em 7 passos</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Escrito por Azrael: anjo da morte, velador do fim do universo, cozinheiro de mão cheia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1-    Antes de mais nada, mate o indivíduo. Ele pode ser homem, alienígena, robô com consciência; em suma, qualquer coisa que fale, baseada em carbono ou não. Pode ser através de guerra, peste ou fome. Fica à preferência. Só evite ateus, eles ficam meio irritados com toda essa coisa de vida após a morte.&lt;br /&gt;2-    Confirme se o cadáver está bem matado, catucando o corpo com uma vara. Você não vai querer levar uma pessoa viva para o outro mundo. Eles geralmente começam a falar só em versos e sempre tentam trazer entes queridos de volta. Dá muita dor de cabeça.&lt;br /&gt;3-    Colha a alma. Seja rápido, pois ela se dilui rapidamente na atmosfera do mundo material. Use uma seringa para sugá-la do corpo. Caso já tenha se separado de seu meio físico, é mais apropriada uma rede de caçar borboletas.&lt;br /&gt;4-    Achate a alma com um rolo de massa tamanho médio. Assim ela ficará na espessura certa para atravessar dimensões.&lt;br /&gt;5-    Empacote a alma e a coloque num cometa em direção ao buraco negro mais próximo. Espere alguns nanossegundos e a pegue de volta no outro lado do universo.&lt;br /&gt;6-    A alma ainda estará bastante crua. É necessário agora expurgar todas as lembranças que possam impedi-la de aproveitar a estadia no pós-vida como funcionária eterna de alguma divindade.  Para isso, bata a alma no liquidificador e a filtre num coador. Jogue fora as partículas de Ser que ficarem retidas e coloque o conteúdo pastoso que sobrar na geladeira.&lt;br /&gt;7-    Espere 30 mil anos e voir la: você tem uma alma pronta para desfrutar os grandes campos idílicos de trabalho forçado do outro mundo. E, como observação, os deuses greco-romanos são o que pagam melhor, embora exagerem no hidromel.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2962307044608780517-4594128927165964825?l=tdsupimpis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/feeds/4594128927165964825/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2962307044608780517&amp;postID=4594128927165964825&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/4594128927165964825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/4594128927165964825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/2011/03/como-encaminhar-uma-alma-para-outro.html' title='Como encaminhar uma alma para outro mundo em 7 passos'/><author><name>Társio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02355260389268722078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2962307044608780517.post-1061500353675796711</id><published>2011-03-24T10:27:00.000-07:00</published><updated>2011-04-05T16:46:24.282-07:00</updated><title type='text'>Eterno adolescente</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Quando eu era mais garoto, o vestibular se colocava diante de mim como o apocalipse, uma nuvem negra que pairava no horizonte, sem qualquer pista de um mundo além. Eu nunca tive idéia do que fazer da vida ou do que esperar do meu futuro.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Minha família, porém, tinha lá as suas idéias; minha avó sempre me quis para padre e o meu pai, para engenheiro. Como nunca aprendi rezar direito, também fiquei sem ter como pedir a Deus para que me fizesse entender matemática. Desafiado por qualquer problema mais difícil do que 1 + 1, eu logo tinha dores de cabeça e me imaginava tacando o livro na cara do maldito autor.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Porém, nunca contradisse o meu pai, nem minha família. Pensava que ia demorar até chegar as provas e que, depois, dava um jeito. Apenas olhava distraído para um lugar qualquer, toda vez que alguém falava de planos para mim. Acontece que os anos passavam e o monstro Vestibular estendia seus tentáculos a minha volta. Na ensino fundamental, prestei concurso para escola técnica e  para a turma especial de ensino médio. Passei no segundo caso e, a partir daí, não teria hora que eu não temesse o fim de cada dia, o final de cada ano e o momento em que o diretor entrava pela porta da sala falando sobre nossas responsabilidades como estudantes classe A.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Para piorar, sempre em casa, na hora que estava passando algo na televisão que eu queria ver, aparecia meu pai com um bloco de folhas, me chamando para descer rapidinho e resolver uns probleminhas. Eu falava, "Não pode esperar?". Ele reclamava, "É rapidinho. Oras, esse desenho passa todo hora!"&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O que não era de todo mentira, mas também não era toda hora que eu conseguia me sentar na frente da televisão. Como eu tinha irmãos, as vezes só me restava sentar no chão, sem tv nenhuma na frente. Nessas ocasiões eu resmungava qualquer coisa e me reunia ao meu pai, para demonstrar toda a minha incapacidade intelectual. O pior era quando ele não conseguia resolver uma questão, ficava obcecado. Passava dias, preenchendo folhas com cálculos e cálculos até que duas semanas depois me chamava:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Társio, consegui resolver!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Bradava em suas mãos o maço de papel como se fosse sua medalha olímpica. Depois, quando tentava me explicar, se atrapalhava um bocado e eu já estava perdido logo nas primeiras linhas da primeira página, mas continuava acenando com a cabeça até o final. Mesmo quando decidi escolher a área de humanas, não me libertei das leis e teoremas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Muito menos do maior postulado, o que tudo tem seu tempo e de que o vestibular iria chegar. Chegou e o meu pesadelo se tornou realidade: fui reprovado. Me saí mal, não tão mal quanto outros; mal o suficiente para desagradar a família. Fiquei sem palavras, porque afinal sabia muito bem que não me esforçara. Também sabia: a tortura continuaria.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ingênuo eu era de pensar que uma simples prova fosse o fim. Esse terror da minha adolescência, carrego até hoje. O monstro que me envolvia com seus tentáculos cresceu comigo, agora ele tem a forma do primeiro emprego. Depois virará sabe-se lá o quê.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2962307044608780517-1061500353675796711?l=tdsupimpis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/feeds/1061500353675796711/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2962307044608780517&amp;postID=1061500353675796711&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/1061500353675796711'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/1061500353675796711'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/2011/03/temores-do-cotidiano.html' title='Eterno adolescente'/><author><name>Társio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02355260389268722078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2962307044608780517.post-27369984156140039</id><published>2011-03-13T17:49:00.001-07:00</published><updated>2011-03-17T17:57:57.722-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><title type='text'>Na locadora</title><content type='html'>Vocês também têm a impressão de que é cada vez mais difícil encontrar a seção de filmes adultos, vulgo de putaria, nas locadoras? Quando eu era criança , eles ficavam simplesmente numa prateleira mais ao canto do que a dos outros filmes e podiam ser vistos por qualquer passante ocasional. Alguns anos depois, já adolescente, em outra locadora, ficavam separados num quartinho, onde homens velhos e às vezes algumas senhoras curiosas entravam, olhando sempre para os dois lados para ver se havia alguém observando. Mais tarde ainda, passaram para um andar totalmente diferente, sendo necessário subir uma escada e entrar num lugar escuro que sempre fantasiei como uma casa de ópio da sacanagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, na segunda década do séc XXI,  fui na locadora e não encontrei qualquer sinal desses filmes proibidos aos olhares dos puros de coração. Creio que devem ficar numa passagem secreta, dessas escondidas por uma estante que nós sempre vemos nos castelos do cinema. A pessoa vai lá, tira o dvd certo de uma prateleira e aciona um mecanismo que a faz girar e abrir passagem para uma sala secreta, repleta de seios e pênis das mais diversas formas, tamanho e combinações. Se bem que em tempos de internet quem vai gastar dinheiro com aluguel de pornografia? E é meio difícil proteger o direito autoral na indústria pornográfica. Vai se dizer o quê, “você está tirando o dinheiro de artistas”?  São pessoas fazendo sexo, é um grande plágio de Adão e Eva e suas aventuras eróticas no paraíso. Indústria pornográfica... deve ser um outro universo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é bom esclarecer algo. Eu não estava à procura de filmagens ginecológicas não, viram? Na verdade estava muito bem comportado na prateleira de clássicos, que era a única que ainda tinha filmes disponíveis. Era véspera de carnaval e parecia que um furacão havia passado por ali, levando todos os besteiróis, filmes de ação e dramas premiados com Oscar. Pessoas apareciam carregando enormes pilhas de dvds e pilhas menores de blue-rays. Tinha um garotinho que ia abraçado com uma seleção que abrangia filmes como “Super-heróis: o filme” e pérolas do mesmo calibre. E ele dizia, espantado e maravilhado consigo mesmo, “Nossa eu não sei por que gosto tantos de filmes cheios de violência e sangue?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao ouvir isso, primeiro eu me perguntei se ele estava ciente do que se tratavam aqueles dvds. Violência talvez até tivessem, mas sangue?  Não sei. Quem sabe ele devesse procurar pelas caixas escuras com letras vermelhas onde a palavra massacre aparece em algum lugar. A segunda coisa que eu pensei é o que diriam as pessoas responsáveis pela classificação de censura, ou os psicólogos de plantão, caso estivessem ao meu lado naquela locadora e ouvissem a exata mesma pergunta que eles devem fazer com tanta preocupação nos seus dias de trabalho saída pela boca de uma criança; que a diz com a alegria de um viciado que não só não sabe a natureza do seu vício, mas o abraça sem se importar nem um pouco com isso.  Provavelmente balançariam a cabeça em negação e colocariam o Super-herói o filme na mesma sala secreta dos pornôs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O negócio é o seguinte: nós amamos violência. Isso não é exatamente legal, mas fazer o quê? Eu fui criado por desenhos violentos e sou esse sujeito maravilhoso, muito bem quisto por todos os outros pacientes do hospício que frequento. Mas po “Super- heróis: o filme” também não né... é uma violência contra a espécie!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é com essas sábias palavras que eu subitamente encerro esse post e pressiono o botão de autodestruição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;KATABOOOMMMM&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2962307044608780517-27369984156140039?l=tdsupimpis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/feeds/27369984156140039/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2962307044608780517&amp;postID=27369984156140039&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/27369984156140039'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/27369984156140039'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/2011/03/na-locadora.html' title='Na locadora'/><author><name>Társio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02355260389268722078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2962307044608780517.post-7757796004000071216</id><published>2011-02-20T18:24:00.000-08:00</published><updated>2011-03-13T17:58:36.759-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Hoje estive pensando sobre cegos. Fiquei imaginando como seria ser cego por uma imagem. Ter as vistas aprisionadas num determinado momento e vê-lo eternamente, em seus mínimos detalhes, como se ainda estivesse a sua frente. Como seria a vida desse cego, por exemplo se enxergasse para sempre o seu pior pesadelo, o fantasma do seu próprio trauma diante de seus olhos toda vez que tivesse de ir no mercado, escutar música, tocar alguém que ama. Parece insurportável, seria insurpotável até talvez se fosse só a visão congelada de sua vó nua. E se ao invés de uma situação horripilante, fosse um instante maravilhoso? Seria a pessoa uma otimista irreparável?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso também que depois de um tempo qualquer imagem esgote o significado. Não importa mais o que era, é só um monte de cor, de padrões. Podia ser tudo preto, podia ser tudo branco como queria Saramago. Todas cegueiras são iguais. Ainda sim, seria bem bizarro. Talvez tenha algum caso assim no mundo da neurologia e eu não saiba. Me lembro de um homem, de perfeita condição oftamológica, mas que tinha uma memória visual tão detalhada de sua terra natal que por vezes ele perdia a noção de espaço e era, para ele, como se estivesse naquela cidade de sua infância. É um caso bem interessante, eu li sobre isso no livro Antropólogo em Marte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É engraçado como qualquer coisa observada no mesmo ângulo se esgota. É o que reclamam do jornalismo e a TV em geral né? Apresentam as mesmas informações, martelam as mesmas imagens até elas simplesmente não importarem. É o que dizem os livros pelo menos. Mas volta e meia a gente diz "eu não me canso de ver isso, poderia ficar assim o dia todo." Talvez a gente diga isso da boca para fora. Quem sabe? É a brevidade das coisas que costumam torná-las tão charmosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs: E obrigado pelos comentários, Marcela! hehe&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2962307044608780517-7757796004000071216?l=tdsupimpis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/feeds/7757796004000071216/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2962307044608780517&amp;postID=7757796004000071216&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/7757796004000071216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/7757796004000071216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/2011/02/hoje-estive-pensando-sobre-cegos.html' title=''/><author><name>Társio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02355260389268722078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2962307044608780517.post-1642376172106337073</id><published>2011-02-20T18:13:00.000-08:00</published><updated>2011-02-20T18:17:17.823-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>tentaram lhe ensinar o bem, o mal, a religião&lt;br /&gt;não prestou atenção&lt;br /&gt;tentaram lhe ensinar ciências&lt;br /&gt;não prestou atenção&lt;br /&gt;tentaram lhe ensinar pelo menos a se casar&lt;br /&gt;não prestou atenção&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela passou a vida olhando pela janela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2962307044608780517-1642376172106337073?l=tdsupimpis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/feeds/1642376172106337073/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2962307044608780517&amp;postID=1642376172106337073&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/1642376172106337073'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/1642376172106337073'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/2011/02/tentaram-lhe-ensinar-bem-o-mal-religiao.html' title=''/><author><name>Társio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02355260389268722078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2962307044608780517.post-4558544819889343490</id><published>2011-01-18T09:03:00.000-08:00</published><updated>2011-02-18T18:33:49.590-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>É ação divina um homem sobreviver 16 horas após ter sido soterrado, mas não é ação divina a chuva que pôs esse homem em perigo e matou outras tantas famílias. As pessoas assistem essas tragédias pela TV, já procurando uma justificativa para o fato de passarem boa parte da vida rezando, indo a igrejas e carregando todo tipo de acessório místico junto, desde fitinhas até bonecos vodoo.&lt;br /&gt;Ao meu ver, se uma catástrofe dessas passa algum sinal é de que a vida humana é extremamente frágil. Um dia você pode acordar e não mais estar aqui ou, pior, você pode acordar e as pessoas que você ama não estarem mais aqui. Por isso, não vá pegar o seu terço e pedir a benção de Deus, Dê atenção a quem for importante na sua vida. Pare de ser um babaca completo, porque tudo acaba. Uma hora ou outra seremos soterrados pelos nossos próprios temporais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2962307044608780517-4558544819889343490?l=tdsupimpis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/feeds/4558544819889343490/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2962307044608780517&amp;postID=4558544819889343490&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/4558544819889343490'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/4558544819889343490'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/2011/01/e-acao-divina-um-homem-sobreviver-16.html' title=''/><author><name>Társio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02355260389268722078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2962307044608780517.post-8753507976948323298</id><published>2011-01-05T04:09:00.001-08:00</published><updated>2011-01-06T02:45:47.445-08:00</updated><title type='text'>Primeiro post do ano</title><content type='html'>Bem vindo ao ano de 2011. Quem diria que o Brasil teria uma presidente mulher antes de ter carros voadores. Nos aproximamos do fim do mundo ou pelo menos do fim das piadas de fim do mundo. Elas são irresistivelmente fáceis de fazer, de forma que eu tenho de me controlar para não contar nenhuma piada sobre apocalipse. Geralmente fracasso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas deixando clichês um pouco de lado. Para começar essa nova década, anunciarei mudanças. Aqueles que entrarem no meu blog nos próximos meses, não verão tantos contos como antes. Se é que alguém entra nesse blog. Estou na merda ultimamente. Desempregado, mal amado, envelhecendo e tenho a frente a perspectiva de ficar preso a um trabalho que eu não goste. Por isso fica meio difícil me concentrar em escrever contos. Começo um e já fico desesperado pensando que é uma merda que não vai me levar a lugar algum. E eu sei, arte pela arte, mas é impossível se fechar ao resto da vida, o mundo não espera pela sua inspiração quando você é de classe média. Meio frustrado, querendo relaxar um pouco, passarei a escrever textos mais fragmentados, sem ter a neura de criar uma conclusão ou ser engraçado.  Vou falar às vezes de livros que estou lendo e coisas do tipo, sem compromisso, parecido com o meu outro blog, o aesperadeumresgat.blogspot&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também tem um projeto de série de TV que um colega de faculdade me convidou para escrever. Então, vou tentar me absorver nisso para ver se finalmente ganho algum dinheiro, embora as chances de uma série dá certo sejam bem pequenas. É só olhar para as séries de televisão. Elas não entraram por causa de suas qualidades, mas muito provavelmente por causa das conexões de seus criadores com os canais de televisão. A verdade é que o Brasil é uma merda para quem quer fazer algo de diferente. Você tem que ser  um dos trocentos filhos do Chico Anysio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Só me resta dizer feliz 2011 a você que naufragou até aqui. Até logo!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2962307044608780517-8753507976948323298?l=tdsupimpis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/feeds/8753507976948323298/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2962307044608780517&amp;postID=8753507976948323298&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/8753507976948323298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/8753507976948323298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/2011/01/primeiro-post-do-ano.html' title='Primeiro post do ano'/><author><name>Társio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02355260389268722078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2962307044608780517.post-8622703000702274236</id><published>2010-11-24T02:02:00.000-08:00</published><updated>2010-12-25T18:06:40.231-08:00</updated><title type='text'>Elas têm a mágica, mas não o rosto</title><content type='html'>Na sexta, é Cinderela querendo ir ao baile encontrar seu príncipe encantado. Sábado, é a filha do Rei que precisa de encantos para ser bela, cantora e ser acordada pelo beijo de um nobre apaixonado, como se nascer rica já não fosse o bastante. Domingo, tem garoto de pau que quer virar homem, mas sem deixar de ser cara de pau. E assim vai. Não se passa um dia sem alguém pedir à pobre fada alguma benção. Oras, e ela como fica? 50 anos, solteirona, cheia de contas para pagar, tendo de voar de um reino para o outro com duas asas velhas e gastas. Não há quem agüente. E vá perguntar se um dos seus afilhados, depois de conquistar o seu feliz para sempre, se lembra dela. Nada. Nem vê a cor do dinheiro e olha que anda precisada. A varinha de condão está carente de reparos. Só pega um encanto na segunda tentativa. Já teve caso de sapo, em vez de belo príncipe, virar cobrador de imposto de renda quando beijado. A princesa vítima do engano, não declarando seu castelo nem os sete anões, foi processada e teve seus bens confiscados.&lt;br /&gt;Exausta, estressada, a fada madrinha resolveu então que era hora e vez de cuidar de si mesma, pois não havia quem fosse lhe abençoar. Depois de muitas estrelas e fagulhas saindo da varinha e das palavras mágicas certas, fez uma plástica, turbinou os seios, colocou botox, arranjou um namorado com pinta de integrante de boy band e virou cantora de jazz. Sua história não foi parar na capa dos livros de fábulas nem seu final foi feliz para sempre. Nos salões reais, as princesas e os príncipes, que tanto desfrutaram de sua ajuda, agora cochichavam o absurdo de uma fada ter tal atitude. “É uma perua”, diziam. “Que vergonha!”, sussurravam. “Tem idade para ser a mãe dele!”, condenavam, “Onde foram parar os valores antigos?”&lt;br /&gt;Desmoralizada, a fada que voou alto demais nunca mais foi requisitada, mas pelo menos teve o seu próprio fim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2962307044608780517-8622703000702274236?l=tdsupimpis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/feeds/8622703000702274236/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2962307044608780517&amp;postID=8622703000702274236&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/8622703000702274236'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/8622703000702274236'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/2010/11/2-concurso-de-contos-fio-de-ariadne.html' title='Elas têm a mágica, mas não o rosto'/><author><name>Társio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02355260389268722078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2962307044608780517.post-7787392730892649679</id><published>2010-10-18T10:16:00.001-07:00</published><updated>2010-10-18T13:53:42.063-07:00</updated><title type='text'>Mundos paralelos</title><content type='html'>A tela da TV é tão colorida, o celular me deixa tão mais perto de todos, a internet, nem se fala! No livro que eu leio, os personagens são incríveis, mesmo os mais tolos, que vivem apenas algumas linhas, tem suas profundidades e suas metáforas. Mas fora dos livros, dos celulares, dos lcds de preços variados, é tudo mais cinza, mais vazio, sem palavras, sem sentido, sem caminho, desconectado. Fora deles, estou sozinho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2962307044608780517-7787392730892649679?l=tdsupimpis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/feeds/7787392730892649679/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2962307044608780517&amp;postID=7787392730892649679&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/7787392730892649679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/7787392730892649679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/2010/10/mundos-paralelos.html' title='Mundos paralelos'/><author><name>Társio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02355260389268722078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2962307044608780517.post-3254630282312040795</id><published>2010-09-26T15:42:00.000-07:00</published><updated>2010-09-29T12:09:17.624-07:00</updated><title type='text'>Instantes não recicláveis</title><content type='html'>No dia que Ricardo conheceu o amor da sua vida, ele lhe passou um pacote de fandangos e uma cerveja long neck. Ela identificou os preços e colocou os produtos numa sacola. Nenhum olhar foi trocado, apenas dinheiro. Ele disse obrigado e ela, obrigado você.  Depois nunca mais se viram.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2962307044608780517-3254630282312040795?l=tdsupimpis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/feeds/3254630282312040795/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2962307044608780517&amp;postID=3254630282312040795&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/3254630282312040795'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/3254630282312040795'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/2010/09/instantes-nao-reciclaveis.html' title='Instantes não recicláveis'/><author><name>Társio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02355260389268722078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2962307044608780517.post-4871083047594672043</id><published>2010-09-22T14:37:00.000-07:00</published><updated>2010-09-23T09:05:49.393-07:00</updated><title type='text'>Causa perdida</title><content type='html'>Duas pistolas. Dois homens. Dois pares de pés tomando distância um do outro. Uma donzela aflita. Ela morde o lábio e prende a respiração com medo de que a mais leve alteração no ar pudesse acionar os gatilhos. A preparação do duelo termina, os homens estão prontos para apontar armas. Gotas de suor escorrem do rosto da donzela, ela fecha os olhos. Os dois se viram, frente a frente, e posicionam a mira. Quem vencer, leva o prêmio: a mão da donzela em casamento.&lt;br /&gt;Ela grita: Eu sou lésbica!!&lt;br /&gt;O som passa pelo ouvido, vai até o cérebro, é concebido, mas não chega rápido o bastante aos dedos, que puxam o gatilho.&lt;br /&gt;Dois corpos caem no chão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2962307044608780517-4871083047594672043?l=tdsupimpis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/feeds/4871083047594672043/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2962307044608780517&amp;postID=4871083047594672043&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/4871083047594672043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/4871083047594672043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/2010/09/causa-perdida.html' title='Causa perdida'/><author><name>Társio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02355260389268722078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2962307044608780517.post-7257381752015010334</id><published>2010-09-12T14:05:00.000-07:00</published><updated>2010-09-22T14:40:29.766-07:00</updated><title type='text'>Dicionário marginal</title><content type='html'>Palavrão é vocábulo do desabafo. Quando é preciso se expressar, um palavriado xulo é melhor do que qualquer metáfora ou requinte. Não se tem requinte no desespero, no fio da navalha. Quando a gente ta em perigo: Merda! Quando um cara te fecha na rua: filho da puta! Quando a gente admira alguém mais da conta: é foda pra caralho! Como proibir isso?&lt;br /&gt;Difícil me lembrar do meu primeiro palavrão. Na infância, às vezes a palavra “droga” pode ser considerada um tabu por mães. “Que droga, mãe, não quero ir à aula!” “E a mãe dá um tapa disciplinador no garoto. “Não fale comigo desse jeito! Já não me basta o seu irmão que começou falando cacete e terminou ouvindo rock!!”, E aí ela cospe no chão e faz sinal da cruz.&lt;br /&gt;Bem, só para constar, a minha velha não chegava a tal ponto. Tampouco podia eu vagar pelas margens do dicionário. Tinha que me contentar com caracas, putz grila, caramba, droga, bobão e, nos piores casos,  imbecil. Se chegava algo mais irreverente e ofensivo aos meus ouvidos pelas vozes de tios e companheiros libertinos, eu simplesmente não entendia o que podia significar. Só fui entender o que seria viadinho depois da terceira série e depois de ter concordado com um colega que apontou o fato de eu ser viadinho.&lt;br /&gt;Foi no ônibus escolar. Eu estava especialmente bem humorado no dia e me divertia fazendo voz fina, o que não necessitava de muito esforço já que minha voz nunca foi lá muito grave.  Achava engraçado a besteira. Depois comecei a chamar pelo nome de alguns colegas com essa voz. Um dos mais altos da série não gostou muito e declarou:&lt;br /&gt;-Maior viadinho!&lt;br /&gt;Eu não via problema nisso. E, como parecia irritar o garoto, subi alguns tons na escala musical para repetir “viadinho viadinho”. Não foi algo que contribuiu muito na minha vida escolar, certamente, mas viria a ser apagado por outras situações mais embaraçosas no decorrer da minha existência.&lt;br /&gt;De qualquer forma, podem ver que eu não era descolado, muito menos esperto. O meu português não era culto o bastante, mas nada que me fizesse parecer o gangster ou qualquer coisa assim. Na verdade, eu mal falava. Às vezes tinha um surto de bobagem, como no caso do ônibus, só que era raro. Para o meu espanto, porém, um colega disse que eu era desbocado e voltei para casa com isso na cabeça.&lt;br /&gt;Tentei refrear nas palavras, mas logo descobri os seus sentidos e aí é impossível evitar dizê-las, pois você percebe a possibilidade de exprimir toda uma gama de sentimentos nunca antes explorados. Pela primeira vez eu tinha algo a dizer dos professores, dos colegas idiotas e dos desenhos que eu gostava. Claro isso deu uma outra perspectiva aos “viadinhos” que volta e meia eu ouvia sendo referidos a minha pessoa. Daí eu podia dizer foda-se e sair por cima, caso alguém não mandasse um corroda-se, me deixando sem ação nenhuma.&lt;br /&gt;Hoje, sou versado nos palavrões e não perco a chance de dizer um porra, na frente de quem puder. A grande merda é que a vida adulta traz toda uma nova série de sentimentos e problemas que não encontram equivalentes no meu Aurélio Marginal. Para esses novos tempos, se faz necessários palavrões à altura, muito mais pesados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2962307044608780517-7257381752015010334?l=tdsupimpis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/feeds/7257381752015010334/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2962307044608780517&amp;postID=7257381752015010334&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/7257381752015010334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/7257381752015010334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/2010/09/para-lavar-minha-boca-agora-so-com-omo.html' title='Dicionário marginal'/><author><name>Társio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02355260389268722078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2962307044608780517.post-5302771758804269487</id><published>2010-08-21T15:55:00.000-07:00</published><updated>2010-08-21T16:00:07.652-07:00</updated><title type='text'>Dê respostas sem entender as perguntas</title><content type='html'>Volta e meia alguém perguntava a Daniel sua opinião sobre um assunto “O que você acha, o que você pensa sobre isso, tem certeza certeza disso?” Era uma chateação.  Tinha de analisar causas e conseqüências tão caóticas que formavam um embaraçado de nós, do qual era impossível achar as pontas sem antes rever todo o conhecimento adquirido durante a vida. No final, depois de tanto esforço ainda tinha de reconhecer sua ignorância sobre o assunto.&lt;br /&gt;Um dia, desesperado, pediu ajuda diante da difícil tarefa de exprimir seu pensamento pessoal.&lt;br /&gt;-Socorro Socooorro – gritou.&lt;br /&gt;-NADA TEMA!&lt;br /&gt;Era o Senso-Comum, herói dos preguiçosos de raciocínio e dos conformistas oprimidos. Ele passou o braço pelos ombros de Daniel e lhe deu um sorriso amigável.&lt;br /&gt;-Vamos lá, amigo, quer saber se o aborto deve ser permitido, se o controle de natalidade é a solução para a pobreza? Diga.&lt;br /&gt;-Como faço para escolher o candidato a presidente?&lt;br /&gt;-Fácil, oras! Ache uma celebridade que você goste, de preferência estrangeira (ou ao menos um brasileiro no exterior) e descubra em quem ela vai votar. Depois é só votar no mesmo candidato. Se tiver dificuldades, vote no candidato que der a melhor camisa.&lt;br /&gt;-Poxa, obrigado, Senso-Comum! Agora me sinto muito melhor.&lt;br /&gt;-De nada, amigão. Lembre-se, nunca deixe as vozes dentro de você falarem mais alto do que o som da TV ou da música no seu fone de ouvido! Adeus!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2962307044608780517-5302771758804269487?l=tdsupimpis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/feeds/5302771758804269487/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2962307044608780517&amp;postID=5302771758804269487&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/5302771758804269487'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/5302771758804269487'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/2010/08/de-respostas-sem-entender-as-perguntas.html' title='Dê respostas sem entender as perguntas'/><author><name>Társio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02355260389268722078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2962307044608780517.post-7120290533916399917</id><published>2010-08-18T15:42:00.000-07:00</published><updated>2010-08-18T15:44:01.520-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>-Então, ela estava ali parada me olhando com seus grandes olhos e eu a deixei ir.&lt;br /&gt;-Fala sério! Porra, por que você não disse alguma coisa?&lt;br /&gt;-Tipo o quê?&lt;br /&gt;-Qualquer coisa!&lt;br /&gt;-Não, seria inútil...&lt;br /&gt;-Claro que não! Você podia dizer que a amava, podia falar como ela fazia você se sentir alegre toda manhã, podia... podia ter lhe dado um beijo apaixonado!&lt;br /&gt;-Era só uma rã, cara. Tipo, seria meio estranho.&lt;br /&gt;-Se você continuar tão seletivo, vai acabar ficando sozinho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2962307044608780517-7120290533916399917?l=tdsupimpis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/feeds/7120290533916399917/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2962307044608780517&amp;postID=7120290533916399917&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/7120290533916399917'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/7120290533916399917'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/2010/08/entao-ela-estava-ali-parada-me-olhando.html' title=''/><author><name>Társio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02355260389268722078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2962307044608780517.post-218639348491796513</id><published>2010-07-23T13:04:00.000-07:00</published><updated>2010-07-28T10:12:01.111-07:00</updated><title type='text'>Aluno Nota Zero Cap. 1</title><content type='html'>Deitado, com uma perna sobre o encosto do sofá, um braço protegendo os olhos da luz e o outro caído para fora do móvel, Renato tirava o seu merecido descanso pós-vestibular. Foram 3 anos de ensino médio, de conversas sérias sobre o futuro, de aulas incansáveis, de estresse e de um terrível esforço para fingir que estudava. Renato se preocupava com os pais, por isso sempre andava com algum livro a tira colo. Se em algum momento eles chegassem perto, era só pegar o livro e começar a escrever números sem nenhuma razão. Assim, todo mundo cumpria a sua obrigação e ficava por satisfeito.&lt;br /&gt;Mas esses dias acabaram. Renato agora não tinha nenhum livro por perto, a não ser que você chame a revista da TV a cabo de livro. E, segundo os seus cálculos, que precisamente por estarem sempre errados, ele devia estar fora de qualquer universidade para qual tenha tentado. Pela frente estavam as maiores férias de sua vida, com final somente quando um dos seus pais decidirem pagar as contas de uma universidade particular. Daí, só teria que fingir ler livros maiores ou qualquer coisa do tipo. Nada demais. Até lá, a vida se resumia aos amigos sofá e TV.&lt;br /&gt;Foi de imensa surpresa, então, quando sua mãe irrompeu pela sala, com uma carta nas mãos que, segundo ela, anunciava a sua classificação numa faculdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Dias atrás, Longe dali, no prédio da reitoria da Universidade Municipal do Estado do Rio de Janeiro II (a primeira universidade, uma cidade criada para receber as maiores mentes do país, foi um projeto exemplar, mas infelizmente construído numa área de riscos de desmoronamento.  A aula inaugural ocorreu num dia chuvoso, causando um desastre que destruiu as instalações e matou o único professor que não havia faltado ao primeiro dia de aula) Um técnico administrativo se dedicava arduamente em seu computador a se distrair de seu trabalho que era registrar as fichas dos classificados no vestibular e, não, ver os últimos detalhes da anatomia de uma adolescente de roupas íntimas.&lt;br /&gt;O barulho de passos se aproximando e o nariz protuberante do coordenador do setor despontando pela porta interromperam os seus estudos, forçando o técnico a dar adeus a Carlinha Sapeca e fechar a janela no seu micro com cliques frenéticos do mouse. Depois de uma janela de aumento peniano e outra de rede de relacionamentos, surgiu a janela com UMERJ2 no topo e os dados de Renato Franco Sousa com um série de notas zero, em vermelho, numa tabela.  Abaixo, havia um botão cinza com Inscrever em destaque.&lt;br /&gt;-Então, como anda o trabalho? Já terminou de colocar os nomes nos sistemas? – falou o coordenador passando por ele e colocando sua pasta em cima de uma cadeira desocupada.&lt;br /&gt;-To quase acabando. – respondeu o técnico administrativo, sem prestar atenção que havia acabado de inscrever o último lugar do vestibular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;-Renato, você passou para UMERJ!!&lt;br /&gt;-Hum?&lt;br /&gt;-Não ta ouvindo não?&lt;br /&gt;-Que foi, mãe?&lt;br /&gt;-Você passou na UMERJ&lt;br /&gt;-Passei o quê?!- Renato ficou com medo de ter dado um tom de surpresa um pouco maior do que o necessário, tentou controlar o seu terror. – Como assim passei?&lt;br /&gt;-Na UMERJ... Ta surdo? Olha aqui a carta.&lt;br /&gt;Renato tirou o envelope das mãos de sua mãe. Já estava aberto, por isso só precisou tirar a carta do envelope e desdobrá-la. Antes de ler , observou desconfiado sua mãe. Se aquilo era uma brincadeira, estavam brincando pesado.&lt;br /&gt;-A UMERJ II tem o prazer de anunciar a classificação de Renato Franco Sousa.- a voz de Renato sumiu enquanto havia tempo, deixando para trás a boca aberta e trêmula.&lt;br /&gt;-Parabéns, filhão! – disse a mãe, abraçando a estátua de pedra que tomou o lugar de seu filho – Espera só até contar o resto da família! E a sua avó achava que eu era incapaz de te colocar numa escola que não fosse de meninos especiais!&lt;br /&gt;Renato tentou expressar algum tipo de animação, mas o esforço só o fez perder o controle das pernas e assim que sua mãe o largou, ele desabou no sofá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2962307044608780517-218639348491796513?l=tdsupimpis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/feeds/218639348491796513/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2962307044608780517&amp;postID=218639348491796513&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/218639348491796513'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/218639348491796513'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/2010/07/aluno-nota-zero-cap-1.html' title='Aluno Nota Zero Cap. 1'/><author><name>Társio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02355260389268722078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2962307044608780517.post-914641341051490648</id><published>2010-07-11T19:48:00.000-07:00</published><updated>2010-07-11T19:49:06.202-07:00</updated><title type='text'>Impactos psicológicos da Copa</title><content type='html'>Concentrados, a família assistia ao jogo do Brasil na Copa. Estava difícil. Os atacantes chegavam na área adversária, mas nada da bola ir para o gol. Ia para todo lugar, chegou até a acertar a cabeça de um fotógrafo que viu pela câmera, uma bola se aproximar, até virar um close e lhe atingir em cheio na cara.  A baliza indiferente repousava intocável.&lt;br /&gt;Na família já se repercutiam xingamentos a tudo e a todos, principalmente do tio que tomava cerveja como se fosse remédio. Não foi para tanto que, quando então, abençoado pelos Deuses do futebol, Robinho meteu um chute bonito no ângulo. Todos ergueram-se da cadeira, como uma onda prestes a engolir uma cidade. A onda, contudo, não desabou. Todos estacaram, a boca aberta preparada para um grito que não saía, as mãos fechadas no meio do caminho de irem aos céus e os olhos esbugalhados em cima do tio, o único a comemorar. O tio, do alto de seu êxtase, de repente percebeu algo de estranho na falta de reação dos outros.&lt;br /&gt;-Que isso, gente? Porra, foi gol do brasil!&lt;br /&gt;Nada as pessoas pareciam chocadas. A mulher balbuciou algumas palavras, sem chegar a fazer sentido.&lt;br /&gt;-Onde está o espírito patriótico de vocês?!&lt;br /&gt;Suas reclamações não tiveram efeitos.&lt;br /&gt;Um sobrinho molecão chegou do banheiro correndo, desafiando tempo e espaço, para ver o gol. Não chegou a ver. Antes de avistar a TV, viu o tio antes e pôs-se a rir desenfreadamente.&lt;br /&gt;-Olha a calça do tio!&lt;br /&gt;Aquilo pareceu quebrar o feitiço. Os espectadores saíram de seu congelamento e passaram à chacota.&lt;br /&gt;-Opa, um jogador acabou de entrar em campo... – falou o dono da casa acotevelando de maneira cúmplice um amigo.&lt;br /&gt;-Sérgio, na cama você não tem essa disposição - disse a mulher do tio, ainda chocada, porém mais ofendida.&lt;br /&gt;O tio olhou para baixo, e encolheu-se rápido no sofá, tomando em mãos a almofada para bem próximo de si. A copa havia terminado, pelo menos para a sua masculinidade.&lt;br /&gt;O analista, no dia seguinte, observou:&lt;br /&gt;- Jogos de futebol despertam os desejos mais primitivos dos homens, sendo o desejo sexual um deles. Na verdade, assistir um jogo não é muito diferente de...&lt;br /&gt;A frase se perdeu na cabeça tumultuada do tio. Não tinha como aquilo ser normal! De hoje em diante, nunca mais esportes!&lt;br /&gt;E assim foi. Muito embora a partir daí era a mulher que insistia em assistir jogo de futebol à noite no lugar de novela. Por que será?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2962307044608780517-914641341051490648?l=tdsupimpis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/feeds/914641341051490648/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2962307044608780517&amp;postID=914641341051490648&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/914641341051490648'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/914641341051490648'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/2010/07/impactos-psicologicos-da-copa.html' title='Impactos psicológicos da Copa'/><author><name>Társio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02355260389268722078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2962307044608780517.post-3890077448766847471</id><published>2010-06-16T14:08:00.000-07:00</published><updated>2010-06-16T14:09:36.867-07:00</updated><title type='text'>O que acontece quando se escuta a sua mãe</title><content type='html'>Teatro é uma das grandes formas de arte. Para mim, sempre foi mais uma forma de sadomasoquismo. Não estou querendo dizer que assisto peças com roupa de couro e um chicote. A metáfora – ok, devo dizer, não é muito boa – significa que as poucas montagens que eu assisti na minha vida eram um tanto escrotas. Para começar, aquelas da época da época da escolinha. Vinha lá um grupo de 3 pessoas maquiadas, com alguma história onde a moral, uma hora ou outra, era explicitamente dita por um dos personagens em alguma parte do fim. E pior, os diretores eram tão ruins, que os personagens tinham de perguntar para crianças onde estava o vilão, ou o vilão, onde estava o mocinho. Crianças recém alfabetizadas decidiam o futuro do elenco. O que Aristóteles diria quanto a isso? Talvez “Ali! ele foi para ali!”&lt;br /&gt;Depois, eu fui a um teatro de verdade, o Miguel Falabella. O lugar para onde vai o pessoal da Globo que não consegue arranjar trabalho em novela. É uma espécie de purgatório televisivo o teatro, se parar para pensar. Enfim, os traumas produzidos por Falabella foram minimizados pelo fato de eu ainda ser criança e não ligar tanto para enredo e essas coisas, afinal eu assistia Cavaleiros do Zodíaco. Mas não há limites de idade para se odiar Boom.&lt;br /&gt;Boom é um monólogo de uma hora com um gorducho chamado Jorge Fernando – vocês devem saber quem é, dirige para a Globo. Esse tal Jorge Fernando, um rapaz muito original, tira as suas piadas do fato de ser um homem gordo vestido de roupas femininas. E é isso. Gostaria de falar mais, só não há palavras para explicar. O pior da comédia ficou concentrado como colesterol na veia do ator. Tinha piadas de gay, palavrão, arroto, peido, sabe-se lá mais o que. Uma coisa eu tenho certeza: não havia nenhuma criança recém-alfabetetizada para dar pitacos no roteiro. Se tivesse, sairia bem melhor.&lt;br /&gt;Deixemos isso de lado e vamos dar um salto no tempo. Estou divagando para chegar ao último sábado, 29 de maio de 2010, quando eu provei não ter aprendido com as minhas experiências anteriores. Onde eu moro, o Méier, não é um bairro conhecido por sua efervescência cultural. Aqui as pessoas estão felizes com futebol na TV e uma novela antes de dormir. O máximo que se chega é o norte shopping com seus cinemas e o infame Miguel Falabella. Mas isso não é totalmente verdade porque:&lt;br /&gt;-Vocês sabiam que tem um teatro perto dos bombeiros – disse a minha mãe. E note, ter um teatro perto dos bombeiros não é um bom sinal.&lt;br /&gt;-Ah sim, acho que já vi. – disse eu, lembrando-me – é no outro lado do Méier, depois do viaduto, né?&lt;br /&gt;-É sim. É bem grande - disse minha mãe, pintando um Coliseu – Deve ser legal! Querem ir?&lt;br /&gt;O meu irmão já foi negando logo de cara, apesar de explicitar o meu desejo de ir. Fiz que não timidamente com a cabeça. Minha mãe insistiu, cometendo o erro de contar sobre o enredo da produção. Era a história do milagre de Fátima. Tive ânsia de vômito na hora. O problema é que, se eu não fosse, a minha mãe iria sozinha para um lugar quase debaixo de um viaduto, perto do corpo de bombeiros, à noite. O meu espírito, sempre nobre, venceu. Acabei indo.&lt;br /&gt;O lugar parecia qualquer coisa, menos teatro. O primeiro andar era quase um depósito de tão grande e alto. A decoração era no estilo cozinha da vovó. Aqui e ali tinha umas mesas cobertas por alguma toalhinha sobre onde repousavam pequenos jarros de flores falsas ou secas. Também, para indicar a qualidade artística da casa, a parede da direita e as pilastras carregavam quadros com temas bucólicos e totalmente distantes da realidade brasileira. Um casebre no meio de um campo verde, rios, barquinhos, uma camponesa nua, essas coisas. Até a minha mãe havia de concordar que era bem brega. Mas dá para se entender quando você vê chegar o público do lugar, um monte de velhinhos e velhinhas frescos da missa em alguma igreja por perto.&lt;br /&gt;Eles entraram e aprovaram de imediato a decoração. Alguns olhavam a pintura com tanta concentração e reflexão que você quase acreditaria que a pessoa realmente morou num casebre num campo, no meio da Europa.&lt;br /&gt;-Muito bonito, né? – diziam.&lt;br /&gt;Demorou quase uma hora até podermos de fato entrar. Subimos a longa escada de aço até o 2º piso, onde nos esperava o palco e o tédio. Sim, porque houve uma espera de uma hora para começar a peça. Prevista para iniciar às 6:30, começou às 8:00. Tivemos que ficar no hall, enquanto não abriam as cortinas. Ali tinha um bar com jeitão de cozinha. Tinha esses armários embutidos e fogão. Também havia algumas mesas para se sentar, mas eram poucas, de modo que ficamos em pé, naquele espaço mal iluminado, imprensados pelo teto que tinha menos da minha altura com o braço levantado. Se você quisesse espaço, teria de sair para a área que dava para os banheiros, decorada elegantemente com pinturas de floresta tropical. Incluindo um tapete imitando graminha. Sim, a arquitetura era capaz de transformar um decorador gay em purpurina instantaneamente.&lt;br /&gt;Quando eu e a minha mãe já estávamos perto de uma crise de claustrofobia, as cortinas vermelhas abriram. Passamos pelo portal e nos vimos em outro nível de breguice. Chão coberto de um plástico xadrez, branco e preto! A não ser que você seja uma lanchonete dos anos 50, não há nenhuma razão para ostentar piso xadrez. O clima sobrenatural era dado pelo gelo seco com cheiro de incenso e refletores com as cores do arco-íris. Isso mesmo. Você deve estar se perguntando se era uma boate gay. Bem, me perguntei a mesma coisa quando vi uma globos espelhados feitos para refletir luz em festa, da época que Menudos era algo capaz de ser cogitado. Segundo minha mãe, ali também funcionava como salão de danças em alguns dias. Imagine os freqüentadores... Fiquei quieto na minha cadeira de plástico. Ah sim, você se sentava em cadeiras de plásticos, iguais a essas usadas em festa de aniversário em casa para deixar o pessoal confortável enquanto comem os seus salgadinhos frios.&lt;br /&gt;Não vou falar muito da peça em si. Eu sei. Então pra que todo esse blabla, lerolero? Basta dizer que era praticamente como ouvir a minha avó rezando de manhã. Todo esse papo de fé, penitência e chatice que todos estamos acostumados. Minha fala favorita é quando perguntam se a Santa pode ajudar a curar não sei quem. Ela chega e diz “Se ele se converter...”. Não é ótimo essa barganha religiosa? E o pior mesmo são adultos interpretando crianças. Por que fazem isso em teatro, cara? É impossível não lembrar de Chaves! Fica tosco. Por mim, ou tentam colocar crianças ou não colocam. Eu fico com vergonha.&lt;br /&gt;A 1:30h de duração do Milagre do Sol(esse era o nome), pareceu muito mais longo do que os mais de 13 anos que levaram para que o tal segredo fosse revelado. Mas, como o tempo é relativo, minha mãe o viu até passar rápido e achou a história agradável e emocionante. Eu pensei, vontade de rir é uma emoção? Nossas diferenças críticas foram esquecidas, quando a minha mãe pagou um cachorro quente completo para gente. Aí, me vendi mesmo, roguei que aquilo era um milagre e agradeci a Fátima pelo meu pedaço de colesterol embalado em carboidratos. Porém, como os céus não devem ter acesso à internet, vim ao meu blog blasfemar.&lt;br /&gt;Continuo a espera do teatro prometido, que me faça ver de que não só quadrinhos, livros e filmes se é feito narrativas. Mas até agora tem exigido mais fé do que qualquer providência divina.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2962307044608780517-3890077448766847471?l=tdsupimpis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/feeds/3890077448766847471/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2962307044608780517&amp;postID=3890077448766847471&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/3890077448766847471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/3890077448766847471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/2010/06/o-que-acontece-quando-se-escuta-sua-mae.html' title='O que acontece quando se escuta a sua mãe'/><author><name>Társio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02355260389268722078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2962307044608780517.post-2136920621522214715</id><published>2010-06-05T10:00:00.000-07:00</published><updated>2010-06-05T10:01:36.072-07:00</updated><title type='text'>Regresso</title><content type='html'>Estava escuro.&lt;br /&gt;Apenas uma luz, vinda de muito longe entrava na brecha das cortinas e cortava o quarto como uma lâmina. O garoto seguiu com as vistas o caminho da lâmina da janela até a parede oposta. Tentou dormir novamente. Sem sucesso, esperou os olhos se acostumarem com a escuridão, até o mundo se revelar para ele. Ali parado, lhe pareceu a eternidade. Quando conseguiu distinguir os contornos da televisão e do armário e dos demais objetos, levantou-se e seguiu devagar até a porta. Imaginou que ao passar pelo fio claro no meio do caminho seria dividido em dois. Com muito cuidado levantou o pé por cima como se fosse uma armadilha na selva. Depois, passou o outro por cima com igual cuidado. Pensou na própria besteira e sorriu.Abriu a porta.&lt;br /&gt;No corredor, ouvia o grunhir dos roncos vindos dos quartos dos pais. Os dinossauros deviam provavelmente soar assim. Um outro som também estava presente. Parecia uma batida. Talvez um pingo d’água caindo da torneira. Verificou o banheiro. Estava tudo ok. Aproveitou para mijar, e em seguida rumou para a cozinha, atravessando a sala de estar. Lá também não havia sinal de desperdício de água. A terra estava a salvo. Pensou em como a mãe ficava desesperada e não parava de tagarelar sobre o aquecimento global. Se ela te pegasse escovando os dentes sem um copo, tinha um ataque e você se tornava o grande vilão. O garoto achava difícil algo tão grande como o mundo pudesse acabar de uma hora para outra. Pegou um copo dágua e decidiu esquecer a batida, embora ela parecesse querer lhe lembrar de algo muito importante e antigo. Foda-se estava mais preocupado se ganharia o vídeo game ou não no seu aniversário, se veria a garota que gostava na aula de amanhã, qualquer coisa menos aquele som.&lt;br /&gt;Tomou gole de água, enquanto caminhava para a janela, na sala, que dava para a rua. Sentiu uma brisa muito leve e quente chegar ao seu rosto, tentando num esforço balançar os seus cabelos e desistindo no seu caminho. A noite estava nublada, sem estrelas ou lua, só um azul sujo num céu fosco. Sempre diziam que coisas horríveis aconteciam à noite. Assaltos, seqüestros, assassinatos, estupros, brigas e outras coisas da qual sempre falam os jornais. Mas para ele, do alto de seu quarto andar, nada parecia acontecer. Apenas árvores, ruas, prédios, a noite... e a batida ritmada que parecia estar mais alta.&lt;br /&gt;Quando olhou mais para baixo, notou que um homem o observava. Ele estava no meio da rua, vindo sabe-se lá da onde e era pouco mais que um vulto. Sentiu-se gelar, mas o que aquele homem poderia fazer lá embaixo. Ficou quieto, tentou ser durão e indiferente. O homem só ficava ali parado, o rosto voltado para ele. Tinha algo de estranho, mas não conseguiu discernir logo o que era.&lt;br /&gt;Primeiro achou que estava enxergando mal. O rosto do homem era vazio, como se a espera de alguém para modelá-lo, como um adão esquecido pelo criador. O garoto deu um passo para trás. A batida se tornava mais forte e água do copo se agitava.Um vento forte ergueu as cortinas, fez cair porta retratos e tremer os pêlos do seu corpo. Aquilo era muito diferente da brisa quente noturna. Algo passara voando lá fora. Algo grande.&lt;br /&gt;E a batida ressoava agora nas paredes e no seu cérebro, retumbando uma mensagem esquecida. Lá fora das trevas, seres estranhos saíam, seres desmembrados e que pareciam estar no extremo oposto da cadeia evolutiva. Havia coisas que pareciam mistura de animais e que corriam alegres e magras e famintas. Subiam pelas paredes e entravam pelas janelas de apartamentos. Sombras gigantes se formaram contra o céu, montanhas que se mexiam e usavam a Terra como seu tambor. O garoto podia gritar, mas não adiantava. A mensagem estava clara. Os monstros haviam voltados. Os humanos estavam expulsos do paraíso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2962307044608780517-2136920621522214715?l=tdsupimpis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/feeds/2136920621522214715/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2962307044608780517&amp;postID=2136920621522214715&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/2136920621522214715'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/2136920621522214715'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/2010/06/regresso.html' title='Regresso'/><author><name>Társio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02355260389268722078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2962307044608780517.post-7467647889027051188</id><published>2010-05-24T17:51:00.000-07:00</published><updated>2010-05-24T18:02:50.918-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><title type='text'>Eleito!</title><content type='html'>Parado no vão da porta meu irmão vem anunciar:&lt;br /&gt;-Você vai ser padrinho.&lt;br /&gt;-Quer dizer que vou ter o direito de escolher uma mulher no casamento para levar para cama?&lt;br /&gt;-Você vai ser padrinho, não rei medieval.&lt;br /&gt;-Ah. Então o que o padrinho faz?&lt;br /&gt;-Só fica parado lá, de terno.&lt;br /&gt;-E eu não posso ficar aqui só?&lt;br /&gt;Após ele detalhar mais o meu papel, ou mais precisamente a forma peculiar de fazer nada, entendi que padrinho será o mais próximo de um cargo político que chegarei. Ambos usam terno, ambos fazem nada. Com exceção do padrinho ao menos comparecer a plenária.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2962307044608780517-7467647889027051188?l=tdsupimpis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/feeds/7467647889027051188/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2962307044608780517&amp;postID=7467647889027051188&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/7467647889027051188'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/7467647889027051188'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/2010/05/eleito.html' title='Eleito!'/><author><name>Társio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02355260389268722078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2962307044608780517.post-8438880825993662451</id><published>2010-05-19T12:00:00.000-07:00</published><updated>2010-05-19T17:29:09.012-07:00</updated><title type='text'>O analista sincero</title><content type='html'>-Então, você quer dizer que o motivo pelo qual eu não consigo ser bem sucedido na vida e de não ter autoconfiança é porque...&lt;br /&gt;-Você é um idiota.-diz o analista sentado de pernas cruzadas em sua poltrona.&lt;br /&gt;A fala dá lugar ao silêncio constrangedor só quebrado pelas anotações do analista em seu bloquinho.&lt;br /&gt;-Hum- tento de novo- Assim, eu meio esperava que você fosse dizer que eu tenho um problema comum que pode ser muito bem superado. Que não há nada de errado comigo...&lt;br /&gt;-Ah não não. – ele balança a cabeça – Veja bem, você é um completo idiota. Não há nada que eu posso fazer.&lt;br /&gt;-Eu... eu não sei nem o que falar.&lt;br /&gt;-E eu nem esperava isso.-concorda o doutor, sem parar de anotar no seu caderninho- na verdade, meu caro, eu me surpreendo até que você consiga juntar palavras.&lt;br /&gt;-Não acha que está sendo meio grosso? Quer dizer, eu não o pago para falar mal de mim.&lt;br /&gt;O doutor pára de escrever e olha para onde estou. Ele ajeita os óculos e eu, em provocação, ajeito os óculos com mais força. A coisa toda não surte o efeito desejado e acabo machucando os meus olhos.&lt;br /&gt;-Que bom que você tocou nesse assunto. – ele diz - A partir de agora as consultas serão mais caras.&lt;br /&gt;-Mais caras?&lt;br /&gt;-Sim. Um aumento de R$ 1500,00. Pela perda de tempo que você representa.&lt;br /&gt;-Isso é um absurdo. Isso dá...- Penso um pouco – Muito.&lt;br /&gt;-R$ 4.800,00. Não gaste os últimos neurônios à toa.&lt;br /&gt;Eu levanto.&lt;br /&gt;-Gasto os meus neurônios como quiser, menos com uma terapia vagabunda dessas.&lt;br /&gt;-Tudo bem, tudo bem. Você faz o que quiser. Mas eu aconselharia se tacar do alto de um prédio. Até logo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2962307044608780517-8438880825993662451?l=tdsupimpis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/feeds/8438880825993662451/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2962307044608780517&amp;postID=8438880825993662451&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/8438880825993662451'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/8438880825993662451'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/2010/05/o-analista-sincero.html' title='O analista sincero'/><author><name>Társio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02355260389268722078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2962307044608780517.post-8739609282167878727</id><published>2010-05-15T10:38:00.000-07:00</published><updated>2010-05-15T10:59:53.888-07:00</updated><title type='text'>Modo pseudo-intelectual ativar</title><content type='html'>Objeto de arte é um erro de sintaxe. Arte é sempre sujeito e nós somos o seu predicado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paassem-me o Nobel agora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2962307044608780517-8739609282167878727?l=tdsupimpis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/feeds/8739609282167878727/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2962307044608780517&amp;postID=8739609282167878727&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/8739609282167878727'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/8739609282167878727'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/2010/05/modo-pseudo-intelectual-ativar.html' title='Modo pseudo-intelectual ativar'/><author><name>Társio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02355260389268722078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2962307044608780517.post-6995638861081620116</id><published>2010-05-09T05:27:00.000-07:00</published><updated>2010-05-09T07:03:04.921-07:00</updated><title type='text'>Uma parada na estrada. O que ficou para trás e o que há adiante.</title><content type='html'>Vocês sabem que dia é hoje? Não estou falando de dia das mães aqui! Como se elas tivessem importância. Todo mundo sabe, o trabalho do parto é mais do filho de sair do que da mãe de tirá-lo. Francamente, deixemos o puxa-saquismo materno e a propaganda para a televisão. Hoje, 9 de maio de 2010, faz exatamente 3 anos que, com um alguns clicks, esse blog foi criado.&lt;br /&gt;Desde então, muitas pessoas tiveram o prazer de ler os meus contos e me xingarem nos comentários. Muitas dessas pessoas curiosamente desapareceram em cinscunstâncias estranhas e nunca mais foram encontradas. Como a justiça averiguou, e quero frisar bem isso, eu não tenho nada a ver com tais casos infelizes, mas espero que todos aqueles que proferiram algo contra a minha genialidade estejam sofrendo bastante.&lt;br /&gt;Não sou de falar de aniversário de blog, tanto que nos anos anteriores nunca fiz nenhuma menção. Porém, me considero feliz por continuar a escrever por tanto tempo, independente da qualidade dos textos. Na terceira série, época de cavaleiros do zodíaco na manchete e mulheres se esfregando na banheira do Gugu, eu era o sujeito mais apagado da sala de aula. Não havia nada que fizesse me destacar, a não ser a vez que eu levei uma borrachada na cara e fiquei com os lábios comicamente inchados. Infelizmente, a fama durou pouco. Deixei de ser astro, quando o meu rosto virou evidência da baderna que acontecia na sala de aula. De qualquer forma, ser acertado por uma borracha todos os dias não era o tipo de vida que eu queria seguir. Houve, contudo, um acontecimento que me deixou muito mais orgulhoso e que eu poderia mostrar para os meus pais e não para um médico. Uma história minha fora elogiada pela professora de português.&lt;br /&gt;Geralmente, na escola, mandam a gente sempre fazer uma dissertação, segundo as extremamente detalhadas instruções de que uma boa redação tem início, meio e fim. Essas instruções só não são melhores do que as dadas por revistas femininas de como um homem deve ser: inteligente, porém selvagem; tímido, mas meio canalha; ser bom de cama e bom de conversa. É interessante notar que nem as minhas redações era boas nem hoje eu sou um bom homem. A vida... Concentração! Então, naquele ano em particular, a minha professora pediu para os alunos fazerem algo diferente. Não lembro se deu um tema livre ou algo no estilo "como fora as suas férias". Só sei isso: podia ser narrativo, se quisesse. Eu escrevi uma ficção sobre as festas de minha família, principalmente focando nas bebedeiras. O protagonista era, claro, eu; que tinha de me desviar das selvas de garrafas de cerveja. A antagonista: uma paródia de uma tia minha, um tanto neurótica e depressiva. Ela dava entonação a uma coversa banal sobre as condições do tempo, como se fosse um problemão. Dias nublados eram o apocalipse caindo sobre o mundo. Dei-lhe o nome ficcional de Carmemi.&lt;br /&gt;Entreguei a obra-prima e, algumas semanas depois, já estava corrigida. Em frente a todos os alunos, a professora pegou o calhamaço de folhas, com diferentes exemplares de caligrafia, e falou que gostaria de ler em particular a redação de Társio Abranches.&lt;br /&gt;-Társio está? Társio? - chamou ela.&lt;br /&gt;Fodeu. Com certeza, devia ter feito algo errado. Havia ofendido a professora cuja mãe ou outro parente devia se chamar Carmemi. Ou talvez fosse para escrever sobre a violência no Brasil em forma de poesia e não uma ficção. Me encolhi na carteira e recorri ao truque de se esconder atrás das costas de alguém. É, óbvio, isso não funciona muito bem quando várias cabeças se voltam para você. Finalmente, levantei timidamente a mão como se brincasse daquele jogo no qual se entende as palmas para que o outro tente acertá-las com uma bofetada.&lt;br /&gt;A professora deu início a uma breve explicação geral sobre o que tratava a minha história. Patético foi a palavra que percorreu os meus pensamentos. Como podia ter escrito uma babaquice daquelas? Eu seria exemplo para sempre do que não se deve fazer em uma redação. Talvez se dissesse ter copiado a redação de um outro estudante, eu poderia ficar eternizado para sempre como um plagiador. Parecia melhor do que errar naqueles dias. Enquanto eu bolava um esquema, a professora começara a ler em voz alta. Esperava ouvir as vaias, garotos gritando seja lá o que garotos gritavam naqueles tempos. Com certeza algo mais ofensivo do que "orelha de burro e cabeça de ET". Estava errado. Em vez de condenações, ouvi alguns risos de divertimento e o parabéns da minha professora. O primeiro parabéns que eu recebia genuinamente por algo de minha criação. Colegas vieram até falar comigo depois sobre a tia Carmemi, me perguntando de onde eu a havia tirado. Oras, não se explica genialidade, meus caros. Fiquei muito contente comigo mesmo naquela hora. Do mesmo jeito, fico contente ao postar um conto no blog ou ao fim de um roteiro escrito depois de muito enrolar.&lt;br /&gt;Espero manter ainda o Devaneios Inúteis por muito tempo. Existe um mago chamado Rincewind nos livros de Terry Prechett que não consegue fazer uma magia sequer. Ele foi expulso da Univerdade Invisível e mesmo assim corre(ou foge seria a palavra certa) o mundo com um chapéu púido que ostenta a palavra mago escrita. Muita gente duvida dele. E a um deles Rincewind diz: "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dom só define o que se faz. Não define o que se é. No fundo. Quando a gente sabe o que é, pode tudo.&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;Por mais disfarces que eu tenha de usar para sobreviver nessa vida, quero sempre saber quem sou e ter a força para contar as minhas bobas histórias de uma mente nada brilhante aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradeço a todos que leram e comentaram e aos que leram e não comentaram! Muito obrigado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2962307044608780517-6995638861081620116?l=tdsupimpis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/feeds/6995638861081620116/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2962307044608780517&amp;postID=6995638861081620116&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/6995638861081620116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/6995638861081620116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/2010/05/uma-parada-na-estrada-o-que-ficou-para.html' title='Uma parada na estrada. O que ficou para trás e o que há adiante.'/><author><name>Társio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02355260389268722078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2962307044608780517.post-4611430823805186656</id><published>2010-05-06T11:59:00.000-07:00</published><updated>2010-05-06T12:01:37.389-07:00</updated><title type='text'>Esconde-Esconde</title><content type='html'>Você deita. A cabeça encosta no travesseiro. Os olhos se fecham na tentativa de esconder o mundo. Mas o mundo está lá. Você pode ouvir o barulho, os sons de pessoas apressadas, do ranger dos músculos da face de seus pais quando nervosos pensam sobre seu futuro, a terra trilhando a rota em torno do Sol, os dias passando. Você abre os olhos. É barulho demais martelando dentro dos seus ouvidos. Olha para tudo em volta, preso. Procura alguma solução, uma passagem secreta. Você devia ser engenhoso. Devia ser inteligente. Se não for, outros serão e você ficará preso. O desespero o deixa inerte. Estão te ultrapassando. É o que pensa. Você é só mais um desses sonhadores. Uma criança. Por que não é mais responsável? Por que não segura o volante da sua vida? Você deita. A cabeça encosta no travesseiro. Os olhos se fecham na tentativa de esconder o mundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2962307044608780517-4611430823805186656?l=tdsupimpis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/feeds/4611430823805186656/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2962307044608780517&amp;postID=4611430823805186656&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/4611430823805186656'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/4611430823805186656'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/2010/05/esconde-esconde.html' title='Esconde-Esconde'/><author><name>Társio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02355260389268722078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2962307044608780517.post-2771144276125405879</id><published>2010-05-03T04:45:00.000-07:00</published><updated>2010-05-03T04:46:23.034-07:00</updated><title type='text'>Onde tudo termina (ou vá ao show do Mundo Inferior dia 7)</title><content type='html'>Após descer 10, 12, sei lá tantos círculos do inferno&lt;br /&gt;Dante chega diante de uma porta e um diabo de terno&lt;br /&gt;que lhe pergunta&lt;br /&gt;-Posso ver seu ingresso?&lt;br /&gt;-Mas como assim?!&lt;br /&gt;-Estou lhe dizendo, não fique possesso, mas para entrar aqui terá que ter mais do que rimas, sim.&lt;br /&gt;-Que despropério! Pois já lhe dei uma alma que vale mais que um império?!&lt;br /&gt;-Exagero de sua parte. Poesia ruim não dá nem pro embate.&lt;br /&gt;Quando ia reclamar e um verso declamar&lt;br /&gt;Surge Fausto, no seu encalço&lt;br /&gt;Aperta a mão do demônio sorridente e adentra garboso o recinto.&lt;br /&gt;Irritado Dante levanta a calça e seu cinto&lt;br /&gt;E mostra ao demonio os trincados dentes.&lt;br /&gt;-Pois Fausto não precisa de ingresso?&lt;br /&gt;-É amigo de Mefistófeles, patrão perverso.&lt;br /&gt;-Que situação mais ingrata!&lt;br /&gt;-Vá-se embora para Passárgada&lt;br /&gt;-Como?&lt;br /&gt;-Hã... Omo?&lt;br /&gt;O demônio encara Dante&lt;br /&gt;Dante encara o demônio&lt;br /&gt;Será esse o fim de suas aventuras&lt;br /&gt;Dar meia volta e procurar sua turma?&lt;br /&gt;Foi aí que teve uma idéia&lt;br /&gt;-Estudioso que sou, possou lhe servir de advogado.&lt;br /&gt;Depois de ouvir toda a epopéia,&lt;br /&gt;O chifrudo aceitou, depois de se fazer de rogado.&lt;br /&gt;Foi assim que surgiu o advogado do diabo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A porta se abriu e a sombra caiu&lt;br /&gt;O ar abafado pelo murmurinho agitado&lt;br /&gt;Até onde será lhe teria levado o seu fado?&lt;br /&gt;Mas luzes se fizeram, coloridas&lt;br /&gt;Iluminando os rostos e formas fantásticas&lt;br /&gt;E Dante pensou "acho que eles precisam de plásticas"&lt;br /&gt;Então soaram do inferno as trombetas.&lt;br /&gt;Fecharam-se bocas, presas e sugadores&lt;br /&gt;Era hora de todos os pecadores&lt;br /&gt;Esquecerem suas vendetas&lt;br /&gt;para ouvir "Agradecemos sua presença: monstros, senhoras e senhores!&lt;br /&gt;Escutem e sejam bem vindos ao Mundo Inferior!"&lt;br /&gt;Guitarra para balançar as garras&lt;br /&gt;Trompete para matar o cara na frente de topete&lt;br /&gt;Bateria para uma batida a ser acompanhada com difteria&lt;br /&gt;Baixo para pôr fim ao hiato&lt;br /&gt;Entre a vida e o pós-morte&lt;br /&gt;Dante havia encontrado um show no fim, que sorte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2962307044608780517-2771144276125405879?l=tdsupimpis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/feeds/2771144276125405879/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2962307044608780517&amp;postID=2771144276125405879&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/2771144276125405879'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/2771144276125405879'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/2010/05/onde-tudo-termina-ou-va-ao-show-do.html' title='Onde tudo termina (ou vá ao show do Mundo Inferior dia 7)'/><author><name>Társio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02355260389268722078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2962307044608780517.post-2780815847195174708</id><published>2010-04-23T18:14:00.000-07:00</published><updated>2010-04-30T16:54:15.403-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Talvez o big bang ainda não tenha acontecido e estejamos todos a espera do gatilho que fará a vida despertar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2962307044608780517-2780815847195174708?l=tdsupimpis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/feeds/2780815847195174708/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2962307044608780517&amp;postID=2780815847195174708&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/2780815847195174708'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/2780815847195174708'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/2010/04/talvez-o-big-bang-ainda-nao-tenha.html' title=''/><author><name>Társio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02355260389268722078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2962307044608780517.post-7323399133632074483</id><published>2010-04-23T05:54:00.000-07:00</published><updated>2010-04-30T16:53:54.983-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='paródia'/><title type='text'>A velha piada imoral de Gotham</title><content type='html'>Nas trevas de Gotham City, homens e mulheres tiravam suas máscaras e se mostravam os monstros que eram.Em algum beco, pessoas eram assassinadas, mafiosos passavam propinas a políticos e menores de idade se prostituíam. Era o único beco escuro da região, por incrível que pareça.&lt;br /&gt;Mas nada disso realmente preocupava Batman. Do alto do maior edifício, com a sua capa esvoaçando como se estivesse viva, o único problema que ocupava a sua cabeça era Robin. Completando: o seu amor por Robin. Havia anos tentava lutar contra aquele desejo que o comia por dentro. Desde que o vira pela primeira vez, sua vontade era abraçar aquele pequeno órfão de corpo tão... elástico. Mas como agüentar as piadas, a humilhação, o preconceito?!   Era o super-herói mais macho do universo, tinha uma reputação a manter. Claro, devia confessar que o uniforme de sunguinha e pernocas pra fora havia sido idéia dele, mas fora só um pequeno capricho. Mas aquilo já havia ido longe demais. Queria cantar o seu amor para o Robin para todo mundo ouvir e que se dane-se o que os outros heróis pensassem! Assim que Robin chegasse, iria dizer que o amava e ia fazer coisas que até...&lt;br /&gt;-Fala aí, seu puto!&lt;br /&gt;Batman virou para ver o menino-prodígio, à luz da lua um deus grego. Por um momento deixou as sobrancelhas levantarem e o queixo cair, mas logo recuperou a sua cara de puto.&lt;br /&gt;-Eer... hum e aí, Robin, como vai? Ta mais forte hein?&lt;br /&gt;-Ando malhando! Sabe como é, hoje em dia não é tão fácil espancar vilão. Todo mundo vem com alguma porra de anel colorido.&lt;br /&gt;-É., pô, deixa eu dar uma apertada pra ver se tá forte mesmo.-disse Batman já levantando as mãos.&lt;br /&gt;-Depois. Mas então, Batman, qual é a parada? Coringa escapou de Arkham de novo?&lt;br /&gt;As bochechas de Batman ficaram vermelhas, obrigando-o a dar meia volta para escondê-las. Era a hora.&lt;br /&gt;-Bem... Robin. Nós já nos conhecemos há muito tempo né?&lt;br /&gt;-Ah, desde mó tempão, chefe. Eu nem me lembro mais direito.&lt;br /&gt;-Robin, quando eu te conheci você era um menino, um jovem com muito potencial e... hã agora você é um homem crescido e forte e .... o que estou tentando dizer, Robin, é que eu...&lt;br /&gt;-Ah já sei!&lt;br /&gt;Com o coração querendo sair pela cabeça, Batman se voltou súbito para Robin. Esse ostentava um sorriso maroto no rosto.&lt;br /&gt;-Já sabe?!&lt;br /&gt;-Sim! Sei.&lt;br /&gt;-Bem e você tem algum... algum problema com isso?&lt;br /&gt;-Não, é tranqüilo.&lt;br /&gt;-Ah que bom,talvez a gente possa sair pra tomar alguma bebida...&lt;br /&gt;-Eu e a Batgirl já resolvemos esse problema.&lt;br /&gt;-ou podemos ir pra casa. Tem uns cds legais da Kate Perry... Opa, opa, opa! Que a Batgirl tem a ver com isso?&lt;br /&gt;-Ah bem, nós trepamos. Não precise se preocupar com a conversa sobre a abelhinha macho e a fêmea ou qualquer coisa assim...&lt;br /&gt;-Vocês o que?!&lt;br /&gt;-Que foi seu, puto? Tava pegando ela? Hehe&lt;br /&gt;-Arghhh.&lt;br /&gt;Num sopro, Batman saltou do prédio e caiu na escuridão de Gotham.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 horas depois Batman estava quebrando a espinha de Bárbara Gordon, enchendo os pacientes do Asilo Arkham de porrada e assistindo vídeo pornô gay na internet.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2962307044608780517-7323399133632074483?l=tdsupimpis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/feeds/7323399133632074483/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2962307044608780517&amp;postID=7323399133632074483&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/7323399133632074483'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/7323399133632074483'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/2010/04/nas-trevas-de-gotham.html' title='A velha piada imoral de Gotham'/><author><name>Társio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02355260389268722078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2962307044608780517.post-5926043635994507850</id><published>2010-04-22T12:36:00.000-07:00</published><updated>2010-04-22T19:58:11.407-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Enquanto se beijavam, no ponto de ônibus, debaixo da luz amarelada do poste público, destacando os dois da noite da cidade; ela não pensava que o trabalho na loja era uma merda, nem que não sabia o que fazer com vida. Pensava apenas no instante , nele, no cara por quem ela procurava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto se beijavam, no ponto de ônibus, com pessoas estranhas em volta, o barulho de ônibus roncando nas ruas perdidas no escuro pela exceção da luz de um poste; ele pensava que ela podia parecer, mas não era aquela que perdera.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2962307044608780517-5926043635994507850?l=tdsupimpis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/feeds/5926043635994507850/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2962307044608780517&amp;postID=5926043635994507850&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/5926043635994507850'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/5926043635994507850'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/2010/04/enquanto-se-beijavam-no-ponto-de-onibus.html' title=''/><author><name>Társio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02355260389268722078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2962307044608780517.post-7306541996532862459</id><published>2010-04-11T05:52:00.000-07:00</published><updated>2010-04-11T05:53:38.465-07:00</updated><title type='text'>Next level</title><content type='html'>Joe enfrentava um ogro que soltava fogo pela boca. Para vencê-lo, era necessário além de desviar das bolas de fogo mortais, pular para cima de uma plataforma móvel, conseguir pegar algumas das pedras que caiam inexplicavelmente do céu e as tacar na cabeça do ogro. Isso fazia parte do dia-a-dia de Joe. Isso e pular sobre buracos, brigar com pessoas desconhecidas, coletar moedas e salvar princesas. Joe jogou uma pedra especialmente grande no monstro e terminou o serviço. Suspirou aliviado, enquanto moedas se espalhavam onde antes havia um cadáver. Você deve achar que Joe adora a adrenalina de uma vida arriscada, mas não. Ele odiava tudo aquilo. As vezes ele queria só ficar ali, parado, curtindo a paisagem ou voltar para casa e para sua família. O problema é que parecia haver uma força o atraindo para aventuras. Uma hora estava comendo café da manhã, lendo o jornal. Outra, estava enfrentando um gorila biônico, com uma espada sagrada na mão direita e uma princesa gorda na mão esquerda falando em como o reino dela o recompensaria. Bem, geralmente o reino dela estava muito feliz que ela estivesse com um monstro, em vez de na cidade gastando o dinheiro dos impostos com pôneis e chás de cogumelo.&lt;br /&gt;Era hora de dar um basta naquilo! Recuperar o controle. Joe decidiu que não faria nada dessa vez. Sentou-se e ignorou os comandos na sua cabeça que o mandavam seguir em frente e pegar moedas. Ignorou, com muito esforço, até os pensamentos de pular em cima de uma criatura indefesa que passeava  tranquilamente pelo gramado. Trincou os dentes e suou quando um coração valendo uma vida extra apareceu na sua frente. Tentou se concentrar no fato de que uma vida já dava trabalho demais.&lt;br /&gt;O que se provou mais do que certo ao ver um pterodátilo de duas cabeças aterrissar na sua frente. Uma das suas cabeças segurava uma princesa em suas mandíbulas. Joe olhou para o outro lado, fingindo não o ver.&lt;br /&gt;-Hey você.-chamou o pterodátilo&lt;br /&gt;-quem, onde?&lt;br /&gt;-Aqui ó. Capturei a princesa.&lt;br /&gt;-Socorro- disse a princesa – Me ajude! Estou 2 dias sem passar creme e a minha pele está ressecando.&lt;br /&gt;-E daí, que que vocês querem?- resmungou Joe.&lt;br /&gt;O pterodatilo não era muito bom para pensar em coisas, senão estaria em outro trabalho. A única resposta boa que lhe veio a mente foi:&lt;br /&gt;-Bem, sabe como é... eu capturei a princesa.&lt;br /&gt;-Que bom para você.&lt;br /&gt;-Então vamos brigar até a morte? Só não me segure pelo rabo está bem. É o meu ponto fraco.&lt;br /&gt;-Lamento, ninguém vai segurar o rabo de ninguém.&lt;br /&gt;-Que!-exclamou o pterodátilo&lt;br /&gt;-Que!-exclamou a princesa.&lt;br /&gt;Joe mudou de posição para não encarar os dois. E sorriu para a liberdade de fazer nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentado no chão do quarto, os dedos apertando todos os botões coloridos e girando todos os direcionais do controle, Luis não entendia o porquê de seu boneco não estar fazendo simplesmente nada. Era como se ver no espelho. E o jogo era novo e parecia rodar normalmente, fora o seu boneco, sentado ali, prestes a tirar um cochilo.&lt;br /&gt;-Se mexe, caralho?-clamou em desespero.&lt;br /&gt;-Não, obrigado.-falou Joe, do ecran da televisão.&lt;br /&gt;-Peraí, você fala?&lt;br /&gt;-Quando eu não estou matando algum monstro, sim. Também sei cantar muito bem. Gostaria de ouvir “hey Jude.”?&lt;br /&gt;-EU... por que você não está me obedecendo?&lt;br /&gt;-Na na na na nananaaaaaaaaaaa! Nanananaaa Hey Jude!&lt;br /&gt;-Peraí!&lt;br /&gt;-Olha, eu não obedeço a ninguém ta legal. Se você quer viver aventuras, vai fundo! Eu quero aproveitar o ótimo dia que faz hoje.&lt;br /&gt;-Ai aii! Mas jogar vídeo game é tudo o que eu faço. E a gente já tava zerando o jogo.&lt;br /&gt;-Bem, eu já vi o final algumas vezes. Não é muito recompensador. Só te dão os parabéns e entra uma tela preta.&lt;br /&gt;Luis deixou o controle cair de suas mãos frouxas. Estava vencido pelo próprio personagem. Sentiu-se reduzido a menos dimensões do que um jogo de 8 bits e ficou todo encolhido em sua cadeira. Teria que começar a sair de casa agora e talvez até falar com as garotas. Que fim cruel!&lt;br /&gt;-Hey, jude, don’t make it bad –cantou Joe, tentando animá-lo. Luis permaneceu em silêncio. Joe continuou. -Take a sad song and make it better…&lt;br /&gt;-remember to let her into your heart…- soou baixinho a voz sem ritmo e esganiçada de Luis.&lt;br /&gt;-Then you start...&lt;br /&gt;-and make it better.- completou Luis&lt;br /&gt;E juntos eles cantaram: NA na NA NANANANAAAAAA na nA nAAAA Hey jude!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2962307044608780517-7306541996532862459?l=tdsupimpis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/feeds/7306541996532862459/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2962307044608780517&amp;postID=7306541996532862459&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/7306541996532862459'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/7306541996532862459'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/2010/04/next-level.html' title='Next level'/><author><name>Társio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02355260389268722078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2962307044608780517.post-7176857558777539027</id><published>2010-04-06T16:14:00.001-07:00</published><updated>2010-04-06T16:18:56.010-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Uma pessoa mentindo para si é um louco.&lt;br /&gt;Duas pessoas mentindo uma para outra é um casamento.&lt;br /&gt;Dolze pessoas mentindo, uma religião.&lt;br /&gt;E muitas pessoas mentindo entre si, uma sociedade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2962307044608780517-7176857558777539027?l=tdsupimpis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/feeds/7176857558777539027/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2962307044608780517&amp;postID=7176857558777539027&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/7176857558777539027'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/7176857558777539027'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/2010/04/uma-pessoa-mentindo-para-si-e-um-louco.html' title=''/><author><name>Társio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02355260389268722078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2962307044608780517.post-1441396361746080787</id><published>2010-04-02T11:25:00.000-07:00</published><updated>2010-04-02T11:34:46.372-07:00</updated><title type='text'>Geração rebelde</title><content type='html'>-Te odeio te odeio te odeiÔ!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lis queria ter atitude Rock’n’Roll e para tanto precisava de uma guitarra Tajima, R$ 1.000,00; um conjunto de roupas da loja Punk Stytlos por R$300,00; um acidente geográfico na cabeça feito com uma tesoura enferrujada por R$400; R$ 2.000 de piercing no umbigo, ouvido, boca e –ainda não decidira – nos mamilos ou na vagina ; e – esse detalhe guardou para si- sexo com caras que tomam drogas injetáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mãe, que era mais um peão nas mãos do sistema, disse não.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2962307044608780517-1441396361746080787?l=tdsupimpis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/feeds/1441396361746080787/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2962307044608780517&amp;postID=1441396361746080787&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/1441396361746080787'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/1441396361746080787'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/2010/04/geracao-rebelde.html' title='Geração rebelde'/><author><name>Társio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02355260389268722078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2962307044608780517.post-1612652477554953026</id><published>2010-03-30T04:33:00.000-07:00</published><updated>2010-03-30T04:47:33.664-07:00</updated><title type='text'>Da série perfis de um assassino!</title><content type='html'>Jason e uma jornalista estão sentados a mesa, dentro do sítio-acampamento da família de Jason.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Jason, é verdade que você está processando a família das vítimas que você assassinou brutalmente?&lt;br /&gt;-Exatamente, Clarecy. Todos eles.&lt;br /&gt;-Você pode falar mais sobre o assunto. Alguns acham que você não tem esse direito.&lt;br /&gt;-Como não?! Clarecy, deixe eu contar uma coisa, a sua família constrói um belo acampamento, uma verdadeira reserva da natureza que você tenta manter durante a vida inteira. Daí, chegam alguns adolescentes, vindos Deus sabe lá daonde, eles estacionam os seus carros no lugar e entram, como se fossem os donos da terra. Eles usam seu banheiro, atacam animais, fazem fogueiras, tomam drogas (sim, os filhos de vocês são uns drogados!) e ficam fazendo.. bem.. sabe... aquelas coisas...&lt;br /&gt;-Como?&lt;br /&gt;-Você sabe.&lt;br /&gt;-Acho que não. Festejar? Cantar?Assaltar?&lt;br /&gt;-Não não. Eles... bem, eles... fazem... é, sexo... o o que é muito errado! Ninguém me vê fazendo uma coisa dessas!&lt;br /&gt;-É?&lt;br /&gt;-Quer dizer, não por falta de convite. O que não faltam é mulheres interessadas em mim.&lt;br /&gt;-Sim, claro.&lt;br /&gt;-Só acho errado! Hum.. como estava dizendo, eles bagunçam o lugar inteiro e você acha que eles pagam alguma coisa?&lt;br /&gt;-Bem, deveriam.&lt;br /&gt;-Pois não pagam! Nem compram o seu artesanato! É ou não é para ficar irado?!&lt;br /&gt;-É um absurdo realmente.&lt;br /&gt;-Aliás, se quiserem ver o meu artesanato depois. Tem umas pedras pintadas que são lindas e tem também uns colares que eu fiz com...&lt;br /&gt;-Mas, Jason, será que os assassinatos não foi uma atitude meio excedida.&lt;br /&gt;-Olha, eu fiz o que fiz para defender a minha propriedade, legítima defesa! Qualquer bom americano faria o mesmo. No início, eu só tentava assustar. Ligava uma serra, mas você vê se paravam? Todo ano vem mais adolescente!&lt;br /&gt;-E o que você tem a dizer sobre a família em que você mata todas as descendentes mulheres? Eles disseram que você apareceu no meio de uma formatura para matar uma delas e que deixou cair a cabeça decepada no ponche.&lt;br /&gt;-É, eu não vou com a cara delas, mas lamento pelo ponche.&lt;br /&gt;-Últimas palavras?&lt;br /&gt;-Eu sou só um homem com uma máscara de hockey quer quer cuidar da sua terra sem perturbado. Pago os meus impostos e quero que tirem os nossos meninos do Iraque.  Sou um homem igual a qualquer outro.&lt;br /&gt;-Encerramos aqui a nossa entrevista...&lt;br /&gt;-Hey, você se esqueceu de mostrar os meus artesanatos...&lt;br /&gt;-...Você viu o homem por trás da máscara de hockey...&lt;br /&gt;-Você esqueceu...&lt;br /&gt;-Será ele culpado? Não perca o julgamento aqui, na CBN news.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2962307044608780517-1612652477554953026?l=tdsupimpis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/feeds/1612652477554953026/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2962307044608780517&amp;postID=1612652477554953026&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/1612652477554953026'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/1612652477554953026'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/2010/03/da-serie-perfis-de-um-assassino.html' title='Da série perfis de um assassino!'/><author><name>Társio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02355260389268722078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2962307044608780517.post-4558380660667739667</id><published>2009-12-20T03:56:00.000-08:00</published><updated>2010-05-19T17:31:36.024-07:00</updated><title type='text'>Abandonando o ninho</title><content type='html'>Um trovão ribombou na casa dos Ferreiras, calando o silêncio da chuva e da mesa de jantar. Alexandre e Louise olhavam para o filho, Alfredinho, que brincava com a comida, catando tudo o que era verde e colocando no canto do prato.&lt;br /&gt;-Vou te chamá de o Vegetal Assassino. – falou o garoto para a comida, depois fazendo uma careta de nojo – Mãe, poque a gente não pode tê hambúgue po jantá?!!!&lt;br /&gt;A mãe fechou os olhos. Por que ele come os Rs? Por que ele precisa falar desse jeito, parando em cada sílaba como se fosse um maldito ponto de ônibus?&lt;br /&gt;-É para a sua saúde.&lt;br /&gt;-Essa coisa não paece muito saudável pa mim! Paece até a vovó, só que mais en-ugada.&lt;br /&gt;-É enrugada, querido – sorriu maternalmente a Louise, mesmo que os seus pensamentos não fossem exatamente maternais.&lt;br /&gt;O garoto franziu o rosto e voltou a levar a comida à boca, bem devagarzinho como se a qualquer momento ela pudesse o atacar. O pai e a mãe dividiram olhares e sentimentos por um instante. Eles não eram maus pais e não é como se eles não amassem o garoto. Não!&lt;br /&gt;Eles o odiavam.&lt;br /&gt;Alexandre remexeu-se em sua cadeira, trocando o peso do corpo de um lado para o outro.&lt;br /&gt;-Menino,... hum, filho. – essa palavra sempre fora particularmente difícil de dizer – será que você poderia dar uma licencinha para o papai e a mamãe conversarem.&lt;br /&gt;-É sobe o meu pesente de natal? O meu vídeo game novo?! O outo quebo depois que eu pisei em cima.&lt;br /&gt;A mão de Alexandre segurou mais forte a faca ao lado de seu prato.&lt;br /&gt;-Ahumm. V-vai pro quartinho agora vai.&lt;br /&gt;-OBAAA!! Pesente pesente! – o garoto levantou correndo, só parando para dizer. – Ih fiz xixi nas calças!&lt;br /&gt;Esperaram em seus lugares na sala até que ouviram o barulho da porta se fechando depois dos corredores e aí...&lt;br /&gt;-MEU DEUS!! Será que ele não pára nunca?! – desabafou Louise.&lt;br /&gt;-Ninguém merece isso, Lu. O garoto é um monstro, tudo que podia dar errado deu nele! Ele passou escondido da seleção natural!&lt;br /&gt;-E ele é feio! Tem certeza que ele é nosso filho?&lt;br /&gt;-Nós dois fizemos o DNA, querida. 100% compatível.&lt;br /&gt;-Merda!&lt;br /&gt;O pai fez sinal para que Louise falasse mais baixo e os dois ficaram apreensivos, procurando sinais de que pudessem ter sido ouvidos. Louise se debruçou contra a mesa escondendo o rosto.&lt;br /&gt;-Eu não agüento mais. – disse Louise - Daqui a pouco ele vai querer que eu leia a história e ele fica sempre querendo saber detalhes tolos – e aqui ela se esforçou para imitar a voz dele com o perigo de destruir as cordas vocais - “qual é a cô da roupa dele, mamãe? Mas ele é desto? Que doces a chapeuzinho vemelho levava pa vovó?” Piff...&lt;br /&gt;O suspiro de Louise ficou no ar se dissolvendo no desespero da situação. Estavam acuados, sem lugar para onde ir, presos aos laços mais antigos da humanidade: os de sangue. Alexandre se aproximou da janela e ficou a observar a água que escorria pela janela, turvando o exterior. Tinha que haver alguma saída.&lt;br /&gt;-E se... – disse ele – não não.... não daria certo.&lt;br /&gt;Louise inclinou a cabeça para ele.&lt;br /&gt;-O quê?&lt;br /&gt;E ele foi em direção a ela, puxando uma cadeira e chegando o rosto bem próximo. Alguma coisa brilhava nos seus olhos, talvez fosse loucura, pensou Louise, o garoto finalmente o deixou louco depois de tantas vezes obrigando-o a assistir sábado animado.&lt;br /&gt;-É meio tolo, mas – falou Alexandre – nós poderíamos pedir algum tipo de divórcio ou emancipação do... da coisa.&lt;br /&gt;Emancipação? Todos sabem que um filho pode se emancipar dos pais, era mais do que justo que os pais possam fazer o mesmo, afinal ninguém tem culpa de ter um filho chato. Sim! A justiça deveria garantir a felicidade deles, ou pelo menos a infelicidade de quem não pode pagar um bom advogado! E eles eram mais velhos, mais espertos. Quem o juiz ouviria no julgamento, dois adultos com nível superior ou uma criancinha de 7 anos que não consegue nem pronunciar a porra do r? Sim!&lt;br /&gt;-SIM!!- gritou ela! – Isso pode dar certo!&lt;br /&gt;Não demorou muito e logo arranjos foram feitos. Conversaram silenciosamente sobre como proceder e lembraram de um advogado que defendeu uma companhia farmacêutica que vendia remédios falsos para dezenas de velhos e ainda os fez pagarem uma indenização para a farmácia. O homem processaria Jesus, se esse reencarnasse de novo. Com tudo combinado era a vez de bater na porta do pequeno Alfredo e deixar os papéis de divórcio.&lt;br /&gt;O garoto pensava que os papéis eram de alguma histórinha, mas na verdade era o fim das histórias.&lt;br /&gt;-Vocês não podem faze isso! Não podem Não podem Não podem! – contra-argumentou o menino pulando em cima da cama.&lt;br /&gt;-Olha vamos ser racionais quanto a isso, não? Quem sabe nós ainda podemos ser amigos depois disso tudo. - mentiram os pais.&lt;br /&gt;Nada do que dissessem, adiantou. O garoto gritou até que sua voz se esvaísse num pequeno fio sonoro sem força. Foi um verdadeiro inferno até o dia do julgamento, tiveram que assistir os desenhos animados dele, comprar presentes que ele queria... Tudo junto com a conta do advogado acabou por enchê-los de dívida. Tentaram levar o menino para a casa de familiares, mas mal davam sinais de que iam aparecer e o povo saia pelas portas do fundo e se mandava. Uma tia de Alexandre, que sofria de artrite aguda nas pernas e que para levantar era um épico, quando viu o menino na porta saiu correndo até o outro quarteirão. E correria mais, se não tivesse sido atropelada.&lt;br /&gt;E adivinha quem teve que pagar a conta do hospital?&lt;br /&gt;Todavia, tudo tem o seu tempo e o do julgamento uma hora chegou. O juiz não parecia muito confortável com a situação: uma criança dizendo que queria ficar com os pais acima de tudo e os pais a repreendendo do outro lado da corte era no mínimo inusitado, para não dizer cruel.&lt;br /&gt;Porém, aí, veio o advogado. Era diferente de todos que cruzaram o piso branco daquele grande salão. Não usava um terno caro e nem era todo garboso como os outros advogados. Mas na verdade, o que chamava atenção era o jeito que parecia dizer, hey a estrela aqui é você, cara! E depois que ele deu o argumento dele, foi difícil não se identificar. Começou assim:&lt;br /&gt;-Boa tarde, meritíssimo!- falou ao levantar-se da mesa.&lt;br /&gt;Tomou um gole de sua garrafa de água mineral e ofereceu ao resto da corte. Seguiu-se uma série de “não obrigado.” até que ele finalmente deixou o recipiente na mesa e deu alguns passos adiante no tribunal.&lt;br /&gt;-Meritíssimo, eu poderia ficar aqui num papo sem fim aprendido em alguma aula de retórica. Mas todos temos nossas coisas para fazer e não queremos alongar essa situação triste. Então, eu gostaria de contar apenas uma história real.&lt;br /&gt;-Prossiga - complementou o juiz para mostrar quem é que usava a peruca nessa festa.&lt;br /&gt;A história, é claro falava sobre Alexandro e Louise e sobre os seus sonhos e como ter uma criança destruiu tudo. Contou da vergonha que sentiam do filho quando usava os talheres errados nos almoços com amigos, contou sobre o seu fracasso em tocar a 5º sinfonia de Bethoveen no violino e do seu maior fracasso ainda como artilheiro da copa mundial de futebol infantil. O garoto não acrescentava nada as suas vidas, a não ser literalmente mais merda, o que ele fabricava à todo momento, fora outros resíduos que provavelmente deveriam ser estudados pela Nasa.  &lt;br /&gt;Então, por que cidadãos do bem como aqueles dois deveriam dedicar suas vidas a algo tão sem valor como esse garoto? O advogado chegou a se aproximar do menino e perguntar o que afinal ele tinha feito por aquele gentil casal, o que o menino respondeu com cara de choro: fiz xixi.&lt;br /&gt;-EXATAMENTE- concluiu o advogado- Meritíssimo, aqui encerro as minhas palavras.&lt;br /&gt;O juiz não conseguiu deixar de se emocionar com o relato e passou pela cabeça em concordar com o pedido dos seus pais. Contudo razão é razão, e uma criança sem meios de se sustentar não pode viver sozinha. A emancipação foi recusada e o caso encerrado. Alfredinho correu  em direção aos pais, chocados demais para fugirem de seus abraços.&lt;br /&gt;Talvez se o juiz tivesse optado por outra decisão, a tragédia seria evitada. Quem sabe? O que se sabe é que em fevereiro de 2009, a casa de Alexandre e Louise Ferreira foi reduzida a escombros e cinzas após um incêndio, cujo o único sobrevivente foi Alfredinho. O caso apareceu na maioria dos jornais, como também o destino do orfão, adotado pelo mendigo louco do bairro. Os corpos de Alexandre e Louise nunca foram encontrados inteiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aeroporto da Paris. França.&lt;br /&gt;Um homem e uma mulher, de perucas e óculos escuros, conversam entre si, passando pelo portão de desembarque.&lt;br /&gt;-Então, deixa eu ver o meu nome é Francine Bovier e o seu Jean-Renoir. Igual ao cineasta?&lt;br /&gt;-Porque não?&lt;br /&gt;-É meio pretensioso...&lt;br /&gt;-Ah o que importa, querida?! Nós estamos livres!&lt;br /&gt;-Não até nós acharmos uma clínica onde se faça vasectomia.&lt;br /&gt;-Vive la liberteur!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2962307044608780517-4558380660667739667?l=tdsupimpis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/feeds/4558380660667739667/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2962307044608780517&amp;postID=4558380660667739667&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/4558380660667739667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/4558380660667739667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/2009/12/abandonando-o-ninho.html' title='Abandonando o ninho'/><author><name>Társio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02355260389268722078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2962307044608780517.post-7965338717694563150</id><published>2009-12-15T05:19:00.001-08:00</published><updated>2009-12-15T05:29:27.477-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Tenho a sensação de que quase tudo o que eu digo é mentira e não consigo imaginar o que seria da minha vida se expressasse o que sinto. Provavelmente levaria alguns tapas de garotas e seria demitido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2962307044608780517-7965338717694563150?l=tdsupimpis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/feeds/7965338717694563150/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2962307044608780517&amp;postID=7965338717694563150&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/7965338717694563150'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/7965338717694563150'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/2009/12/tenho-sensacao-de-que-quase-tudo-o-que.html' title=''/><author><name>Társio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02355260389268722078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2962307044608780517.post-8073135288773602459</id><published>2009-11-12T17:44:00.000-08:00</published><updated>2009-11-12T18:13:38.211-08:00</updated><title type='text'>Como seria uma entrevista de estágio sincera</title><content type='html'>-Olá você deve ser o próximo otário a ser entrevistado né?&lt;br /&gt;-Sou eu mesmo.&lt;br /&gt;-Vamos lá naquela sala. Eu não fui muito com a sua cara, tem um nariz engraçado. O tipo de nariz que pode arranjar problemas... mas vamos ver no que vai dar.&lt;br /&gt;-É, eu também não fui muito com a sua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A porta é aberta e entram na sala os dois, cada um sentando numa cadeira. O entrevistador abre um jornal para ler as tirinhas. Ri, fecha o jornal e se volta para o entrevistado, irritando-se com o fato dele existir. O entrevistado, por sua vez, também está irritado com sua própria existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Então, vamos ver se você entra no perfil de um estagiário da nossa empresa.&lt;br /&gt;-Irei falar qualquer coisa para que possa entrar nesse perfil.&lt;br /&gt;-Isso é algo que nós esperamos. Agora, senhor nariz engraçado, você se considera um completo babaca?&lt;br /&gt;-Todos os dias, senhor. O meu psicólogo vive dizendo para mim que eu sou normal, senhor.&lt;br /&gt;-Ele está enganado.&lt;br /&gt;-Enganadíssimo!&lt;br /&gt;-E você sabe fazer alguma coisa?&lt;br /&gt;-Estudo há 3 anos na faculdade, domino qualquer tipo de teoria, desde teoria marxista até teoria do caos.&lt;br /&gt;-Quis saber se você sabe varrer, organizar pastas, mexer no word...&lt;br /&gt;-Sei sim. E passo roupa como ninguém!&lt;br /&gt;-E você faria isso, por digamos R$100 e xingamentos constantes, certo?&lt;br /&gt;-Morreria por isso.&lt;br /&gt;-É, não sei se você é bom o bastante para o serviço, sabe. Você não é o idiota mais qualificado que eu já vi hoje. E esse nariz...&lt;br /&gt;-Deixo você bater nele uma vez por semana.&lt;br /&gt;-Contratado!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2962307044608780517-8073135288773602459?l=tdsupimpis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/feeds/8073135288773602459/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2962307044608780517&amp;postID=8073135288773602459&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/8073135288773602459'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/8073135288773602459'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/2009/11/como-seria-uma-entrevista-de-estagio.html' title='Como seria uma entrevista de estágio sincera'/><author><name>Társio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02355260389268722078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2962307044608780517.post-1718942499288441784</id><published>2009-10-25T10:34:00.001-07:00</published><updated>2009-11-15T17:49:09.053-08:00</updated><title type='text'>Som da rua</title><content type='html'>Volta e meia, em casa, nós somos surpreendidos pela sinfonia dos berros do meu vizinho. A sinfonia, que, em verdade, é um dueto composto pelo próprio e sua mulher, começa com o barítono cantando um plácido "você não faz nada" que se torna um estrondo de instrumentos, passando pelo melhor da &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;língua&lt;/span&gt; portuguesa até o &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;clímax&lt;/span&gt; "sua &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;babaca&lt;/span&gt; de merda! &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;caralho&lt;/span&gt;!".&lt;br /&gt;Até hoje ainda não ouvi a parte da segunda voz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2962307044608780517-1718942499288441784?l=tdsupimpis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/feeds/1718942499288441784/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2962307044608780517&amp;postID=1718942499288441784&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/1718942499288441784'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/1718942499288441784'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/2009/10/opera-domiciliar.html' title='Som da rua'/><author><name>Társio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02355260389268722078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2962307044608780517.post-6582765406819980951</id><published>2009-10-24T17:48:00.000-07:00</published><updated>2009-10-24T18:01:53.483-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Está difícil criar. Sentar e pensar e se dedicar e me botar a escrever do nascer do Sol até o adormecer da Lua... Tenho realmente inveja dessas pessoas que conseguem ignorar todo o mundo ao redor e escrever sem parar. Quando começo a fazer algo, sinto já coceira de fazer outra coisa. É uma merda. O bom era quando, muleque, mandava tudo se foder e não me preocupava com estilo nem emprego, tudo o que importava era fazer uma historinha. Agora não dá. Quero fazer o melhor quadrinho do mundo, ganhar bolsa para estudar fora e transar. Mas sempre acabo é ficando que nem um babaca na frente do computador digitando as mesmas palavras até finalmente desistir e abrir alguma besteira na internet(lê-se site pornô).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2962307044608780517-6582765406819980951?l=tdsupimpis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/feeds/6582765406819980951/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2962307044608780517&amp;postID=6582765406819980951&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/6582765406819980951'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/6582765406819980951'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/2009/10/esta-dificil-criar.html' title=''/><author><name>Társio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02355260389268722078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2962307044608780517.post-5740625815232056232</id><published>2009-09-28T13:08:00.000-07:00</published><updated>2009-12-23T09:06:28.101-08:00</updated><title type='text'>Depois de 30 anos morando na mesma casa, família se encontra pela primeira vez.</title><content type='html'>Aconteceu na tarde de ontem, na casa dos Sousa e Lima em Copacabana, quando assaltantes invadiram o local. Os membros da família,  Anderson, 60 anos; sua mulher, Maria, 58 anos, e seus dois filhos, foram abordados cada um em seu aposento e levados ao banheiro, onde, incrédulos se encontraram, como estranhos que ficam presos no elevador.&lt;br /&gt;"A primeira coisa que eu fiz quando vi minha mulher e meus filhos foi tentar acertá-los com uma vassoura", diz Anderson dando um riso junto dos seus filhos, "pensei que fossem bandidos também". O filho mais velhos mostra a cicatriz onde a vassoura lhe acertou em cheio e adiciona, "Até ontem eu pensava que havia nascido no quarto sozinho como um messias, mas fico feliz por ter um pai... E uma herança!"&lt;br /&gt;Há 30 anos atrás Anderson e Maria se casaram após se verem sem mais nada para fazer. Passaram um dia no mesmo quarto, mas após muitas brigas para ver quem ficava de qual lado da cama, decidiram cada um ir para um quarto da casa. Ao ser perguntado sobre como fora a gravidez, Maria respondeu, "Só lembro de ter pedido para a empregada arranjar um lugar melhor para guardar as crianças. Elas faziam muito barulho! Fico feliz em ver que eles se tornaram homens!"&lt;br /&gt;Os assaltantes levaram boa parte dos objetos da família, mas Anderson de Sousa e Lima não pretende prestar queixa, "Estamos ocupados em nos conhecer e brigar."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2962307044608780517-5740625815232056232?l=tdsupimpis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/feeds/5740625815232056232/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2962307044608780517&amp;postID=5740625815232056232&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/5740625815232056232'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/5740625815232056232'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/2009/09/depois-30-anos-morando-na-mesma-casa.html' title='Depois de 30 anos morando na mesma casa, família se encontra pela primeira vez.'/><author><name>Társio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02355260389268722078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2962307044608780517.post-2536139562739100012</id><published>2009-09-15T05:34:00.001-07:00</published><updated>2009-10-25T10:54:31.705-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Quando criança, criei um amigo imaginário&lt;br /&gt;que a puberdade levou e deu lugar a namorada imaginária&lt;br /&gt;o tempo passou&lt;br /&gt;veio o emprego imaginário, a casa imaginária, o casamento imaginário&lt;br /&gt;até que na cadeira perto da janela do quarto, com os olhos entre rugas,&lt;br /&gt;contemplo tudo o que sobrou: uma vida imaginária.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2962307044608780517-2536139562739100012?l=tdsupimpis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/feeds/2536139562739100012/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2962307044608780517&amp;postID=2536139562739100012&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/2536139562739100012'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/2536139562739100012'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/2009/09/o-tempo-passa-e-voce-deixa-de-ter-um.html' title=''/><author><name>Társio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02355260389268722078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2962307044608780517.post-6344677216962394680</id><published>2009-09-05T15:38:00.000-07:00</published><updated>2009-09-29T12:48:18.727-07:00</updated><title type='text'>À luz do Sol, todos são tolos</title><content type='html'>Um garoto estava na calçada da rua. Aliás, era um garoto negro que estava na calçada da rua. E não somente isso. Era um garoto negro e sem camisa e ele estava na calçada da rua. Um senhor de idade e gorduras avançadas passou por ele, mas não sem um relance de olhares cruzados. A 1 metro dali, o senhor parou. O Sol quente batia forte em sua boina marrom e precisou pegar um paninho no bolso para tirar o suor do rosto. Mirava o garoto negro sem camisa que se distraia com os seus pés. Foi se aproximando até  a sua sombra se sobrepôr ao menino que enfim lhe deu atenção, e viu a mão cheia de dobras trazer uma nota de R$ 2,00. Os olhinhos piscaram e a cena ficou paralizada, dando o velho o mote para para a cena seguinte.&lt;br /&gt;-Aqui. É para você comer. - disse com um sorriso e um balançar da nota.&lt;br /&gt;A boca do outro abriu para dizer algo, mas fechou no segundo seguinte, pegando os 2 reais. O velho contente deixou o garoto negro sem camisa e se foi feliz consigo mesmo. Feliz ao ver que, para o mundo der certo, apenas bastava um pequeno gesto de fé como o dele. Que homem era!&lt;br /&gt;O garoto negro sem camisa é que não entendia muito bem. O dia começara bastante chato com a sua mãe proibindo de jogar video game, de modo que foi ver se encontrava alguns dos amigos na rua. É claro não encontrou ninguém porque todos estão nos seus devidos computadores ou video games. Não viu nenhuma opção a não ser ficar na calçada olhando as pessoas passarem. Tirando a camisa por causa do calor. Quem diria? Com dois reais dava até pra ir numa lan house.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2962307044608780517-6344677216962394680?l=tdsupimpis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/feeds/6344677216962394680/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2962307044608780517&amp;postID=6344677216962394680&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/6344677216962394680'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/6344677216962394680'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/2009/09/luz-do-sol.html' title='À luz do Sol, todos são tolos'/><author><name>Társio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02355260389268722078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2962307044608780517.post-7693417620239182685</id><published>2009-08-26T06:08:00.000-07:00</published><updated>2009-09-28T12:43:33.929-07:00</updated><title type='text'>3 passos para a felicidade</title><content type='html'>Com um livro de auto-ajuda novinho no braço, Afrânio decidiu que era hora de mudar de vida. Iria se trancar em casa, ler o seu livro da primeira letra falando que ser feliz é tudo muito simples até a última letra, 200 páginas depois cheias de regras e gráficos, congratulando o leitor por ser agora um ser humano pleno e completo e capaz de fazer boas escolhas. Viveria agora segundo o texto sagrado, comprado numa promoção de 9,99 da banca de Jornal.&lt;br /&gt;E assim, o Sol subiu e desceu sobre a pequena casa do subúrbio. Foi na manhã seguinte, de céu ensolarado e pintado nas cores fortes de um quadro bucólico, que Afrânio finalmente abriu as portas de casa. Parou um instante na soleira, esfregando os olhos mal costumados a luz e deu um sorriso para o mundo. Ali estava um novo homem! Sua postura correta e os seus ombros relaxados revelavam a autoconfiança de quem sabe que os frutos estão aí, só é preciso estender a mão e pega-los. Não há tempo de ficar sentado reclamando da vida, pois a vida estava aí para ser vivida(p102 de "Eu sou feliz e você?"). Essas palavras piscavam na cabeça de Afrânio quando ele deu seu primeiro passo rumo a felicidade e piscavam também quando deu o seu segundo passo, contudo, no terceiro, o que piscava mesmo - em letras vermelhas e tremidas - era CARALHO! Pois segundos depois Afrânio estava de baixo da roda de um caminhão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2962307044608780517-7693417620239182685?l=tdsupimpis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/feeds/7693417620239182685/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2962307044608780517&amp;postID=7693417620239182685&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/7693417620239182685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/7693417620239182685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/2009/08/3-passos-para-felicidade.html' title='3 passos para a felicidade'/><author><name>Társio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02355260389268722078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2962307044608780517.post-4633044501278648906</id><published>2009-08-22T18:41:00.000-07:00</published><updated>2009-08-28T09:54:34.342-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Sabe seria legal se na virada de um aniversário acontecesse de fato uma transformação. Algo como  você começar a brilhar e um letreiro aparecer em cima de sua cabeça dizendo: Parabéns! Você passou de nível e aprendeu uma nova habilidade, floricultura ou falar com garotas sem gaguejar. Seria mais emocionante e divertido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2962307044608780517-4633044501278648906?l=tdsupimpis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/feeds/4633044501278648906/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2962307044608780517&amp;postID=4633044501278648906&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/4633044501278648906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/4633044501278648906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/2009/08/sabe-seria-legal-se-realmente-na-virada.html' title=''/><author><name>Társio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02355260389268722078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2962307044608780517.post-8076458752844688841</id><published>2009-08-18T17:28:00.000-07:00</published><updated>2009-08-18T17:34:09.574-07:00</updated><title type='text'>Namoros de alto teor alcoólico</title><content type='html'>Demorou 22 anos para eu descobrir o que é namoro e apenas 1 mês para descobrir o que é terminar um namoro. Se existe algo como uma balança no universo, é hora dela ir para o conserto. De qualquer forma, experiência é experiência e eu aprendi algumas coisas nesses tempos. Bem, além do fato de que as garotas decidem tudo, aprendi que levar um fora é muito parecido com ficar sóbrio, só que um tanto pior. Quer dizer, um dia você está lá achando a vida as mil maravilhas, dando beijos e abraços para todos até que, com um “a-gente-tem-que-conversar”, o mundo se torna amargo e tudo que você quer é quebrar a cara de qualquer pessoa que discorda. E a ressaca... simplesmente pode durar dias, semanas, sem previsão, só dependendo do quão rápido você aceita deixar os sentimentos irem para os arquivos embaralhados da memória e se perderem lá. É claro logo, logo você vai estar bebendo e se engraçando com um outro futuro desentendimento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2962307044608780517-8076458752844688841?l=tdsupimpis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/feeds/8076458752844688841/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2962307044608780517&amp;postID=8076458752844688841&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/8076458752844688841'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/8076458752844688841'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/2009/08/namoros-de-alto-teor-alcoolico.html' title='Namoros de alto teor alcoólico'/><author><name>Társio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02355260389268722078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2962307044608780517.post-3616069412963653368</id><published>2009-05-16T06:43:00.000-07:00</published><updated>2009-05-16T06:44:45.260-07:00</updated><title type='text'>Mil e nenhuma utilidade</title><content type='html'>Ontem faltou luz em casa. É um momento muito peculiar, porque você percebe que sem eletricidade você é o ser mais inútil que um panda, o animal mais depressivo e neurótico do mundo depois do Woody Allen. Quer dizer, eu de modo geral sei da minha inutilidade, mas há todos tipos de acessórios legais cheio de botões que fazem coisas curiosas para ajudar a me consolar e me distrair nessas horas. (e eu não estou falando aqui de vibradores, hein engraçadinhos?)&lt;br /&gt;No minuto que as luzes se apagam, as pessoas começam a andar que nem zumbis a procura de uma vela. É um tal de bater com a canela nas mesas e com a cara nas paredes até que achem alguma só para, então, se verem a volta com a pergunta: E os, fósforos, onde diabos ele estão?!&lt;br /&gt;Alguns com menos espírito e vontade, apenas abrem seus celulares e o abraçam numa posição fetal. Lá eles ficam, incubados, a espera do retorno de alguns watts para que possam renascer.&lt;br /&gt;E quando retornam, quando os ventiladores voltam a girar, o jornal nacional a aparecer falando sobre como o Brasil está enfrentando a crise e principalmente quando você percebe que todo esse tempo estava fazendo xixi fora da privada; é a alegria(não a de quem for lavar o banheiro, é claro). Pessoas pulam e se abraçam; outros, orgulhosos, requisitando a sua presença nos anais da história, bradam "não avisei que ia voltar! eu sei do que to falando!"&lt;br /&gt;Todos passaram por pouco de perceberem as suas limitações quanto seres vivos e voltarem a dizer ugauga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eu quis dizer é que foi um tédio a noite no escuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rio, 24/04/09.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2962307044608780517-3616069412963653368?l=tdsupimpis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/feeds/3616069412963653368/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2962307044608780517&amp;postID=3616069412963653368&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/3616069412963653368'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/3616069412963653368'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/2009/05/mil-e-nenhuma-utilidade.html' title='Mil e nenhuma utilidade'/><author><name>Társio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02355260389268722078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2962307044608780517.post-7827101970734271843</id><published>2009-05-15T18:37:00.000-07:00</published><updated>2009-05-15T18:38:00.719-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>A minha família pensa que sou hippie&lt;br /&gt;Os estudantes caretas, que sou maconheiro comunista&lt;br /&gt;e os drogados doidões, que sou careta punheteiro&lt;br /&gt;Chefes vão dizer: Este é um genial incompetente! Logo antes de me demitirem&lt;br /&gt;As mulheres acham que não acham que há o que se achar.&lt;br /&gt;Então, pergunto&lt;br /&gt;Quem me conhecer de querer há?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2962307044608780517-7827101970734271843?l=tdsupimpis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/feeds/7827101970734271843/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2962307044608780517&amp;postID=7827101970734271843&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/7827101970734271843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/7827101970734271843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/2009/05/minha-familia-pensa-que-sou-hippie-os.html' title=''/><author><name>Társio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02355260389268722078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2962307044608780517.post-5623929360940051519</id><published>2009-05-11T09:32:00.000-07:00</published><updated>2009-05-11T09:36:11.773-07:00</updated><title type='text'>Insônia</title><content type='html'>Me reviro que viro na cama e nada. O jeito é aproveitar as horas extras mal dormidas e ver se os pensamentos tomam jeito e deixam de ficar pairando na noite a procura de encrenca.&lt;br /&gt;Escrevo um pouco que posto no blog. Como é pouco não dá conta da minha inquietação, por isso entro no youtube para ver se tem algo para me distrair. Acaba por vir a minha cabeça o nome the do, e olha só. é com o ó riscado meio estilo russo. Sei lá. Escuto e gosto, é gostoso de ouvir a voz da moça e não é nem um pouco parecido com cold play, como eu tinha medo de ser. Vejo mais algumas coisas esquecíveis e finalmente os meus pensamentos parecem se assentar em seus devidos aposentos no cérebro. Eu igualmente vou pro meu, mas a insônia puxa a minha coberta e me empurra do col-pro-chão. De todas as companheiras, essa é última que se quer na cama.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2962307044608780517-5623929360940051519?l=tdsupimpis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/feeds/5623929360940051519/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2962307044608780517&amp;postID=5623929360940051519&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/5623929360940051519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/5623929360940051519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/2009/05/insonia.html' title='Insônia'/><author><name>Társio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02355260389268722078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2962307044608780517.post-5913937571628066374</id><published>2009-05-10T20:38:00.000-07:00</published><updated>2009-05-10T21:05:30.275-07:00</updated><title type='text'>É o que digo pra mim, mas não sei se acredito</title><content type='html'>Aceitar a dor&lt;br /&gt;Aceitar o mal&lt;br /&gt;Aceitar a morte&lt;br /&gt;Transformar tudo isso num riso&lt;br /&gt;E seguir em frente&lt;br /&gt;                                entre&lt;br /&gt;                                          diante&lt;br /&gt;                                                      ponderante&lt;br /&gt;                                                                            à poça de sangue da vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2962307044608780517-5913937571628066374?l=tdsupimpis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/feeds/5913937571628066374/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2962307044608780517&amp;postID=5913937571628066374&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/5913937571628066374'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/5913937571628066374'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/2009/05/e-o-que-digo-pra-mim-mas-nao-sei-se.html' title='É o que digo pra mim, mas não sei se acredito'/><author><name>Társio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02355260389268722078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2962307044608780517.post-1335117407050975789</id><published>2009-05-10T07:20:00.000-07:00</published><updated>2009-05-10T13:05:42.809-07:00</updated><title type='text'>.</title><content type='html'>O mané tá no chão e o bandido aponta a 9mm pra ele. E o policial aponta o fuzil fodido no cangote do marginal. Mas o policial tá no olho da M-16 do traficante bolado, que ta na mira da milícia, que ta visada pelos milicos, tudo no olho do microfone do jornalista metido. E os políticos? Tão é com uma bomba nuclear apontada pra cima de todos!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2962307044608780517-1335117407050975789?l=tdsupimpis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/feeds/1335117407050975789/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2962307044608780517&amp;postID=1335117407050975789&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/1335117407050975789'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/1335117407050975789'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/2009/05/te-pega-daqui-te-paga-de-la.html' title='.'/><author><name>Társio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02355260389268722078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2962307044608780517.post-5426720660186234342</id><published>2009-05-07T07:15:00.000-07:00</published><updated>2009-05-08T05:05:34.986-07:00</updated><title type='text'>atenção</title><content type='html'>O amor perdeu o ponto&lt;br /&gt;Você acaba de saltar na terra da ironia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem passagens de volta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2962307044608780517-5426720660186234342?l=tdsupimpis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/feeds/5426720660186234342/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2962307044608780517&amp;postID=5426720660186234342&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/5426720660186234342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/5426720660186234342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/2009/05/atencao.html' title='atenção'/><author><name>Társio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02355260389268722078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2962307044608780517.post-756465723014994312</id><published>2009-04-25T16:40:00.000-07:00</published><updated>2009-04-27T09:08:19.787-07:00</updated><title type='text'>O que Hollywood tem a ver com o sentido do universo?</title><content type='html'>Em Los Angeles, Hollywood, existia uma mansão... quer dizer, existiam muitas, mas para nossa história aqui havia uma em especial. A residência como você já deve imaginar, era um verdadeiro castelo, isso se o Rei, no caso, fosse chegado a arte noveau, a portas de vidro não muito úteis contra invasões bárbaras, a escultura de personagens de cinema e a feng shui. Porém, o que de fato impressionava era o vazio. Se você entrasse pela porta principal, se depararia com um hall que era um pouco mais que uma caixa vazia com uma passagem para uma sala espaçosa  sem decoração, apenas ar e uma escada suntuosa. Subindo seus degraus, ouvindo o eco dos seus passos, chagaria a um longo corredor a se estender por dois lados, onde nada acontecia. Se você estivesse num dia especialmente monótono poderia de repente seguir o corredor da direita, passar por alvas paredes e por 4 portas desinteressantes para entrar na quinta e se deparar com um produtor de Hollywood e seu assistente debruçados no que pareciam ser livros, roteiros e dvds espalhados por tudo quanto é canto. O quarto foi transformado num apartamento com cama, uma mini-cozinha e um pinico. O produtor apertava os olhos e suava com o que parecia ser uma cópia traduzida para o inglês da escritora brasileira Bruna Surfistinha.&lt;br /&gt;-Que, Droga! – gritou ele, tacando o livro aos léus, ou melhor na cabeça do assistente.- Tem muita palavra nesses livros! Isso é coisa de intelectual, não dá filme não! Como você está aí, Tom?&lt;br /&gt;Tom pressionou o pause de seu joystick, congelando a imagem da TV na hora em que um homem de macacão, boné vermelho e bigode derrapava dentro de um kart.&lt;br /&gt;-Ah tem esse jogo interessante. Eu não entendi muito bem, mas é sobre esse encanador italiano que quer ganhar uma corrida de kart para se casar com uma princesa.&lt;br /&gt;-Bah! Karts não chamam a atenção de garotos de 13 anos, a não ser que se transformem em robôs. – agarrou o assistente pela camisa – Eles se transformam em robôs?&lt;br /&gt;-Não senhor.&lt;br /&gt;-Então, não serve pra nada, Tom. Deus! – gritou o produtor, puxando o cabelo para trás e esbugalhando os olhos. Muitos assassinos fazem isso antes de ter uma idéia brilhante para fazer as pessoas caberem no seu forno microondas. – Estamos fodidos! Se a gente não tiver uma idéia prum filme estamos fodidos! Porra, Tom, para que eu te pago?&lt;br /&gt;Tom pensou em dizer que o seu salário estava atrasado há mais de um mês, contudo decidiu ficar quieto e procurou ver se havia algo em sua cabeça, mas ali tinha menos conteúdo do que televisão aos domingos. Como muitos jovens do interior, ele veio para Hollywood porque a sua mãe vivia dizendo que era cheio de idéias, o que era dito de qualquer um da região que conseguia redigir um parágrafo inteiro.&lt;br /&gt;-A gente podia escrever um roteiro novo.&lt;br /&gt;Ao ouvir as próprias palavras foi tomado de um susto, sentiu que dissera alguma blasfêmia, uma blasfêmia contra algo maior do que Deus, a indústria. Num trovão, o produtor se ergueu, deixando cair no chão o amontoado de folhas que havia em cima dele. Puxou o cabelo para trás de novo, arrancando alguns fios. De fato, descobrira um jeito de encaixar o garoto num fogão.&lt;br /&gt;-Escrever um roteiro original?! Como assim escrever um roteiro original, Tom?&lt;br /&gt;-Pensei que...&lt;br /&gt;-Não Pensou! Diabos, não há nada de original para se fazer! Tudo que é bom já foi feito. O nosso trabalho é pegar essas coisas e colocar mais sexo e mais violência. Nada se cria tudo se transforma, Tom. Estamos apenas contribuindo para o funcionamento do universo e ganhando dinheiro com isso. E merda! Nem isso conseguimos!&lt;br /&gt;Pontuou o esporro chutando a bagunça ao redor até que se sentou no seu colchão e, com o rosto escondido entre as mãos, desatou num choramingo. Era isso: ou vendia a casa ou morria de fome ali dentro, esquecido num quarto. Oras, claro que preferia morrer. Imagina sair pela rua como um fracassado? Deixar as suas esculturas exuberantes de Elvis Presley sendo abduzido por ovnis para trás e pela primeira vez na vida arranjar um trabalho de verdade, com carga horária e sem intervalo para ir a uma festa com modelos ou cheirar cocaína? Tudo porque livros eram chatos! Porra, precisa fazer faculdade pra estudar cinema? Se tinha, não lhe contaram. Achando que o choramingo não bastava, decidiu ir com tudo e partiu para os prantos e lamúrias. Não obstante, já que a sua vida iria acabar mesmo, jogou-se para debaixo da cama para se acostumar às trevas.&lt;br /&gt;-Senhor? –perguntou Tom, segurando o roteiro de Titanic como um porrete ao se abaixar para sondar o esconderijo.&lt;br /&gt;-Saia daqui! – gritou a voz vinda das sombras entrecortada de soluços, soprando a franja de Tom - Me deixe em paz! Já me roubou o dinheiro, como todos. Vá embora!&lt;br /&gt;-Senhor, é que eu acho que acabei de ter uma idéia para uma adaptação.&lt;br /&gt;Dois globos brancos se abriram no breu de baixo. Uma cabeça hollywoodiana suja e vermelha saiu dali, arrastando-se. O garoto deu um passo para trás e os seus dedos apertaram com mais força o calhamaço do roteiro de Titanic que balançava de um lado para o outro. O produtor, indiferente, disse:&lt;br /&gt;-O que tem aí, vamos ver.&lt;br /&gt;Tom coçou a cabeça e fugiu do olhar que o encarava ali em baixo. Sua voz vacilou um pouco, mas acabou por engatar:&lt;br /&gt;-HUmm...eu assisti 20 minutos de um filme ontem, acho que o nome é Matrix. E bem... é sobre esse cara que vive num vídeo game e luta kung-fu em slow motion, uma técnica que ele aprendeu com uma senhora dona de casa ou algo assim. Pensei... Nós podíamos fazer um remake...&lt;br /&gt;A opinião foi ouvida e se fora de agrado ou não era difícil de se dizer, pois o homem não se moveu um centímetro do chão. Só o som dos estalos repetidos das juntas dos dedos do nervoso Tom quebravam a monotonia.&lt;br /&gt;-Um remake hein?- falou finalmente o produtor, e uma sobrancelha se ergueu.&lt;br /&gt;-Hum. Sim, quer dizer... já faz quase 10 anos que passou nos cinemas e... calma aí, senhor! Não faça isso. Eu...&lt;br /&gt;Tom foi interrompido porque o tal do produtor fizera realmente algo. Contudo diferente do que o garoto da fazenda pensava, ele não tentou lhe estrangular e muito menos o cortar em pedaços, tudo o que ele fez foi lhe dar um abraço e um beijo constrangedor no rosto com um estalo tão ridículo que parecia feito a partir de um sintetizador. Era algo como bola chiclete explodindo misturado com o ruído de alguém abrindo um fecho de velcro. E o beijo foi constrangedor apenas porque o rapaz ainda não fora em nenhuma festa, onde provavelmente seria flertado por uma série de indivíduos das mais diferentes sexualidades e, porque não dizer, até de outras espécies. Lessie e Madonna, contam as más línguas, já deram lá os seus pegas.&lt;br /&gt;Após alguns segundos de abraços e exclamações extasiadas, Tom foi liberto, a exceção de uma mão no seu ombro. O produtor estava agora numa outra terra já podia ver os cartazes no cinema:&lt;br /&gt;-Matrix: Bug!A saga recontada! Agora com atores bonitos! Estrelando os Jonas Brothers e a Beyoncee!&lt;br /&gt;Nunca mais precisará se livrar daquela mansão, talvez, quem sabe, compre as mansões do vizinho, assim, pra ter um lugar para seus animais silvestres excêntricos e os seus “personals rockstar” brincarem e terem overdoses.&lt;br /&gt;O equilíbrio do universo havia retornado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2962307044608780517-756465723014994312?l=tdsupimpis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/feeds/756465723014994312/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2962307044608780517&amp;postID=756465723014994312&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/756465723014994312'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/756465723014994312'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/2009/04/o-que-hollywood-tem-ver-com-o-sentido.html' title='O que Hollywood tem a ver com o sentido do universo?'/><author><name>Társio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02355260389268722078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2962307044608780517.post-763349085156985051</id><published>2009-01-28T02:35:00.000-08:00</published><updated>2009-01-28T02:36:49.694-08:00</updated><title type='text'>MacFome</title><content type='html'>Quando a gente pensa que se acostuma a todo tipo de merda: tiroteio, mendigos na rua, políticos corruptos, Faustão – tá, esse não tem como se acostumar mesmo - ; o Brasil vai lá e  consegue te surpreender. Estava a minha pessoa e a de meu colega sentados numa mesa do McDonald, certo? Nós entramos lá porque estava relativamente quieto e precisávamos de toda concentração possível para discutir quem era mais forte, o Hulk ou o Super-Homem; de forma que nem reparamos numa menininha de uns 7 anos talvez parada ao nosso lado. Só quando o meu pé esbarrou nela que me dei realmente conta da sua presença.&lt;br /&gt;-Opa. Desculpa.&lt;br /&gt;Ela voltou-se pra mim e ficou ali, com dois olhos enormes no seu rosto negro redondo. As mãosinhas seguraram na mesa. Fiquei preso ali, diante do pequeno ser. Dei um sorriso amarelo ao que ela respondeu com um rumor de voz engatinhando que não era só fofo! era como ser atingido por uma propaganda de caridade na cara.&lt;br /&gt;-Moooço, pode comprar um hambúrguer.&lt;br /&gt;Caralho! Olhei rapidamente pro meu colega e depois pra ela, pros imensos globos oculares que cresciam e cresciam. Foi um daqueles momentos em que você se divide em várias vozes: tipo o anjinho num ombro, o diabo no outro e o Boris Kazói em cima da cabeça. Independente da sua escolha, Boris Kazói sempre te bate com sua frase “Isso é uma vergonha!” Contudo, era necessário colocar alguns fatos em perspectivas: a menina era plenamente saudável, vestia roupas normais e nem cheirava a vestígios da vida na rua. Porra, ela era só uma criança qualquer que devia treinar olhar de cachorro esfomeado na frente do espelho todo santo dia. O veredicto foi: Poxa, agora não dá, ok? O meu colega complementou: A gente nem comprou pra nós mesmos.&lt;br /&gt;E foi aí que o segundo round começou. Ao invés de ir embora, a nossa interlocutora continuou estacada em sua posição, nos encarando. Eu virava para o lado, contava até 10 e a personagem de um especial do “criança esperança” não arredava o pé. O meu amigo simplesmente deu de ombros. Nenhuma dessas preocupações se passava na cabeça dele, o cara é igual a um iceberg, sendo que o bloco de gelo é mais festeiro. Enfim, quando a minha mão começava a coçar e o Boris Kazói a gritar no meu ouvido, ela finalmente cedeu e de cabeça baixa declarou a sua derrota ou a de minha moral. Tanto faz.&lt;br /&gt;-Você ia quase ceder! Quantas vezes vou ter que te ensinar a repudiar todos os outros.&lt;br /&gt;-Porra, a garota tinha poderes cara! Você viu aquilo? Pensei que não ia mais embora!&lt;br /&gt;Só que ela fora. Todavia, não sozinha. Aliás essa é a razão de ser de toda essa crônica, do fundo do McDonald veio essa mulher que segurou a garota pela palma da mão e com  um “vamos, filha” saiu da lanchonete. Vi as duas cruzando a rua, pobres brasileiras que agüentam a dureza de não ter um BigMac com fritas e coca grande todos os dias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2962307044608780517-763349085156985051?l=tdsupimpis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/feeds/763349085156985051/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2962307044608780517&amp;postID=763349085156985051&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/763349085156985051'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/763349085156985051'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/2009/01/macfome.html' title='MacFome'/><author><name>Társio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02355260389268722078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2962307044608780517.post-4144985238221512842</id><published>2009-01-20T07:57:00.000-08:00</published><updated>2009-01-27T14:44:14.989-08:00</updated><title type='text'>Papo furado</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_LiArq84pmGA/SXX09XZxpEI/AAAAAAAAACY/XZvbzQn98_E/s1600-h/1160051658_f.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 200px; height: 150px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_LiArq84pmGA/SXX09XZxpEI/AAAAAAAAACY/XZvbzQn98_E/s200/1160051658_f.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5293406272135210050" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Pontinho1: E aí, o que tem feito?&lt;br /&gt;Pontinho2: Nada demais. E você?&lt;br /&gt;Pontinho:1: É... você sabe... humm... O tempo tá meio estranho, não? Acho que está mais branco do que ontem.&lt;br /&gt;Pontinho2: Eu diria que você tem razão, mas nem se compara àquela temporada de brancura do ano passado!&lt;br /&gt;Pontinho1: Ano passado? Vc não quis dizer ano retrasado?&lt;br /&gt;Pontinho2:É... Não sei dizer direito... as coisas sempre ficam confusas na minha memória...&lt;br /&gt;Pontinho1: Aahh...&lt;br /&gt;Pontinho2: Que coisa... então...&lt;br /&gt;Uma tosse, duas tosses e um longo acesso de tosses constragidas que preocupariam um médico.&lt;br /&gt;Pontinho2 (rouco): Ei! Você sabe o que são dois pontinhos num fundo branco?&lt;br /&gt;Pontinho1 (também rouco): Não! O quê?!&lt;br /&gt;Pontinho2: Humm... eu não sei, pensei que vc soubesse essa piada... pra contar, sabe...&lt;br /&gt;Pontinho1: Não, eu não sei...&lt;br /&gt;Pontinho2: Imagino que tem algo a ver com skinnis suicidas....&lt;br /&gt;Pontinho1: O que é um skiny?&lt;br /&gt;Pontinho2 levanta os ombros, metaforicamente falando.&lt;br /&gt;Pontinho1: Acho que é melhor a gente voltar a rezar para a chegada do grande Deus Borracha. Ele irá nos levar para um lugar colorido onde esses tais skinis não precisem se matar.&lt;br /&gt;Pontinho2: Penso que é uma boa idéia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois começam as orações...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pontinho2(interrompendo a reza): Sabe o que seria bom?&lt;br /&gt;Pontinho1(desinteressado): O que?&lt;br /&gt;Pontinho2: Uma fêmea pra dar uns pegas!&lt;br /&gt;Pontinho1: Ué, eu sou uma fêmea.&lt;br /&gt;Pontinho2: Hã?! É?&lt;br /&gt;Pontinho1: Ah nem vem! Você não parece mulher!&lt;br /&gt;Pontinho2: Lamento, mas acho que vou recusar o seu elogio! Eu sou fê-mea!&lt;br /&gt;Pontinho1: Por que você tem toda essa certeza?!&lt;br /&gt;Pontinho2: Por que você tem tanta certeza de que é macho?&lt;br /&gt;Pontinho1: Oras, eu tenho... hummm... na verdade...&lt;br /&gt;Pontinho2: ARRÁ!&lt;br /&gt;Pontinho1: Vai ver é só uma maneira de pensar...&lt;br /&gt;Pontinho2: Acho que é melhor voltarmos a reza.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2962307044608780517-4144985238221512842?l=tdsupimpis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/feeds/4144985238221512842/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2962307044608780517&amp;postID=4144985238221512842&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/4144985238221512842'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/4144985238221512842'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/2009/01/pontinho1-e-o-que-tem-feito-pontinho2.html' title='Papo furado'/><author><name>Társio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02355260389268722078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_LiArq84pmGA/SXX09XZxpEI/AAAAAAAAACY/XZvbzQn98_E/s72-c/1160051658_f.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2962307044608780517.post-7826356118926784772</id><published>2008-12-06T05:33:00.001-08:00</published><updated>2008-12-06T07:05:04.297-08:00</updated><title type='text'>Trecho de conversa em festa de família</title><content type='html'>Estou prestes a tomar um copo d'água, quando a minha prima me aborda na cozinha. Num tom de voz provavelmente usado por espiões em festas da empresa falando mal dos chefes, ela pergunta:&lt;br /&gt;-Você gosta de alguma avó sua?&lt;br /&gt;O copo, preso na minha mão, está suspenso a poucos milímetros da minha boca, congelada num biquinho pensativo e, para observadores mais machistas, gay.&lt;br /&gt;-Hum... -digo e complemento, olhando para cima - Bom...&lt;br /&gt;-Cara, as minhas avós e avôs são um pior que o outro -ela emenda, a voz já assumindo o tom de "promoção de feira, na minha mão é mais barato" típico da minha família - uma é psicótica, outro racista, um  é viciado em jogo e o...&lt;br /&gt;-AAhh - recordo com um sorriso nostálgico -  Quando eu tacava farelo de biscoito na careca do vovô bigode, ele não brigava comigo. Então, tem que dar um ponto pro cara.&lt;br /&gt;-Eu não lembro nunca dele ter falado comigo.&lt;br /&gt;-Sério?&lt;br /&gt;-Sério. -afirma ela, fazendo um sinal com a cabeça. -Ele já falou com você?&lt;br /&gt;-Bom... - parei para pensar e não me veio nada em mente, mesmo assim respondi - vagamente. Nenhuma Conversa profunda. Ele não curtia muito desenho animado... o que cortava a maior parte do meu repertório...&lt;br /&gt;Nessa hora a minha prima puxa outra prima que passou por lá. Começo a temer que aquilo se torne uma grande discussão familiar, onde todos vão conversr sobre o sentimento de um pelo o outro e que tudo termine num grande constrangedor abraço familiar. Divago: seria bom que a minha casa fosse que nem os castelos medievais cheios de túneis para fugir... Aqueles Reis safados... eles sabiam como viver. Bem longe da família. (até por questão de sobrevivência, afinal só exisita uma forma de chegar ao trono)&lt;br /&gt;-Você lembra do vovô bigode falando com você? - pergunta a primeira para a segunda prima.&lt;br /&gt;-Mais ou menos. Ele deixava os meus irmãos passarem tinta na cara dele.&lt;br /&gt;-Você devia ter tacado migalha na careca dele... quebrava o gelo.&lt;br /&gt;-É né?- a primeira prima falou, enquanto levantava os os ombros e depois soltou um riso -  Meu pai sempre dizia pra mim "Filha se tiver algum problema, pode falar comigo porque o meu pai e eu nunca conversávamos" e eu respondia "Nem comigo, pai!"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2962307044608780517-7826356118926784772?l=tdsupimpis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/feeds/7826356118926784772/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2962307044608780517&amp;postID=7826356118926784772&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/7826356118926784772'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/7826356118926784772'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/2008/12/trecho-de-conversa-em-festa-de-famlia.html' title='Trecho de conversa em festa de família'/><author><name>Társio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02355260389268722078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2962307044608780517.post-1849468918155069144</id><published>2008-11-07T15:20:00.000-08:00</published><updated>2008-11-07T15:24:26.346-08:00</updated><title type='text'>Poeira no vento</title><content type='html'>As pessoas atravessavam a rua, seguindo as engrenagens do grande motor da cidade. Não olham para o lado, não se desviam do caminho, alguns para um sentido, uns para o outro. Alguns carros preocupados com a hora em que representarão o cuco saindo do relógio começam a buzinar. &lt;br /&gt;Assim como os outros, Glauco estava no seu trilho e estava quase chegando ao outro lado da rua, quando, no sentido oposto,  passou alguém familiar. Virou-se de chofre para trás, vendo as costas de uma mulher mais ou menos da sua idade, uns trinta e pouco, apesar dos trinta e poucos de Glauco parecerem quarenta e tantos.&lt;br /&gt;Como que preso por um centro gravitacional, Glauco seguiu o cheiro de passado no ar, aumentando o passo em alguns saltos, pois o sinal de trânsito na sua infalível sincronia  abrira. A engrenagem não podia atrasar.&lt;br /&gt;Sinal verde. Motor de carro. Pés batendo no chão, nervosos e acelerados.&lt;br /&gt;Glauco pára logo acima da sarjeta,  bafejante. Era magro e raramente fazia algo além de ficar sentado na cadeira o dia inteiro; não era do tipo atlético. E suas olheiras e pela branca lhe davam a impressão de que esmaecia de alguma doença. Os olhos percorreram todas as direções do caminho à procura da moça. Encontrou-a. Andava apressada; os volumosos cabelos castanhos claros balançando sobre os ombros.&lt;br /&gt;Com o fôlego ainda não recuperado, emparelhou com ela em busca de um vislumbre do rosto da memória. Estava quase conseguindo, mas a concentração o levou a não prestar atenção ao poste que aparentemente materializara na sua cara. Soltou um gritinho fino comprimido pelo baque que ajudou a situação toda ficar mais ridícula. Passou mão na cabeça que latejava e soltou alguns dos xingamentos que se permitia dizer: bosta! Que droga de poste!&lt;br /&gt;O acidente acabou por chamar a atenção da mulher que ele seguia, estava agora de frente para ele.&lt;br /&gt;-Você ta legal?- ela perguntou.&lt;br /&gt;Ele respondeu que sim, abrindo os olhos e a vendo pela primeira vez. Porém, não era a primeira vez. A mulher, satisfeita com seu auxílio e com a resposta, logo se voltou para o seu trilho. O tempo não espera, porém....&lt;br /&gt;-Espere! – pediu Glauco, que ainda tentava acertar os pensamentos.&lt;br /&gt;-Sim? - com a mão entre os cabelos e o corpo de lado, preparada para fugir.&lt;br /&gt;O homem se ajeitou um pouco, passando a mão pela camisa branca.&lt;br /&gt;-Você não se lembra de mim?&lt;br /&gt;-Desculpa. Não.&lt;br /&gt;-A gente estudou na oitava série. Escola Santo Antônio. Eu sempre te oferecia bala no recreio, lembra? O Glauco. &lt;br /&gt;Com uma careta, a mulher fingiu fazer esforço para lembrar. Mas sabia que nunca tinha visto esse cara na sua vida e estava começando a perder a paciência. Uma das suas mãos já começava a tatear a bolsa para verificar se estava o celular, caso se fizesse necessário o bom e velho truque. “Hey, desculpa, acabaram de me ligar. Precisam de mim para uma cirurgia de emergência. Vida ou morte! Tchauzinho.”&lt;br /&gt;-Ah... sim. Glauco- ela falou, desviando o olhar – Ótimas balas. &lt;br /&gt;Ele soltou um sorriso de contentamento. Uma pena que não estava com nenhuma bala no momento.&lt;br /&gt;-Mas bem, hã... eu tô com pressa agora. Qualquer dia a gente combina de reunir a galera. A gente se fala!&lt;br /&gt;Tão logo ela deu as costas, Glauco se manifestou, “ Você não se lembrou né?” &lt;br /&gt;Ela soltou um suspiro e ele voltou a insistir numa dezena de pequenos feitos, como quando ele havia pego os cadernos dela, que caíram no chão da sala em 4 de outubro; do bicho de pelúcia que ele lhe deu no aniversário; da vez que ele sem querer vomitou na frente dela numa festa e muitas outras situações. Não obtendo êxito, decidiu trazer a sua lembrança mais querida e que em todos anos de sua vida nunca se amarelou, a lembrança da carta. Escrevera uma carta com todos seus sentimentos. Elegias, sonetos e declamações eram o que não faltava na carta. Entregou-a através de uma colega em comum e recebeu, em resposta, uma outra carta que dizia que nunca havia visto palavras tão bonitas antes, mas que lhe queria como amigo, um grande amigo. E que ela não sabia amar e - meio sem contexto - tinha muita coisa pra estudar.  &lt;br /&gt;Foi o que Glauco contou para ela.&lt;br /&gt;-Hahaha! Cada coisa que a gente faz quando é adolescente, né? – brincou a mulher. –Que coisa, não lembro disso não.                                                                                       &lt;br /&gt;-Não?! – o homem estava pálido, o que era uma proeza considerando a sua aparência descolorida.&lt;br /&gt;-Não não. – falou descontraída - Vou dar uma olhada nas minhas coisas. É sempre bom dá umas boas risadas.&lt;br /&gt;-É?!                       &lt;br /&gt;Um aceno leve anunciou a saída da mulher e de sua memória. Todo aquele tempo aquilo ficara guardado nele e todo aquele tempo não significara nada. Quantas mais recordações preciosas não sofriam do mesmo mal? E tudo o que lhe restava eram as memórias e o trilho o qual seguia: acordar, almoçar, trabalhar, pagar divórcio de vez em quando, dormir mal. Lembrou-se dos tempos de criança, quando não tinha responsabilidade, quando as escolhas ainda estavam sendo feitas. Memórias falidas levadas pelo vento, o vento da rotina.&lt;br /&gt;Naquele dia, não sentou a bunda na cadeira do trabalho, não perdeu tempo com as mesmas coisas do jornal e TV. Pegou a tal carta que estava dentro de uma caixa, levou-a para um bar qualquer, onde, acompanhado de cerveja intercaladas por doses de cachaças,  anotou alguns palavrões que nunca falara e piadas mesquinhas por toda página de sentimentalismo. O vento havia passado e o ar estava quente e, no bar, fazia-se uma agradável bagunça.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2962307044608780517-1849468918155069144?l=tdsupimpis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/feeds/1849468918155069144/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2962307044608780517&amp;postID=1849468918155069144&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/1849468918155069144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/1849468918155069144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/2008/11/poeira-no-vento.html' title='Poeira no vento'/><author><name>Társio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02355260389268722078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2962307044608780517.post-5458579027224314528</id><published>2008-09-11T09:26:00.000-07:00</published><updated>2008-09-25T10:29:05.894-07:00</updated><title type='text'>O garoto no canto</title><content type='html'>Uma vez o jovem Frederico foi a uma festa. Porém, como não descolava da cadeira no canto, seus familiares e amigos começaram a incentivá-lo a dançar com uma garota bonita, que sorria em meio à bagunça de sons e música. Só que o garoto não dava ouvidos, pois só de olhar para ela perdia o controle do lado direito do cérebro.&lt;br /&gt;-Desculpa, gente, mas tenho que cuidar da mesa. Eu ouvi dizer que tem vândalos no bairro. - falava o garoto enrolado, evitando os olhares de seus interpeladores.&lt;br /&gt;Seu tio, que fazia parte do grupo e cuja cerveja lhe dava apoio para insistir em suas convicções, protestou, entre um soluço e outro: "Deixa disso!". Colocou os braços em torno do garoto, que se tivesse um casco nas costas se encolheria para dentro. Derramando um pouco de cerveja, o tio continuou:&lt;br /&gt;-Quando tchinha a sua idache, 2 anos ou 30 sei lá... dançava com um monte de gatchias. Me chamavam de Romildo, pé de vala. Não! De valsa! Porque eu era bom de futebol e e...&lt;br /&gt;-Olha, eu não quero dançar! Putz Grila!&lt;br /&gt;-Que nada, qual é o máximo que pode acontecer?&lt;br /&gt;O garoto tinha uma resposta para isso, mas várias mãos começaram a  puxá-lo da segurança de sua cadeira para colocá-lo diante do misterioso olhar feminino. Sentiu as costas serem cutucadas por algum objeto pontiagudo. Era a sua mãe que não parava de soltar frases do tipo "Eles não formam um casal bonitinho!"&lt;br /&gt;Vendo que não tinha mais escolhas, sentiu-se cada vez menor dentro daquele mundo. Tentou mover-se, mas as pernas estavam mais pesadas, enquanto, com medo, o sangue fugia para a cabeça. O coração palpitava como um alarme de usina nuclear no momento em que, de olhos para o chão, perguntou algo muito parecido com "quer dançar". Antes de qualquer resposta pela outra parte, os átomos de seu corpo, em desespero, entraram em fissão e o seu corpo explodiu numa nuvem que cobriu festa; o quintal; a casa; a rua.&lt;br /&gt;Todos morreram e, no local da tragédia, fora colocado um memorial. Uma cadeira com uma placa onde se lê:&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt; Isso é o máximo que se pode acontecer.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2962307044608780517-5458579027224314528?l=tdsupimpis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/feeds/5458579027224314528/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2962307044608780517&amp;postID=5458579027224314528&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/5458579027224314528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/5458579027224314528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/2008/09/o-garoto-no-canto-ou-como-uma-festa-com.html' title='O garoto no canto'/><author><name>Társio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02355260389268722078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2962307044608780517.post-7095967450372942289</id><published>2008-08-24T06:10:00.000-07:00</published><updated>2008-08-24T06:56:49.998-07:00</updated><title type='text'>Como morrem as idéias</title><content type='html'>O branco da parede me encara e eu devolvo o olhar. Esse embate toma a maior parte dos meus dias; eu largado na cama, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;catatônico&lt;/span&gt; e ela  inflexível como sempre. De repente, algo passa pela minha cabeça. Pisco. Será uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;idéia&lt;/span&gt;? Não, foi só um pedaço de reboco que caiu do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;teto&lt;/span&gt;. Cara, devo estar a algum bom tempo assim. Droga, agora a parede venceu. Antes de recomeçar a partida do zero, pego um sino ao lado da cama, quebrando a imobilidade. O retinir do metal toca uma, duas e uma terceira vez insistentemente, mas sempre é acompanhado do silêncio.&lt;br /&gt;-&lt;span style="font-weight: bold;" class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Manhê&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;, traz um &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;" class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;sanduba&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; pra mim&lt;/span&gt;!!!-grito- &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Tô&lt;/span&gt; com fome e estou ocupado demais tendo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;idéias&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;brilhantes&lt;/span&gt; para ir até a cozinha!!!&lt;br /&gt;Mas ninguém atende. Sinceramente, penso, Não há mais condições de se viver assim, é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;sub&lt;/span&gt;-humano. Já não vale mais a mesada! &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Peraí&lt;/span&gt;! Mesada, mesada... O mistério de um garoto que perde sua mesada. Intrigas entre família, um assassinato acontece e e e e... me perdi. Droga. Seria mais fácil se eu escrevesse sobre falta de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;inspiração&lt;/span&gt;. Todo grande artista fala sobre isso uma hora ou outra, e eu seria melhor porque faria uma trilogia que venderia para &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;hollywood&lt;/span&gt;. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Rá&lt;/span&gt;! Pois então, é isso que eu vou fazer. Satisfeito, pego o controle remoto e ligo a TV; está passando uma maratona de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Lost&lt;/span&gt;. Tem sempre alguma coisa que você só percebe na quarta &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;reprise&lt;/span&gt;. Afundo no travesseiro.&lt;br /&gt;Nunca dá tempo de transpor as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;idéias&lt;/span&gt; e elas se esvaem tão rápido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2962307044608780517-7095967450372942289?l=tdsupimpis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/feeds/7095967450372942289/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2962307044608780517&amp;postID=7095967450372942289&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/7095967450372942289'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/7095967450372942289'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/2008/08/como-morrem-as-idias.html' title='Como morrem as idéias'/><author><name>Társio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02355260389268722078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2962307044608780517.post-166868226006360176</id><published>2008-04-26T06:28:00.000-07:00</published><updated>2008-04-26T06:40:57.499-07:00</updated><title type='text'>Convenções sociais</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Picuinhas seguia sorridente no seu caminho que levava para fora do campus universitário. Fora um dia feliz e ele tinha a necessidade de demonstrar isso com passos joviais, às vezes saltitando para coisa toda ficar mais óbvia. Oras, o céu estava azul claro, as flores se abriam em cor e perfume, os pássaros cantavam e... quem diabos é aquela pessoa no sentindo contrário? Uma dor lacerante correu pelo peito, seus pés congelaram diante dos motores que acionavam a sua memória e o mundo passou por um cinza dominado pelo...(voz cavernosa) medo. Sua cabeça foi a mil, como você pode bem observar a seguir: “Lindolvo! AQUI?! Não é possível, ele é burro demais para entrar para uma faculdade. Deus, ele não consegue se arrumar sem a ajuda da mãe! Tenho que despistar esse pulha!”&lt;br /&gt;Olhou para um lado, olhou para outro; sempre evitando qualquer contato visual.&lt;br /&gt;“Talvez se eu mudar de calçada... Mas aí ele ainda pode me ver... Se tivesse chovendo, eu me escondia com um guarda chuva... e se – uma gota de suor correu por entre os olhos esbugalhados – ele já me viu?”&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Lindolvo, que de lindo só no nome mesmo,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;passara pelo portal da faculdade. Muita gente disse que ele nunca conseguiria entrar para nenhuma universidade, mas lá estava; de nariz em pé, mostrando que todos estavam enganados. Tá certo, que não entrou para ser estudante e, sim, faxineiro, porém já era meio caminho andado. Foi nesses entrementes que ele avistou um antigo colega parado há alguns metros à frente. E, apesar do que Picuinhas imaginava, a última coisa que Lindolvo queria era conversar com ele. “Putz, era tudo o que eu queria ver esse idiota! Cumprimento ou não cumprimento? Eu mal falava com ele, tinha um péssimo senso de humor. Nunca ria das minhas piadas! Sem falar que ele não entenderia o romantismo da profissão da limpeza, mesquinho filho da puta! Ah essas merdas de contravenç.. convenções sociais! Não vou cumprimentar o cara e pronto. Vão me prender, é?” Nesse momento, Lindolvo encarou o segurança que comia seu sanduíche em paz e que, por sua vez, ficou constrangido. O segurança, não o sanduíche, apesar que certos sanduíches com maioneses fora da validade e ovos estragados terem vida o bastante para possuírem&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;personalidade.&lt;br /&gt;-Eu to no meu horário de almoço, tá legal?!- disse o segurança, em vista que os olhos não saíam dele. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;A cada passo os dois chegavam mais perto um do outro e o desespero aumentava. Picuinhas jurava que podia sentir o som do choque do pé contra o chão como um tambor, abafando qualquer outro barulho ao redor, principalmente o cantar dos pássaros. Passou a mão na testa. “Que eu faço? Só estou a alguns segundos de uma piada velha e sem graça envolvendo algum garoto excepcional, português ou não, chamado Joãozinho. Já sei” Pegou um caderno de sua mochila e abriu bem na sua cara, fingindo muito interesse na leitura.&lt;/p&gt;        &lt;p class="MsoNormal"&gt;“Ótimo, pensou Lindolvo ao ver que Picuinhas começara a ler, assim tenho uma boa desculpa para não cumprimentá-lo.”&lt;br /&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;“Essa droga de caderno não vai funcionar!” Picuinhas fechou o caderno, enquanto a sensação de inevitabilidade o atingia. Não podia fugir de seu destino. A morte era a única saída e esquecera sua pílula de cianureto em casa.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;“Do jeito que esse cara é chato vai fazer uma algazarra pra chamar a minha atenção. Nada pode impedi-lo de ser um mala sem alça”&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;“Merda! Parou de ler!” Irritou-se o outro. “Se ao menos eu não fosse analfabeto, eu poderia ler alguma coisa!”&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;Pat pat pat pat. &lt;/span&gt;Continuava a marcha e a Guerra fria, sem que os outros passantes se dessem conta da situação delicada que os dois se encontravam. As vezes os dois paravam para admirar o não sei o que, talvez uma formiga o que passava ou as vezes para puxar uma conversa com alguém que estava só de passagem e que não se importavam nem um pouco de ignorá-los. Se havia alguma coisa para fazer, tinha que ser agora. E eis que surge uma epifania na mente de Picuinhas. Fora iluminado com a salvação, tudo que precisava fazer era entrar no prédio logo a seu lado. Virou 94º a esquerda – não poderia ser 90º, pois duvidariam da naturalidade do ato – e seguiu para o prédio hospitaleiro.&lt;/p&gt;                        &lt;p class="MsoNormal"&gt;Teria entrado se não tivesse esbarrado com alguém. “Tudo bem, calma. É só ir pedir com licença e passar do lado”&lt;br /&gt;-Com licença.&lt;br /&gt;“Pronto. Agora ela foi pro mesmo lado que eu, mas daí é só ir pro outro que a gente acaba com essa situação e cada um sai ou entra... Aha! Ela foi para o mesmo lugar que eu de novo. Isso está se tornando constrangedor, vou fingir que eu vou para um lado e vou por outro. 1 2 3. Lá vai”&lt;br /&gt;-AII! Qual é o seu problema? – disse a garota após o empurrão.&lt;br /&gt;-Olha, moça! Você precisa sair da minha frente, é questão de vida ou morte.&lt;br /&gt;-É você que precisa sair da minha frente.&lt;br /&gt;-Você preci.&lt;br /&gt;Picuinhas olhou para o lado, quando Lindolvo passava assoviando (o que ele não sabia fazer, então na verdade só estava soprando e fazendo algum ocasional barulho). Por um ato reflexo ou pelo maldita curiosidade que nós humanos temos em relação aos nossos infortúnios, Lindolvo virou o rosto, nanosegundos o bastante para seus olhos cruzarem com os deles como dois aviões kamikazes, como asteróides em suas rotas de colisão com planetas. Não só cruzaram olhares, mas como pensamentos. “Merda”&lt;br /&gt;-Lindolvo, como você vai, rapaz?&lt;br /&gt;-E aí, Picuinhas, meu velho, há quanto tempo?&lt;br /&gt;-Saudades de sua piadas.&lt;br /&gt;-Ah, eu tenho ótimas. Tem tempo, te conto algumas.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2962307044608780517-166868226006360176?l=tdsupimpis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/feeds/166868226006360176/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2962307044608780517&amp;postID=166868226006360176&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/166868226006360176'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/166868226006360176'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/2008/04/obrigaes-sociais.html' title='Convenções sociais'/><author><name>Társio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02355260389268722078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2962307044608780517.post-6260569406937678542</id><published>2007-12-27T08:17:00.000-08:00</published><updated>2007-12-27T08:34:21.552-08:00</updated><title type='text'>Da ausência</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Presépio não era o tipo de cara pelo qual você toma nota, ele simplesmente aparecia e desaparecia sem se você se importar muito; igual a uma caneta bic.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ele já foi demitido do seu trabalho como contador numa empresa de imóveis e continuou trabalhando lá por uns 3 meses. Nunca trabalhara tanto, aliás. As pessoas simplesmente deixavam os papéis em cima da mesa e achavam q eles desapareciam por mágica.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;No colégio, o inspetor do andar o trancou no banheiro, pois não reparara que havia alguém numa das cabines, mesmo que este alguém estivesse gemendo por causa de uma baita diarréia. A verdade era que, se alguém chegasse para Presépio e dissesse “Meu rapaz, lamento dizer mas você é um fantasma”, ele provavelmente daria de ombros e responderia algo do tipo “Isso explica muita coisa”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ele não se importava ou pelo menos já havia aceitado esse aspecto da sua vida. Não era um homem que esperava muito de si mesmo. Agora mesmo ele está num restaurante, esperando a meia hora que algum garçom percebesse os movimentos frenéticos que fazia com as mãos – igual ao das senhoras ao gritarem bingo - sem muito sucesso. Suspirou e decidiu descansar um pouco. No máximo, sairia do restaurante sem pagar a conta. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Voltou, então, sua atenção para uma mulher sentada numa mesa no fundo, além dos banheiros e ao lado de uma pilastra, isolada do resto do restaurante. Ela era gordinha, não muito, apenas o bastante para ter aquelas dobras na barriga, tinha um rosto redondo, olhos grandes que lhe davam uma aparência alegre e cabelos curtos na altura dos ombros. Presépio a achou bonita o bastante para que não tivesse coragem de chegar a dois metros de distância. É claro, pensou, não que fizesse diferença, poderia se vestir de Carmem Miranda e dançar de baixo do nariz dela que a moça nem repararia. Engraçado... Ele sempre gostou de Carmem Miranda; é contagiante. Todas aquelas frutas... Todavia, não era hora para&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;devaneios, a mulher do fundo fazia uma careta estranha. Seus olhos estavam esbugalhados, suas mãos seguravam a mesa com força e ela parecia tentar tossir sem êxito.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Presépio, embora não fosse médico, sabia o que era um legítimo caso de “engasguidão” repentina. Assistira a isso no E.R.. Imaginou-se salvando a mulher e sendo aplaudido pelos clientes. Contudo, logo sua imaginação se transformou num episódio onde matava a coitada e era esquecido&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;para sempre dentro de alguma prisão. O mais correto a fazer, concluiu, era olhar para uma parede e contar até 3. Tudo se resolveria. 1... 2... 3... Ok. Vamos olhar. É, agora ela está com as mãos segurando a garganta em desespero. Ótimo. Ele fez sinal para o garçom. Não adiantou. Deu um puxão nele. Ele o olhou com um sorriso, enquanto processava no cérebro da onde havia saído aquela criatura.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;-Em que posso servi-lo, senhor?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;-Tem uma mulher sufocando ali atrás.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;-Uhum.- anotou o garçom em seu caderninho. Sorriu novamente- Já traremos o seu pedido.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ele deu a volta na mesa de Presépio, foi até o balcão, deixou o seu bloco em um lugar qualquer e começou a rir quando viu a pegadinha na televisão. Presépio se esforçou para parecer incrédulo. Aquilo necessitava de uma atitude extrema. Tirou o pigarro da garganta e disse tímido, numa voz que variava de tom:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;-Tem algum médico aqui?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Nenhuma resposta. Ele tentou.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Pegou o celular e discou emergência.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;-Alô, tem uma mulher engasgan.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;-Sua ligação logo será atendida. Por favor, aguarde alguns instantes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Uma música monofônica começou a tocar. Era uma música de natal.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ficou irritado. A sua habilidade de ser ignorado geralmente só o afetava, mas agora uma outra pessoa corria risco. E não era só uma pessoa, era uma mulher bonita pelo qual estava interessado. Não podia deixar de ligar para isso. Era um daqueles momentos da nossa vida que nos dão a oportunidade de mudar, de reescrever a nossa história. E Presépio sentiu que podia. Levantou-se da cadeira, empurrando o garçom que passava logo atrás e seguiu a passos firmes até a mesa da mulher; o rosto vermelho de vergonha. Algumas pessoas passaram a olhar para todos os lados, tentando entender o que estava acontecendo. Algumas começaram a pensar que seriam muito melhor tratadas em outros restaurantes onde provavelmente não teriam garçons bêbados caindo por aí. Nenhum deles é claro, não reparou no pequeno herói que passava por eles.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Presépio colocou os seus braços em volta do tórax da mulher, cuidando para não encostar nos seios. Concluiu, irônico, que iria demorar muito para ficar tão próximo de uma mulher novamente. Pessoas sempre dizem que o máximo que pode acontecer quando se flerta numa mulher é receber um não. Pois bem, nessa ocasião, alguém poderia morrer. E isso seria um fora um tanto traumatizante. Presépio soltou um suspiro, contou até três e fez pressão com as mãos sobre o abdome. A moça cuspiu um pedaço de algo que Presépio não definiu muito bem, talvez um osso de galinha, e respirou fundo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;-Essa foi por pouco dona. – disse ele, limpando o suor na testa. Havia conseguido! Salvara alguém! Seria notado por toda a história! Ou pelo menos teria uma placa com seu nome no restaurante... quem sabe um sanduíche feito com panetone chamado Presépio... – Sabe, não precisa agradecer. É meu dever civil salvar mulheres tão bonitas como a senhorita. E.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;-Ufa, a sorte q eu consegui tossir a tempo. – interrompeu ela, sem dar muita bola.- Um milagre de Deus!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;-Deus não! Eu! Euu! Deus tá muito ocupado rolando no seu sofá cósmico.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style=";font-family:georgia;font-size:12;"  &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Presépio tentou dar chilique, sacudir a dona, mas essa não se contentava em parar de comer. Decidiu entregar os pontos. Talvez ele devesse ficar alegre por notar a própria capacidade ao salvar a mulher, ou talvez essa moral seja uma simples baboseira. O fato é que ninguém o viu quando pegou a garrafa de vinho tinto de uma mesa e nem quando saiu para a noite na rua, sem prestar as contas com o restaurante. E aquilo o deixou satisfeito.&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2962307044608780517-6260569406937678542?l=tdsupimpis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/feeds/6260569406937678542/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2962307044608780517&amp;postID=6260569406937678542&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/6260569406937678542'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/6260569406937678542'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/2007/12/da-ausncia.html' title='Da ausência'/><author><name>Társio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02355260389268722078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2962307044608780517.post-3574501997351035095</id><published>2007-08-06T13:33:00.000-07:00</published><updated>2007-08-06T13:35:51.494-07:00</updated><title type='text'>Um pouco Douglas Adams</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;A ventania anormal, numa dança com a areia da praia, acertava os dois amantes como um chicote, mas eles não se importavam. Não enquanto as suas mãos estivessem entrelaçadas sob aquele suave Sol da manhã, não enquanto o aroma do mar entrasse em seus pulmões e convergissem como ondas nos beijos apaixonados.&lt;br /&gt;-Mesmo que minha família me deserte, continuarei ao seu lado.- diz o rapaz.&lt;br /&gt;-Mas por quê? –pergunta a moça.&lt;br /&gt;-É porque eu te amo muito, meu bem.&lt;br /&gt;-Eu também te amo, meu bem.&lt;br /&gt;Os dois se abraçaram e em câmera lenta eles aproximaram os lábios. Mas, ao invés do romântico som de um estalo, ouviu-se um silvo agudo e um baque; de repente a areia cobriu tudo. A nave espacial, responsável pela anomalia atmosférica acabara de pousar na praia.&lt;br /&gt;Era esférica, platinada, em resumo, um perfeito clichê. Abriu-se uma cabine no centro da nave e dela, saiu uma alienígena do tipo tradicional que não confia em naves arrojadas, longas, cheias de motores de prótons que exigem rios de dinheiro em efeitos especiais. Ela parecia dar uma nova interpretação à palavra turista, pois apesar de usar aparatos comuns, incluindo aí camisas havaianas, maquinas fotográficas etc., todos eles tinham um ar de que possuíam utilidades muito mais do que as padrões e não duvidaria-se nada se a sua máquina digital fosse capaz de desintegrar uma pessoa.&lt;br /&gt;Olhou, constrangida, para a metade do que sobrou dos corpos do casal e disse:&lt;br /&gt;-Desculpa é meio difícil de estacionar fora de um espaço porto.&lt;br /&gt;Silêncio.&lt;br /&gt;-Hã... será que vocês poderiam me dizer se aqui fica perto da Casa-... –disse, parando para conferir o nome numa prancheta – Casa Branca?&lt;br /&gt;Apensas o som contínuo das ondas.&lt;br /&gt;-Sabe, não existem bons motivos que expliquem falta de educação, ok? – protestou a alienígena ofendida. –Pois saiba que isso vai constar a minha pesquisa!! Passem bem.&lt;br /&gt;Ela escreveu na folha de sua prancheta: “A espécie demonstrou, no primeiro contato, total falta de etiqueta, resultado de um estado evolutivo primitivo. Uma lobotomia talvez seja necessária para mais estudos”. Guardou a sua prancheta num canto da nave, voltou para dentro e fechou bruscamente a escotilha. Em poucos segundos a nave começou a se erguer, equilibrando-se no ar como um esquiador iniciante até que, com uma nova rajada de vento, alçou vôo para outro destino. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2962307044608780517-3574501997351035095?l=tdsupimpis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/feeds/3574501997351035095/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2962307044608780517&amp;postID=3574501997351035095&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/3574501997351035095'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/3574501997351035095'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/2007/08/um-pouco-douglas-adams.html' title='Um pouco Douglas Adams'/><author><name>Társio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02355260389268722078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2962307044608780517.post-291702227134018600</id><published>2007-07-29T06:44:00.000-07:00</published><updated>2007-08-03T08:29:58.043-07:00</updated><title type='text'>Memórias de um nerd</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não sei se é o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Pan&lt;/span&gt;, mas me deu vontade de falar dos meus tempos idos de infância, que, graças a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Shiva&lt;/span&gt;, nunca mais irão voltar. Na verdade, o foco mesmo desse pobre texto é um dos momentos que eu mais odiava, na época, terror de quase todo jovem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;nerd&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;cdf&lt;/span&gt; e afins: a aula de educação física. Eu ainda estava, nesses dias, longe da minha puberdade - algo que aconteceu ontem - e ainda não havia me exposto aos raios gamas que me transformariam na coisinha linda que sou hoje; de forma que, o meu visual era composto por uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;barriguinha&lt;/span&gt; proeminente, óculos gigantes e uma calça semelhante a um pára-quedas. Não preciso dizer que o colégio não era uma festa pra mim, mas realmente tudo ficava pior nas terças-feiras, quando tinha a fatídica aula.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Era horrível, uma verdadeira tortura nazista. Eu tinha que passar o dia inteiro com a roupa de ginástica por de baixo do uniforme normal, porque morria de vergonha de me trocar no vestuário, na frente dos outros garotos. Sem falar nos minutos que precediam à aula, quando a turma, ansiosa, transformava o pátio numa verdadeira guerra. Era um tal de empurra empurra &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;prum&lt;/span&gt; lado, piadinhas para outro e eu cavando a minha trincheira em busca de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;proteção&lt;/span&gt;, o que nunca adiantava. “&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Ei&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Társio&lt;/span&gt;”, chamavam, entrementes eu olhava para os meus dedos e fingia estar distraído. “Ô, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;mulequeee&lt;/span&gt;!!”. Concentrava-me inabalável no balanço dos meus &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;dedinhos&lt;/span&gt;. Até que “&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Plaft&lt;/span&gt;” &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;tacaram&lt;/span&gt; uma bolinha de papel na minha cara; agora não tinha jeito.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Oi&lt;/span&gt;! Me chamaram? –disse, apertando os olhos pequenos para demonstrar o meu humor, o que me deixou praticamente cego.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;-Cê é surdo ou é só feio mesmo?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;-Eu...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;-Então, responde essa pergunta. – falou o garoto enquanto os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;sidekicks&lt;/span&gt; dele seguravam suas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;risadinhas&lt;/span&gt;. – Você tá num navio com seu cachorro, chamado &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;Noku&lt;/span&gt;, só que o navio começa a afundar. Então, o que você faz: leva &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;Noku&lt;/span&gt; ou deixa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;Noku&lt;/span&gt;?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;-Desculpa, não sei se entendi. – eu dizia com cara de tonto – eu to num avião e...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;-Não. Está num navio. –corrigiu o menino, esfregando as mãos devido a expectativa de uma humilhação.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;-Ah Navio! –bati com a cabeça na testa – É claro! Mas que tipo de navio.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;-Isso importa? – irritou-se o menino&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;-Importa, porque dependendo da resistência do navio saberei quais são as minhas chances de sobrevivência. – respondi, limpando o óculos, o que geralmente causava mais efeito de presença, afinal as lentes ficavam mais &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;embaçadas&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O menino desconfortável olhou para os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;sidekicks&lt;/span&gt;, que por sua vez se olharam e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;reluntantemente&lt;/span&gt; deram um sinal de aprovação. O dono da piada voltou-se então para mim novamente e inventou algo do tipo “Era um desses cruzeiros grandes que a gente vê no verão.”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;-Muito melhor! –afirmei sorridente – Agora, a pergunta era se eu deixaria ou não a minha cafeteira, certo? Bem, eu levaria, claro. Não iria querer ficar perdido no mar sem um bom café.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;-Que cafeteira o que, porra?! – finalmente explodia – Ah sabe de uma coisa, vamos te encher de porrada!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;E eles nunca quebravam a promessa. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Mas, a algazarra terminava logo que aparecia o professor na sua &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;cueca&lt;/span&gt; samba canção, que lhe dava o ar de “estava-folheando-a-minha-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;playboy&lt;/span&gt;-no-banheiro”. Ele mandava todo mundo para quadra, sentava no seu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;banquinho&lt;/span&gt; à sombra e começava a aula. A danada da aula consistia primeiro em alongamento – ou seja,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;espreguiçar-se –; segundo em exercícios físicos – ou seja, deitar no chão e tirar uma soneca; para os mais dedicados, imitar movimentos sexuais - ; e terceiro, futebol.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Por mais &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;clichê&lt;/span&gt; que seja eu era sempre o último a ser escolhido. (por favor, não chorem) Só que essa era a parte divertida, porque todo mundo brigava para ver qual &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;time&lt;/span&gt; não iria ficar comigo. Teve dois capitães que, só não se &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;estapearam&lt;/span&gt;, devido a intervenção do professor. A parte chata era quando me mandavam para o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;gol&lt;/span&gt;, apesar das minhas afirmações sobre como eu jogava mal o bastante para sequer se considerado um perna de pau. É só agarrar a bola, diziam; pois bem, é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;exatamente&lt;/span&gt; esse o problema, preferia desviar delas, muito mais saudável. Dessa forma, as poucas bolas que agarrava, eram as boladas na cara, na barriga e em outros pontos do corpo. Quando percebiam a merda que fizeram, colocavam-me na linha, sem muito êxito também. Então, eu ia do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;gol&lt;/span&gt; pra linha, da linha para o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;gol&lt;/span&gt;, do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;gol&lt;/span&gt; para a saída mais próxima, antes que fosse vítima de uma horda furiosa de crianças.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;No resto da semana, era só ouvir reclamações da minha &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;atuação&lt;/span&gt; em campo que arruinou a chance de vitória do meu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;time&lt;/span&gt;, manchou o bom nome do futebol, trouxe seca e, segundo alguns &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;experts&lt;/span&gt;, ajudou a piorar os conflitos do Oriente Médio.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Lembrando esses dias, acho que me saí muito bem... Quer dizer, não tive nenhuma lesão séria, as pernas se mexem bem ainda e, enfim, não pratico nenhum &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;" class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36" &gt;esporte&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;" &gt;.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2962307044608780517-291702227134018600?l=tdsupimpis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/feeds/291702227134018600/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2962307044608780517&amp;postID=291702227134018600&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/291702227134018600'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/291702227134018600'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/2007/07/memrias-de-um-nerd-que-j-quis-ser-uma.html' title='Memórias de um nerd'/><author><name>Társio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02355260389268722078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2962307044608780517.post-1564769801994063323</id><published>2007-07-13T12:09:00.000-07:00</published><updated>2009-01-18T09:46:07.054-08:00</updated><title type='text'>Colegas de quarto</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    O cérebro lia  sentado na mesa perto da janela, enquanto o coração se refastelava no sofá. De repente, este se levantou do seu canto, exaltado.&lt;br /&gt;-Devíamos ir até aquela &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;lanchonete&lt;/span&gt;, sabe? -disse o coração.&lt;br /&gt;-Hum... - respondeu o outro sem dar muita prosa.&lt;br /&gt;-Aquela que tem a menina simpática. Devíamos ir lá e nos declarar para ela.&lt;br /&gt;   O cérebro desviou, por um instante , o olhar do livro.&lt;br /&gt;-Não, não devemos. Estamos lendo.&lt;br /&gt;-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Pfff&lt;/span&gt; é só isso que você sabe fazer?&lt;br /&gt;   Não houve respostas. O cérebro continuava firme e forte na leitura. Irritado, o coração sentou-se de maneira bastante agressiva para demonstrar os seu descontentamento.&lt;br /&gt;   Não funcionou.&lt;br /&gt;   Pegou uma almofada e a "afofou", batendo-a furiosamente em ambos os lados do sofá.&lt;br /&gt;   Não funcionou.&lt;br /&gt;   Levantou-se, deu a volta pela sala e parou atrás do cérebro, entretido em sua leitura. Encostou-se bem perto da massa &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;cinzenta&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;AAAAAAAAAAAHHHH&lt;/span&gt;!, gritou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;    O livro foi de encontro ao &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;teto&lt;/span&gt;, ao mesmo tempo que o dono teve um momento íntimo com o chão. Os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;neurônios&lt;/span&gt; retraídos de raiva se voltaram para o coração. Soltando faíscas de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;eletricidade&lt;/span&gt;, o cérebro bufou:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;-O QUE FOI ISSO?!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Mmm&lt;/span&gt;... Acabei de ter uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;idéia&lt;/span&gt;... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;    O &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;cérebro&lt;/span&gt; franziu a testa de uma forma única que só cérebros sabem fazer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;-Vou me arrepender... - disse - mas que tipo de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;idéia&lt;/span&gt;?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Ok&lt;/span&gt;! Nós aparecemos em frente a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;lanchonete&lt;/span&gt; com uma banda e cantamos o nosso amor infinito aos 4 ventos!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;-Isso não vai funcionar!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;-Claro que vai! Ela vai ser a mulher de nossos filhos! - profetizou o coração, abrindo a janela num gesto apoteótico. Ele começou a retumbar de maneira sonhadora.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;-Ah claro... como a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Roberta&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;né&lt;/span&gt;?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;    O coração parou de bater e uma gota de sangue escorreu lentamente pelo seu miocárdio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;-A &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Ro&lt;/span&gt;-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;roberta&lt;/span&gt;?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;Exatamente&lt;/span&gt;. - confirmou o cérebro num sorriso malicioso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;-O nosso amor que nos abandonou?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;Exatamente&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;-Mas... mas... mas.. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;ROBERTAAAAAAA&lt;/span&gt;!! - gritou o coração; as gotas de sangue se transformavam agora em hemorragias.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;Ei&lt;/span&gt; - chamou o cérebro &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;arrependido&lt;/span&gt; - não faça isso, não fique assim...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;-POR QUE VOCÊ NOS DEIXOU??&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;    O coração tentava se afogar na sua &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;própria&lt;/span&gt; poça de sangue, enquanto desesperado o outro tentava puxa-lo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;-Não faça isso. -prendendo o choro - Você sabe que quando eu vejo um &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;órgão&lt;/span&gt; chorando, eu me emociono. Olha, prometo que nós vamos encontrar com a moça da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;lanchonete&lt;/span&gt; de novo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;-Verdade?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;-Verdade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;    O pedaço de músculo involuntário bateu novamente, chegando a saltitar, flutuar e até dar alguns mortais invertidos. O cérebro suspirou, "Por que nós sempre temos que fazer o que você quer?"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;-Ah, por favor! Todo mundo sabe que você controla as funções do organismo. Não seja hipócrita.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;-Que seja... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2962307044608780517-1564769801994063323?l=tdsupimpis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/feeds/1564769801994063323/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2962307044608780517&amp;postID=1564769801994063323&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/1564769801994063323'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/1564769801994063323'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/2007/07/colegas-de-quarto.html' title='Colegas de quarto'/><author><name>Társio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02355260389268722078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2962307044608780517.post-6288938594623585221</id><published>2007-06-03T12:40:00.000-07:00</published><updated>2007-06-03T12:42:30.388-07:00</updated><title type='text'>Péssimo dia de trabalho</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;A porta do apartamento bateu com força. Era Carlos que entrara em casa agitado. Ia de cômodo em cômodo, gritando pela esposa, “Marcela!!”. Olhou na sala, foi para cozinha e, enfim, ouviu uma resposta.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;-Fofuxo?&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Ele voltou para sala; os pés numa guerra particular com o chão que achava que não merecia aquele tratamento por ser um chão muito inteligente e bem criado, que muitos outros pés mais bem apessoados adorariam pisar. Lá, no outro lado do cômodo, estava sua bela esposa com seus longos cabelos loiros, seu vestido branco e sua pele mais branca ainda.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;- Marcela?!&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;-Calma, meu bem.- falou preocupada, aproximando-se do marido – Que aconteceu?&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;A boca dele se abriu, mas só conseguiu soltar um grunhido agudo. Virou-se para a parede apoiando a mão nela numa postura dramática com os dedos da mão livre por entre os cabelos.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;-Fala pra mim fala.-disse sua mulher carinhosamente, pousando a mão em seu ombro.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;O homem voltou-se para sua mulher novamente, numa raiva controlada.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;- Marcela.- falou – Você não sabe o despautério que sofri no trabalho!&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;-Pois me conte.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;-Pois bem. De manhã quando, chegara lá, as coisas já estavam estranhos. O pessoal não me olhava nos olhos e mal falavam comigo. Pensei, deve ser desânimo do início de trabalho, nada demais!&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;-Mas não era?&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;-Aaaaahhh Marcela, Marcela!- fala Carlos dando voltas pela sala. – Meus pensamentos se provaram totalmente errados! Aqueles canalhas!-bufou.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Decidiu se sentar num sofá. Marcela sentou-se ao seu lado, mas logo ele se levantou. Carlos decidiu, então, fazer flexões de braço para se acalmar, contudo, logo na segunda, caíra de maneira retumbante no chão, que ficou novamente chateado por mais esse maltrato e decidiu que iria ficar parado o dia inteiro de greve. Logo, o chão percebeu o quão contraditório estava sendo e se satisfez em ficar chateado.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;-Fofuxo, levanta desse chão que acaba ficando resfriado.- avisou Marcela, puxando o homem pelo braço e o guiando para o sofá. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Ela fez uma carícia no rosto do marido e continuou:&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;-Agora conta a história.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;-Então, o dia passou lá no trabalho, sem que uma palavra fosse dirigida a mim. Quando eu me metia em alguma conversa, o assunto morria. Logo eu, que tinha fama de ser divertido! &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;-Estranho... – surpreendeu-se Marcela.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;-Pois é! Daí, concluí que não era desânimo com trabalho. O problema era comigo!-Carlos bateu com a mão no peito – Depois de um dia inteiro sendo tratado daquele jeito, me estressei e fui ver o que diabos estava acontecendo. Aí cheguei pro Haroldo desse jeito mesmo “Vocês não acham que estão sendo mal educados comigo?”. Daí ele respondeu “Deixa disso, Carlos! Ce sabe que a gente não faria isso.” “Como assim, agora mesmo, vocês mal me olham nos olhos!!Tem algo! “ Aaaah mas aquele mentiroso continuou a negar, daí perguntei pro Armando e Maurício e os dois na mesma. Nem parecia que a gente já havia tomado chope junto! Desgraçados!&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;-Gente!- falou marcela no seu contínuo basbaque.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;-Mas o pior anda estar por vir, querida. O pioooorr! – anunciou Carlos, jogando as mãos para o alto e as baixando até seus joelhos, onde os dedos ficaram com as unhas arranhando o tecido – Não desistindo da discussão, disse pro Haroldo, com os nervos já a flor da pele, “Pó, mas como pode?! Me tratam assim depois de ter chamado vocês para ir na minha casa, conhecer a minha esposa e servir um ótimo jantar?! Me diz Haroldo, como pode uma sacanagem dessas?” A coisa piorou, todo mundo ficou mais quieto, a não ser pela risada cretina do Dinho, aquele garoto novato que não gosto.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;A mulher parecia mais tensa. Enquanto Carlos falava, ela esfregava as mãos, remexia-se na cadeira, mordia os lábios e desviava o olhar. Ele, concentrado em suas palavras, não notava é claro.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;-Foi então - continuou Carlos – que Haroldo disse “Olha, Carlos, já que você não quer parar com isso, então vou te dizer, porque sou seu amigo.” Mandei, desconfiado, ele falar logo. “Olha, o problema é a sua mulher.” Fiquei irritado! Disse pra ele que você era uma santa e que não existia pessoa mais perfeita do que você.(Marcela, coçou o pescoço) Aí ele veio: “Justamente, rapaz! Ela é perfeita! Não acha isso estranho. Sempre achei isso estranho e, naquele jantar, eu vi a verdade...” “Você está louco, Haroldo? Não entendo o que...” “Não, o único louco aqui é você! A gente foi lá naquela porra de jantar e só tinha você falando com o nada!” Fiquei boquiaberto, querida. Imagina só, que afronta! Depois dessa eu saí aos barrancos e, Deus ouça minha palavra,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;não volto mais lá. Se voltar, vai ser pra dar uma coça naquele viado!!&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Marcela o olhou numa expressão de constrangimento, os olhos marejados encarando algum ponto insignificante do sofá. Seu marido, precupado, segurou sua mão. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;-Que foi, querida? Se soubesse que ia te chatear, nem teria contado.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;-Ó, querido... eu sou uma pessoa horrível! – as lágrimas escorreram pela sua pele pálida.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;-Não fala assim.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;-Pois eu sou.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Não é; Eu sou; Não é; Eu sou; Não é; EU SOU, CARALHO!&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Carlos se recolhe num canto do sofá.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;-Desculpa... é que preciso te contar um segredo que eu te guardei nesses anos todos de casados...&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;-Oquê?! – assustou-se o homem.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;-Eu sou... er... um fantasma...&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;-Um fantasma?!&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;-Na verdade, prefiro forma protoplasmática de pós-vida.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;-Quê?!&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;-Veja.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Lentamente, para que Carlos pudesse observar os seus movimentos, ela atravessou a mão através da parede, sem que essa desse a licença ou qualquer coisa do tipo. Com a mesma calma, ela retornou a mão para o lado deles.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;-Viu?&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Os dentes dela morderam apreensivos os próprios lábios. Carlos a olhou sério , mas acabou desandando numa gargalhada.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;-Hahaha Que lindinha!- riu ele, passando a mão nos olhos para limpar as lágrima – Aprendeu &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;um truque de mágica só pra me deixar alegre!&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;-Er... ai... olha, não é bem isso... to vendo que vou ter que fazer aquilo...&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;-Aquilo?&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;De costas para Carlos, Marcela abaixou a cabeça, escondendo-a e assim ficou por alguns instantes. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Carlos, preocupado com a esposa e preocupado com jornal nacional que estava perdendo na tv, decidiu tomar alguma atitude. Pousou a mão nas costas dela e a chamou:&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;-Querida?&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;De repente, ele percebeu que atitudes sempre levavam a certos riscos e o risco, que se apresentava para ele agora, era uma coisa levemente parecida com a sua esposa, só que com olhos que soltavam das órbitas, uma boca cheia de dentes afiados que causaria inveja a um tubarão e um cabelo altamente alternativa, pois era feito de muitas cobras. Instintivamente ele fez o sinal da cruz e invocou a sua mamãe. A coisa a sua frente sacudiu violentamente a cabeça, transformando-se, aos poucos, na sua amada mulher. Ela evitava o seu olhar. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;-Você fant é &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;guh.... quer dizer... er fantasma?–tentou ele formar uma frase.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;-Er... forma de pós-vida protopl...-&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;-Mas eu... nós... –interrompeu ele – nós fizemos aquilo...&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;-Na verdade.. er... tecnicamente – ela arriscou olhar para carlos, mas sua cara de pânico a fez desistir logo – você ainda é virgem.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;-Mas nós sempre... e ... todos esses anos... não pode ser! – marcos colocou a mão na boca e se lavantou, afastando-se da morta.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Marcela segurou o choro, pois não tinha arrependimentos. Oras, só porque ela não quis ir para o outro mundo como os pais sempre queriam, só porque preferiu seguir um estilo de vida diferente, não significava que não merecia ser feliz. Além do mais, foi só uma mentirinha à toa... que durou alguns anos....&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;-Se você quiser se separar de mim, eu entendo. – disse para o marido encoberto pela sombra de uma estante – Eu faria o mesmo.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;A figura dele saiu das sombras e falou&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;-Separar?! –fala – Eu tenho 40 anos, não gosto de festas, sou pobre, não vou conhecer&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;ninguém a essa altura.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;-Mas...&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;-Olha, eu vou pra rua encher a minha cara e é bom você estar na cama quando eu chegar.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;-Okay!!!- confirmou Marcela, sorridente.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Marcela e Carlos continuaram juntos para sempre, mesmo depois de ele ser internado no hospício. Possuem planos de adotar pequenas formas de pós-vidas protoplasmáticas, uma de cada dimensão espiritual, e andam pensando em montar uma firma que realiza encontros entre solteiros e mortos que procuram uma existência menos solitária. Aqueles que conhecem o casal, na maior parte médicos – apesar desses considerarem Marcela uma psicose - e mortos, sabem que eles são uma prova da eternidade do amor. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2962307044608780517-6288938594623585221?l=tdsupimpis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/feeds/6288938594623585221/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2962307044608780517&amp;postID=6288938594623585221&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/6288938594623585221'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/6288938594623585221'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/2007/06/pssimo-dia-de-trabalho.html' title='Péssimo dia de trabalho'/><author><name>Társio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02355260389268722078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2962307044608780517.post-3466863298963840896</id><published>2007-05-24T09:40:00.000-07:00</published><updated>2007-05-28T12:11:11.472-07:00</updated><title type='text'>Como eu quase fiz um amigo no 457</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;ônibus&lt;/span&gt; 457 estava cheio e o trânsito ruim, essas coisas do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;cotidiano...&lt;/span&gt; porém, um lugar sentado perto da janela com o vento frio batendo no rosto me dava o necessário para fugir do espaço físico e viajar pelo mundo espiritual, onde eu costumo dar cantadas na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;carmem&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;miranda&lt;/span&gt;. Ela sempre me ignora, mas, também, não posso reclamar muito ao tentar iniciar conversas com um "Hei, pode me ver uma fruta?". De qualquer forma, meu estado de meditação foi quebrado por um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;garotinho&lt;/span&gt;, sentado ,ao meu lado, no colo de uma menina que fazia um sofá sentir vergonha.&lt;br /&gt;-Você vai soltar no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Maracanã&lt;/span&gt;? -me perguntou, com voz de alguém que estava entediado de toda a viagem.&lt;br /&gt;-Não.&lt;br /&gt;Fiquei animado, alguém tinha falado comigo! E ele não estava fazendo nenhum movimento ameaçador em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;direção&lt;/span&gt; ao meu rosto. Tentei pensar em alguma coisa de interessante para dizer, mas me lembrei logo por que as pessoas não costumam conversar comigo. Nunca tenho nada para dizer. Pelo menos nada que seja coerente e dito numa dicção compreensível. Felizmente, ele se adiantou na conversa.&lt;br /&gt;-Então pra que você pegou esse &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;ônibus&lt;/span&gt; se você não vai pro &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Maracanã&lt;/span&gt;? - a voz dele funcionava como uma montanha russa, começava alta e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;atingia&lt;/span&gt; um decréscimo sonoro no final, parecendo um lamento.&lt;br /&gt;-Ora, porque esse &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;ônibus&lt;/span&gt; passa por muitos outros bairros. - eu disse com ares de entendedor do assunto. Porque nunca cai uma questão dessas na faculdade?&lt;br /&gt;-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Aaahh&lt;/span&gt;! esse &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;ônibus&lt;/span&gt; balança muito! saco!&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Uau&lt;/span&gt;! Olhei para o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;relógio&lt;/span&gt;, já havia se passado muitos segundos de conversa. Será que deveria  lhe contar sobre o Mundo Inferior e sobre todos os segredos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;nerds&lt;/span&gt;? Não, não é bom apressar as coisas. Deveria lhe ensinar um palavrão melhor do que saco, algo que compreendesse toda a falta de preocupação com os direitos humanos que é a linha 457. Algo como "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;puta&lt;/span&gt; que pariu!&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;caralho&lt;/span&gt;!!MOTORISTA , &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;ÔÔ&lt;/span&gt; SEU MOTORISTA &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;VIADO&lt;/span&gt;!" Mas a mãe do menino, que estava em pé, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;inspecionava&lt;/span&gt; a conversa.&lt;br /&gt;-É por causa das saliências na estrada.  -tentei, de novo, dá uma de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;espertinho&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;Hummm&lt;/span&gt;... -pensou o garoto - acho q não.&lt;br /&gt;Havia estragado tudo. Quando o elo de amizade estava prestes a se unir, eu o quebrei. E agora?&lt;br /&gt;-Então... gosta de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;Bob&lt;/span&gt; Esponja? - tentei mais uma vez - Eu tenho o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;album&lt;/span&gt;!&lt;br /&gt;-Não. -disse o pirralho, tirando &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;meleca&lt;/span&gt; do nariz. -nessa hora, to conversando com minha namorada no telefone.&lt;br /&gt;-Ah - sim, eu o havia perdido - mas...&lt;br /&gt;-Tá na hora de descer, Rodrigo. -disse a mãe puxando a sua mão. Ele se levantou da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;Srta&lt;/span&gt;. Sofá ambulante e gritou "Finalmente!".&lt;br /&gt;Os vi abrirem caminho pela multidão e passarem pela porta. O &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;ônibus&lt;/span&gt; andou, o vento frio soprou no meu rosto desiludido. Alguém cantou uma música um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;funk&lt;/span&gt; triste sobre uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;puta&lt;/span&gt; que deu os dois homens e descobriu, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;dps&lt;/span&gt;, para seu desespero, q um deles não era católico.&lt;br /&gt;Me virei para a janela e pensei em zoar o Noel Rosa por ele não ter queixo. Tlvz assim a Carmem Miranda me achasse maneiro.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2962307044608780517-3466863298963840896?l=tdsupimpis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/feeds/3466863298963840896/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2962307044608780517&amp;postID=3466863298963840896&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/3466863298963840896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/3466863298963840896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/2007/05/como-eu-quase-fiz-um-amigo-no-457.html' title='Como eu quase fiz um amigo no 457'/><author><name>Társio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02355260389268722078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2962307044608780517.post-779699300478547904</id><published>2007-05-10T05:08:00.000-07:00</published><updated>2007-05-10T05:40:46.036-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='blerg'/><title type='text'></title><content type='html'>O objetivo sempre foge de mim&lt;br /&gt;        uma brisa no verão&lt;br /&gt;mas ainda q destrua o meu coração... preciso tentar mais uma vez...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                       só mais uma vez...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(Poema escrito por Wile E. Coyote, qndo ficou na cama do hospital durante meses, após uma falha no detonador ACME combinada com uma total falta de segurança do sistema de roldanas ACME. Basta dizer q a dinamite explodiu na hora errada, fazendo com q o sistema de roldanas funcionasse e jogasse uma bigorna numa velocidade impressionante em cima da cabeça do consumidor. Isso causou além de dores absurdas, um distúrbio no terreno q contribuiu para a queda de uma pedra gigante, apoiada numa pqna colina, em cima de Coyote... um pouco antes da área ser usada para testes nucleares. Papaléguas, que curtia uma tequila com seu amigo Ligeirinho num bar a alguns km de distância, afirmou q foi um belo espetáculo. )&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2962307044608780517-779699300478547904?l=tdsupimpis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/feeds/779699300478547904/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2962307044608780517&amp;postID=779699300478547904&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/779699300478547904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/779699300478547904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/2007/05/o-objetivo-sempre-foge-de-mim-uma-brisa.html' title=''/><author><name>Társio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02355260389268722078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2962307044608780517.post-6018052422206322185</id><published>2007-05-09T17:41:00.000-07:00</published><updated>2007-05-09T17:55:22.776-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='introdução'/><title type='text'>Momento</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;   Em determinados momentos da vida, alguns homens escrevem livros, plantam árvores e ... e não me lembro da terceira coisa... Mas, no meu caso, é mais fazer um fotolog e um blog para ser humilhado ou ignorado diariamente, coisa que já tenho prática no mundo real. Poderia dizer, modéstia à parte, que sou um artesão nisso, cuidando de cada fio de vergonha; esculpindo do barro o fracasso. Por isso (por isso o que?), fique ligado nos meus devaneios! Tentarei ser mais cuidadoso com isso aqui do que com o meu flog.&lt;br /&gt;Um beijo de brinde para o primeiro comentário. Ai q vergonha.... vou perder a virgindade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs: Eu não gostei do layout do blog. Qndo eu estiver com saco, eu mudo essa budega.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2962307044608780517-6018052422206322185?l=tdsupimpis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/feeds/6018052422206322185/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2962307044608780517&amp;postID=6018052422206322185&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/6018052422206322185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2962307044608780517/posts/default/6018052422206322185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tdsupimpis.blogspot.com/2007/05/momento.html' title='Momento'/><author><name>Társio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02355260389268722078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
